Cotas do FII do agronegócio passarão a ser negociadas em bolsa no próximo dia 12

O BTG Pactual divulgou ontem (08) ao mercado, no final do dia, que as 5.040.000 cotas integralizadas durante a primeira emissão do Fundo Quasar Agro, que foi encerrada no último dia 07 de novembro, passarão a ser negociadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) a partir do próximo dia 12 de novembro (terça-feira), sob o ticker QAGR11.

O fundo, que será o primeiro do Brasil voltado especificamente para o agronegócio, terá como objetivo o investimento em empreendimentos imobiliários (construídos ou em construção) prioritariamente no segmento do agronegócio, com a finalidade de infraestrutura, armazenagem e processamento de itens, tais como matérias-primas, insumos, produtos intermediários e produtos finais da cadeia do agronegócio.

Assim sendo, o intuito desses imóveis é que os mesmos gerem renda por meio da sua alienação, arrendamento ou locação, que inclui a possibilidade locação atípica, por meio de contratos de Built To Suit (BTS), Retrofit ou Sale And Leaseback, desde que atendam ao previsto na política de investimentos e na política de exploração de ativos do fundo.

Dito isso, tais imóveis a serem investidos podem ser silos, armazéns, galpões, tanques de armazenagem, estruturas de abate e confinamento de animais, por exemplo.

As principais características da emissão do Quasar Agro são:

  • Patrimônio líquido inicial: R$ 504 milhões
  • Quantidade de cotas inicialmente emitidas: 5.040.000, já considerado o exercício de opção de lote adicional;
  • Valor inicial da cota: R$ 100,00;
  • Administrador: BTG Pactual Serviços Financeiros;
  • Gestor: Quasar Asset Management Ltda;

É interessante mencionar, diante das informações acima, que com relação às taxas de gestão e administração, o gestor irá receber 1,25% ao ano sobre o patrimônio líquido ou valor de mercado do fundo, enquanto o administrador irá receber, inicialmente, 0,20% ao ano, dado que o seu patrimônio líquido inicial será acima de R$ 500 milhões e abaixo de R$ 1 bilhão.

Os dados finais de distribuição da oferta, considerando as cotas do lote adicional, ficaram definidas conforme o quadro abaixo:

QAGR11 – Portfólio

Em relação ao portfólio, a gestão do QAGR11 apresentou um pipeline bastante robusto, com 12 ativos (11 deles já prontos):

É interessante observar que todos os 11 ativos prontos adquiridos são no modelo Sales & LeaseBack, ou seja, em uma forma de contrato onde o FII compra o ativo e o proprietário atual do imóvel vira o locatário.

Os 12 contratos possuem Cap Rate de 9,8% e prazo de vigência de 20 anos, sendo que, em relação ao último ativo, as obras de expansão e atualização estão em andamento.

Cabe lembrar, também, que todos os silos dessa primeira emissão estão localizados nos três estados da região Sul do país (RS, PR e SC), isso porque essa geografia é onde a gestora entende que há os maiores déficits do setor.

Fica portanto, a expectativa em saber como será o andamento da precificação das cotas na bolsa (que terá o seu início a partir da próxima terça-feira, conforme mencionado anteriormente) além, é claro, do desempenho da gestão e por, consequência, da performance dos ativos presentes no portfólio do QAGR11.

Rafael Campagnaro
Rafael Campagnaro Head de Conteúdo

Engenheiro por formação, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado financeiro no FIIs.com.br desde que iniciou no universo das finanças.

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