21 de maio/20: Fechamento e principais destaques do dia

O IFIX apresentou nesta quinta-feira (21), uma valorização de +0,22%, fechando o dia aos 2.575,66 pontos. No acumulado deste mês de maio e ano de 2020, a variação acumulada do índice é de -0,97% e -19,85%, respectivamente.

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Mercado de FIIs: Principais destaques e notícias do dia

HGRU11 apresenta informações da aquisição de mais um ativo (segmento educacional) para seu portfólio

Fundo informou que firmou um contrato de compromisso de compra e venda (CCV), onde se comprometeu a adquirir a integralidade de um imóvel com as seguintes características:

Imóvel com destinação educacional localizado na cidade de São Paulo, na Avenida Imperatriz Leopoldina, 550, Vila Leopoldina, São Paulo - SP, CEP 05305-000, com 8.000 m² de área de terreno e 23.298,34 m² de área locável total.

O valor a ser desembolsado pelo HGRU11 para a aquisição do imóvel é de R$ 81,4 milhões.

Em paralelo à celebração do CCV, também foi assinado um contrato de locação em regime atípico com a vendedora, que entrará em vigor na assinatura da escritura pelo prazo de 12 anos, no valor mensal contratado de R$ 698.950,20, equivalente a aproximadamente R$ 0,07 por cota. A efetiva aquisição somente ocorrerá após o cumprimento das condições precedentes estabelecidas no CCV.

 

Abriu, mas fechou: MALL11 reativou shopping por 3 dias e fecha novamente

MALL11 divulgou uma carta informando sobre a reabertura de 1 dos seus 7 ativos.

Na última segunda-feira (18), o MALL11 informou ao mercado que o Shopping Park Sul, localizado na cidade de volta redonda – RJ, reativou as suas atividades, possibilitando o funcionamento de todas as lojas, exceto operações de lazer e entretenimento, com horário de funcionamento reduzido, das 12 horas às 20 horas, inclusive fins de semana.

Conforme o decreto municipal, a Prefeitura de Volta Redonda determinou a flexibilização das medidas de contingência adotadas no município para evitar a disseminação do COVID-19.

Isso permitiu a reabertura quase que total do Shopping Park Sul.

Entretanto, de acordo com o documento divulgado pelo MALL11 no dia de hoje, o decreto estabelecia determinadas condições que deveriam prevalecer para que fosse mantida a flexibilização das medidas de contingência.

Uma delas era que não houvesse aumento do número de casos suspeitos de COVID-19 em mais de 5% por mais de 2 dias seguidos.

Contudo, no dia de ontem (20), a Prefeitura do Município verificou que houve um aumento superior a 5%, que perdurou por 2 dias seguidos.

Diante disso, publicou um novo decreto por meio do qual determinou a suspensão da flexibilização das medidas de contingência pelo prazo de 7 dias.

Sem outra saída, o Shopping Park Sul deverá retornar ao estado anterior, reduzindo as suas atividades novamente, de modo que funcionará somente operações de delivery e supermercado, em horário reduzido.

 

SPTW11 terá possíveis impactos positivos e negativos em seus rendimentos

Em relação a locatária dos imóveis “Belenzinho” e “Badaró” e o fundo que já estavam finalizando a formalização da negociação, iniciada por motivo de crise originada pelo COVID-19.

A Atento, locatário, pagará os outros 50% (Atento já pagou 50%), referentes aos aluguéis devidos nos meses de abril e de maio de 2020, em janeiro e fevereiro de 2021, respectivamente, sendo que não será cobrado nenhum valor a título de juros, multa ou correção monetária.

Também informaram sobre as renegociações com a Atento (referente aos Imóveis) e com a Diálogo (referente à venda do imóvel “Belenzinho”), em função do COVID-19, que podem gerar os seguintes impactos:

  • Em junho de 2020: redução de R$ 0,30 por cota;
  • Em julho de 2020: redução de R$ 0,14 por cota.

Por outro lado, o documento frisou que estima-se que os impactos negativos serão compensados da seguinte maneira:

  • Em agosto de 2020: aumento de R$ 0,28 por cota;
  • Em fevereiro de 2021: aumento de R$ 0,30 por cota;
  • Em março de 2021: aumento de R$ 0,30 por cota.

Por fim, SPTW11 esclareceu que essa rentabilidade não é promessa ou garantia de rendimentos futuros, sendo apenas suas projeções.

 

IRDM11 termina alocação da última emissão e segue com alta liquidez em volumes de negociação

Em seu relatório gerencial de resultados de abril, o fundo comunicou que terminou a alocação dos recursos captados na última emissão de cotas, encerrando o mês com 5,21% do patrimônio líquido em caixa.

Com o agravamento dos caso da COVID-19 no Brasil, o fundo informou continuar focado em aquisições oportunas no mercado de CRIs, preferindo ativos com maior qualidade de crédito.

Por outro lado, no mercado de FIIs, o fundo iniciou o processo de reciclagem/giro de carteira de forma a reduzir/zerar a exposição em fundos que já recuperaram parte do valor perdido durante a crise e/ou que não enxergam mais grandes potenciais de valorização.

Reafirmou também que mesmo em um cenário adverso, por conta do COVID19, o fundo segue com uma alta liquidez em termos de volume de negociação e a sua cota encerrou o mês a R$ 101,98, ficando acima do valor patrimonial (R$ 96,79) e do último preço de subscrição (R$ 101,35).

O IRDM11 realizou uma distribuição de R$ 0,70 por cota para os cotistas que detinham cotas no dia 12 de maio/20. Esse valor equivale a um resultado de 304,70% do CDI no mês, ou 0,69% em relação a sua cota (base R$101,38).

Seu gestor (Iridium) disse que a distribuição se manteve em linha com a do mês de março, onde o impacto negativo gerado pelos baixos índices de inflação foi contrabalanceado pela geração de valor da gestão ativa na compra e venda de ativos, em especial FIIs, no mercado secundário.

 

BTLG11 apontou que os efeitos da pandemia ainda são incertos e demandam muita atenção sob todos os aspectos

Nos resultados de abril, o fundo se manteve em linha com os rendimentos distribuídos no mês anterior, ainda abaixo de seu potencial devido a parte do valor captado na 7ª emissão de cotas se encontrar aplicado em renda fixa.

Em continuação, destacou que grande parte da receita se encontra atrelada a contratos atípicos (85%) e concentrada em setores básicos da economia.

Contudo, apesar desta resiliência, realçou que os efeitos da pandemia ainda são incertos e demandam muita atenção sob todos os aspectos.

Nos ativos, foi firmado um desconto temporário concedido ao locatário no imóvel do Rio de Janeiro por 2 meses (R$0.01/cota), devido ao impacto da COVID-19 em suas atividades.

Até o momento de publicação deste relatório (21 de maio/20), todos os ativos do portfólio do BTLG11 se encontram adimplentes e em funcionamento normal de suas operações.

A distribuição de rendimentos em abril foi de R$0.50 por cota, representando um dividendo de 0,53% para o mês (cota base R$ 92,87).

 

RBRF11 enxerga seu PL mais resiliente do que a média da Indústria (IFIX)

No mês de abril, RBR Asset (gestor), observou uma melhora do mercado com valorização importante dos principais índices: IFIX +4,39% e IBOVESPA + 10,25%. O RBR Alpha acompanhou este movimento com valorização de +1,55% no patrimônio líquido (PL) e de +9,1% a valor de mercado.

“Vemos nosso PL mais resiliente do que a média da Indústria (IFIX) no ano, o que reforça nossa tese de comprar ativos de ótima qualidade”, destacou a RBR.

Segundo a gestora, nos momentos de maior volatilidade, estes ativos demonstraram seu risco x retorno favorável. Também a parcela direta em CRIs se mostrou uma ótima proteção combinado com bom carrego (rentabilidade média de CDI + 6%).

A distribuição de rendimentos foi de R$0.60 por cota, representando um dividendo de 0,59% para o mês (cota base R$ 101,03).

O RBR Alpha acumula resultado de 26,76% ou 159,58% do CDI desde seu início em setembro/17 (Cota Mercado + Dividendos Pagos).

Em relação a retomada do mercado, RBRF11 vislumbra um movimento inicial da volta de novas emissões de FIIs no mercado e, neste sentido, acredita que ter liquidez para se aproveitar de determinadas oportunidades podem se beneficiar. “Isto vai ao encontro de algumas vendas realizadas no mês de Maio (CRI e FII), que além de gerar liquidez também contribuíram com ganho de capital (geração de dividendos)” - RBR.

 

XPLG11: Administrador aprova 4ª emissão de cotas para o fundo

Fundo informou ao mercado em geral a aprovação de sua 4ª emissão de cotas. O valor, inicialmente, será de R$ 500.000.091,63, correspondente a 4.573.311 cotas pelo preço de R$ 109,33 por cota, sem considerar a taxa de distribuição primária (R$ 3,75).

Diante disso, a Vórtx (administrador) informa que a partir de 28 de maio/20 será iniciado o prazo de 10 dias úteis para exercício do direito de preferência pelos cotistas, o qual se encerra em 10 de junho/20.

A oferta restrita é destinada exclusivamente a investidores profissionais, com exceção dos cotistas do fundo que exercerem o direito de preferência, direito de subscrição das sobras e montante adicional, caso aplicável.

 

RCRB11 pode gerar resultado extraordinário para os cotistas

Conforme fato relevante publicado em 30 de abril/20, houve inadimplência da locatária Vip Office - Locação de Escritórios e Serviços LTDA, que ocupa 11 andares do edifício Parque Santos, o que corresponde a 5.135 m² de ocupação.

A inadimplência representa um impacto negativo de aproximadamente R$ 0,11 por cota.

Ainda no período, outra locatária, cuja receita contratada representa R$ 0,01 por cota no resultado, ficou inadimplente.

Em adição, duas outras locatárias, cujas receitas representam, somadas, R$ 0,03 por cota no resultado, fizeram acordos para postergação dos aluguéis para o segundo semestre, com devidas correções monetárias podendo ser aplicadas.

No mês de abril, o RCRB11 apresentou resultado de R$ 0,54 e distribuição de R$ 0,75 por cota. O valor distribuído representa um dividendo de 0,44% (cota base R$ 169,00).

No acumulado do ano, o patamar da distribuição frente ao resultado está acima de 100%, uma vez que equipe de gestão do fundo analisa a projeção do fluxo de caixa do semestre em sua integralidade.

Por último, conforme publicado no fato relevante de 08 de maio, foi assinado um CCV (“Compromisso de Compra e Venda de Imóvel”) para uma possível alienação da participação em um dos imóveis que compõem o portfólio do fundo, o que deverá gerar resultado extraordinário para os cotistas. Portanto, na análise da gestão, o nível de distribuição atual é adequado ao resultado gerado pelo fundo em todo o período.

 

TGAR11 divulga alteração da taxa de performance e vai beneficiar cotistas

Seu gestor, TG Core Asset, assumiu o compromisso voluntário nesta quinta-feira, de reduzir a sua remuneração na taxa de performance referente ao ano de 2020, a que faz jus em razão da gestão da carteira do fundo.

Neste cenário adverso, com ciclo profundo de corte da taxa básica de juros (Selic), a TG Core decidiu renunciar a parte da taxa de performance em prol de maior alinhamento com seus cotistas com o propósito de maximizar a transparência em relação aos resultados, à complexidade do fundo e ao seu trabalho enquanto gestores.

A decisão vale para a cobrança de performance em 2020, observando que o cálculo é baseado no resultado anual consolidado da cota patrimonial e o pagamento ocorre após o término do exercício contábil.

 

XPPR11 recebe valores de multa de rescisão de contrato

O fundo informou que recebeu nesta data(21) da Wework Serviços de Escritório LTDA. os valores devidos de rescisão de contrato e outras avenças e descritos no fato relevante publicado no dia 14 de maio/20.

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Autor

Engenheiro por formação, com mais de 7 anos de experiência no mercado de investimentos, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado imobiliário brasileiro.

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