COVID-19 e o Mercado Logístico, Industrial, Varejista e Educacional

Na opinião Credit Suisse, também conhecido como CSHG, o setor logístico e industrial não tende a ser o primeiro a ser afetado, no entanto, conforme a pandemia perdurar, acreditam que o efeito cascata deva chegar ao setor e, em alguma medida, diminuir a circulação de mercadorias, estoques e utilização da capacidade instalada das indústrias.

O setor varejista também tende a não ser o primeiro a ser afetado em decorrência da pandemia, destacou a Credit, bem como acreditam que não deve ser o setor que terá os maiores impactos, dado que o continuo fornecimento de alimentos e outros insumos para a população é considerado como atividade essencial em momento de crise.

Por outro lado, a gestora entende que o setor educacional já sofre consequências decorrentes da paralisação das aulas presenciais, sendo que diversos players do setor estão procurando remediar a situação para oferecer seus serviços remotamente por meio das ferramentas de ensino à distancia.

Nesse sentido, o time de gestão da CSHG, a principio, informou que não adotará nenhuma política padrão para negociar condições dos contratos de locação em seus fundos, sendo que analisarão eventuais demandas caso a caso.

Em paralelo, o CSHG está em contato com os locatários de seus FIIs para entender os impactos da pandemia em seus negócios, especialmente naqueles mais representativos em termos de renda ou que atuem em segmentos mais afetados pela pandemia.

Para alguns casos, disse que é possível que seja necessário conceder um prazo adicional para o pagamento de alugueis, de forma a manter o nível de ocupação, a saúde financeira dos locatários e reforçar as relações de longo prazo.

Por último, a CSHG frisou que todo relacionamento com locatários é realizado pelo seu time de gestão diretamente, sem terceiros, o que acreditam ser essencial para identificação do cenário de cada locatário e manutenção da ocupação no longo prazo.

O Credit Suisse é um banco global sediado em Zurique. A estratégia do Credit Suisse é atuar no mercado com uma estrutura de negócios integrada e centrada no cliente.

No Brasil, atua com o mercado de Private Banking & Wealth Management, Asset Management, operações de crédito, emissão de ações e títulos, abertura de capital (IPO), fusões e aquisições de empresas (M&A), corretagem e tesouraria.

No mercado de fundos imobiliários do Brasil, a gestora comanda os seguintes FIIs:

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Autor

Engenheiro por formação, com mais de 7 anos de experiência no mercado de investimentos, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado imobiliário brasileiro.

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