BBPO11, GTWR11, BBRC11 e o Banco do Brasil: O que vai acontecer?



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Na tarde do dia 08 de julho/20, quarta-feira, houve publicações na mídia falando sobre a decisão do Banco do Brasil S.A. de devolver edifícios por ele locados, devido a adoção de trabalho remoto (home office) pela instituição, que será implementado em definitivo para parte dos funcionários.

Segundo informações do Fato amazônico, no início de 2020, antes da crise do vírus covid-19, o Banco do Brasil tinha cerca de 250 pessoas de um total de 93 mil funcionários trabalhando de casa. Desde março, portanto, muita coisa mudou. O banco colocou 32 mil servidores para trabalhar de casa.

Com isso, a experiência não abriu só uma nova possibilidade de organização corporativa, mas também criou uma chance de a instituição fazer uma grande economia.

A fato também apresentou que Mauro Ribeiro Neto, vice-presidente corporativo do BB, disse que o programa Flexy, que previa a modernização dos escritórios da instituição que estava sendo estruturado desde 2019, ganhou novo significado e mais velocidade durante a pandemia.

De acordo com a notícia, o executivo disse que o banco, a exemplo de milhares de outras empresas, foi obrigado a testar o modelo remoto. A avaliação, segundo a notícia, foi de que os resultados foram positivos e deixaram a proposta de transformação de espaços corporativos ainda mais ousada.

No entanto, em relação aos imóveis dos fundos BBPO11, GTWR11 e BBRC11, o Banco do Brasil S.A., na qualidade de locatário, não manifestou, até o presente momento (08 de julho/20), intenção de desocupar os imóveis pertencentes aos fundos, informou a BV Asset (gestora dos fundos).

BBPO11 - BB Progressivo II

O BB Progressivo II (BBPO11) foi constituído em 2011 com o objetivo de adquirir agências e centros administrativos do Banco do Brasil, para alugá-los ao próprio Banco do Brasil pelo contrato atípico de 10 anos (vencimento em novembro de 2022), proporcionando renda mensal advinda da locação. O fundo possui 64 imóveis, localizados em diversas regiões do Brasil.

bbpo11

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De acordo com as informações do relatório gerencial de maio/20 do BBPO11, caso o Banco do Brasil opte por permanecer no imóvel, no final do período inicial, o contrato de locação poderá ser renovado por mais 5 anos e a nova relação deve ser firmada por meio de contrato típico.

Em casos de rescisão, por decisão do locatário, antes da conclusão dos dez anos iniciais, o Banco do Brasil se compromete a pagar ao fundo, a título de perdas e danos prefixados, o fluxo do aluguel remanescente.

Caso opte por não permanecer, a BV Asset ressaltou que, enquanto instituição gestora e administradora do fundo, tem a prerrogativa de alugar os imóveis a quaisquer outros interessados. Contudo, o fundo não poderá vender os imóveis a outras instituições financeiras e/ou suas coligadas e controladas enquanto o BB permanecer como locatário, a não ser nos casos em que este autorize e/ou esteja inadimplente com suas obrigações.

BBRC11 - Renda Corporativa

O BB Renda Corporativa (BBRC11) foi constituído em dezembro de 2010 como o mesmo objetivo de adquirir agências do Banco do Brasil, para adaptá-las e alugá-las ao próprio Banco do Brasil pelo prazo inicial de 10 anos (contrato atípico). O Fundo possui 20 imóveis, localizados no Estado de São Paulo.

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Vencimentos dos contratos do BBRC11 como % da receita

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Dada a atipicidade dos contratos de locação, durante o seu prazo de dez anos, tanto o fundo como o Banco do Brasil renunciaram, de comum acordo, aos seus respectivos direitos de pedir revisão judicial do valor do aluguel.

Portanto, na renegociação no preço dos aluguéis, que será feita com base no mercado e nos preços dos imóveis informados nas avaliações anuais, caso haja divergência, será contratada empresa de consultoria do mercado imobiliário para informar os preços do aluguéis praticados, caso remanesça discordância, cada um deve contratar uma empresa e o preço será uma média dos dois apresentados.

Caso o Banco do Brasil opte por permanecer no imóvel, no final do período inicial, o contrato de locação poderá ser renovado por mais cinco anos. A nova relação deve ser firmada por meio de contrato típico. Caso opte por não permanecer, a BV Asset, enquanto instituição gestora e administradora do fundo, tem a prerrogativa de alugar os imóveis a quaisquer outros interessados.

GTWR11 - Green Towers

O Green Towers (GTWR11) foi constituído em novembro de 2015 com o  objetivo de proporcionar renda mensal por meio de locação das lajes corporativas do empreendimento Green Towers. O fundo investiu seu patrimônio na aquisição de 85% da totalidade do empreendimento Green Towers, que corresponde a 138.947 m².

Os edifícios, localizados na cidade de Brasília, funcionam como sede administrativa do Banco do Brasil.

Com o intuito de melhorar a interação entre algumas de suas áreas e gerar ganhos de escala, o Banco do Brasil optou por consolidar a operação de 13 sedes administrativas localizadas na cidade de Brasília em uma sede única: o empreendimento Green Towers.

A ideia foi estabelecida tendo em vista a necessidade de abrigar servidores e parte de sua área de tecnologia. Com isso, o Banco do Brasil realizou investimentos em benfeitorias na ordem de R$ 90 milhões.

O Green Towers é um dos poucos empreendimentos do mercado de Brasília classificado como Triple A com área superior a 20 mil m², destacou o relatório de maio/20 do fundo.

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As lajes corporativas encontram-se 100% locadas para o Banco do Brasil S.A., com um contrato de aluguel na modalidade típico (5 anos - vencimento em outubro de 2023) iniciado em 1º de novembro de 2018.

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Autor

Engenheiro por formação, com mais de 7 anos de experiência no mercado de investimentos, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado imobiliário brasileiro.




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