29 de maio/20: Fechamento e principais destaques do dia

O IFIX apresentou nesta sexta-feira (29), uma valorização de +0,66%, fechando o dia aos 2.657,68 pontos. No acumulado deste mês de maio e ano de 2020, a variação acumulada do índice é de +2,17% e -16,71%, respectivamente.

fiis

Mercado de FIIs: Principais destaques e notícias do dia

MALL11 (Tijolo/Shoppings) divulgou que vai abrir novamente o Shopping Park Sul, localizado em Volta Redonda - RJ

A Genial Investimentos, administrador, informou que tendo em vista o encerramento do prazo de suspensão e a constatação pela Prefeitura do atingimento das condições mínimas previstas no decreto, houve nova flexibilização do funcionamento dos estabelecimentos comerciais, o que permitiu ao Shopping Park Sul retomar as suas atividades de forma controlada.

O funcionamento de todas as lojas do shopping, exceto operações de lazer e entretenimento, será permitido, com horário de funcionamento reduzido, das 12 horas às 20 horas, inclusive fins de semana, nos mesmos termos da reabertura anterior.

Seu gestor ressaltou, entretanto, que caso seja verificado pela Prefeitura de Volta Redonda (RJ) quaisquer das condições previstas no Decreto, quais sejam:

  • O número de casos suspeitos de COVID-19 não aumente mais do que 5% por mais de 2 dias seguidos;
  • O número de leitos ocupados no Hospital de Campanha localizado no Estádio Raulino de Oliveira não ultrapasse 60% de sua capacidade; ou
  • O número de leitos ocupados de UTI/CTI destinados pelo Município em seu Plano de Contingência especificamente ao tratamento de casos suspeitos ou confirmados não ultrapasse 50%.

Portanto, caso haja alguma das menções acima, a flexibilização poderá ser suspensa novamente com o retorno ao estado anterior no qual o Shopping Park Sul terá as suas atividades reduzidas.

O MALL11 atualmente detém participação nos seguintes ativos: 1) Maceió Shopping (Maceió - AL); 2) Shopping Tacaruna (Recife - PE); 3) Suzano Shopping (Suzano - SP); 4) Shopping Taboão (Taboão da Serra-SP); 5) Boulevard Shopping Feira (Feira de Santa - BA); 6) Shopping Park Lagos (Cabo Frio – RJ); e 7) Shopping Park Sul (Volta Redonda - RJ).

 

FIIB11 (Tijolo/Galpões) anuncia troca de Escriturador

Fundo comunicou que a partir de 22 de junho/20, o Banco Daycoval S.A, em substituição ao Itaú Corretora de Valores S.A, será o novo Escriturador do fundo.

O Coinvalores, administrador, disse que a mudança não implicará em qualquer alteração aos direitos conferidos às cotas do fundo, de forma que, os cotistas que possuem cotas negociadas pela B3 não serão impactados e o atendimento continuará normalmente em seus respectivos agentes de custódias e/ou corretora de valores bem como não haverá qualquer alteração no pagamento de rendimentos.

 

CPTS11B (Papel/CRI) anunciou a 6ª emissão de cotas – Relatório mensal abril/20

Desde o início da crise provocada pelo Covid-19, sua gestão (Capitânia) aproveitou para adquirir CRIs e FIIs no mercado, aproveitando o pânico e o aumento da necessidade de liquidez por diversos participantes do mercado.

“Atingimos o limite mínimo de CRI na carteira, dado que o retorno implícitos dos FIIs se mostraram bastante atrativos. Estamos fazendo uma gestão bastante ativa em FIIs, dado o expertise da gestora nessa classe de ativo. Desenvolvemos neste período um pipeline extenso de CRIs e anunciamos a 6ª emissão de cotas. Essa captação nos permitirá alocar o fundo em um momento de boas oportunidades. Intensificamos o monitoramento das operações desembolsadas e todas as renegociações até o momento se deram apenas no sentido de concedermos carência de principal, para que a distribuição do fundo não seja afetada.” anunciou o capitânia.

No dia 15 demaio/20, o CPTS11B divulgou a distribuição de R$ 0,65 por cota, com pagamento em 22 de maio/20 para os detentores de cotas em 15 de maio/20. Este dividendo equivale a 192,1% do CDI (descontado imposto de 15%) ou 0,67%, ambos em relação a cota de mercado R$ 96,18.

 

ONEF11 (Tijolo/Escritórios) definiu políticas e procedimentos internos para analisar impactos em suas atuais locações e futuras revisionais – Relatório mensal abril/20

A gestora (Rio Bravo) está acompanhando de perto o impacto que o atual do COVID-19 pode causar, tanto em cada um de seus locatários e dentro do condomínio, quanto no mercado de escritórios.

Por isso a gestora já definiu políticas e procedimentos internos, para analisar de maneira diligente e detalhada o possível impacto que a crise econômica e social pode trazer para a atuais locações e futuras revisionais.

Além disso, essa diretriz dita as análises de oportunidades de locação que o fundo tem recebido nos conjuntos vagos desde o início do ano. A Rio Bravo ressalta que há menor previsibilidade na distribuição de resultados no curto prazo, pois pode haver oscilações conforme haja eventual variação dos aluguéis recebidos.

Em abril/20, a distribuição foi de R$ 0,62 por cota. Este valor já contempla toda a receita dos conjuntos locados e da vacância dos conjuntos 71 e 72, sendo que 89% dos contratos de locação possuem renovatórias até o final do ano.

 

MBRF11 (Tijolo/Escritórios) diz que a gestão do caixa está sendo feita de maneira extremamente cautelosa – Relatório mensal abril/20

Em face dos acontecimentos recentes relacionados ao combate ao COVID-19 e da baixa previsibilidade do cenário, a gestão do caixa do fundo está sendo feita de maneira extremamente cautelosa, portanto a distribuição permanece no mesmo patamar praticado nos últimos meses. No mês de abril/20, foi distribuído aos cotistas o valor de R$ 8,50 por cota (dividendo 0,7% no mês, cota base R$ 1.215,02).

As receitas do fundo são ancoradas em contratos com permanência garantida até 2021 e 2023, e qualquer alteração contratual, como descontos nos aluguéis praticados, precisa ser aprovada em assembleia, conforme regulamento do fundo.

 

RNGO11 (Tijolo/Escritórios): Locatários vão pagar parte do aluguel só no segundo semestre de 2020 - Resultados de abril/20

  • O fundo encerrou o mês com uma vacância de 20,3% frente a uma vacância de mercado em torno de 29,3%;
  • O resultado foi R$ 0,38 por cota e a distribuição de rendimentos, R$ 0,42 por cota (dividendo 0,56%, cota base R$ 74,04);
  • A equipe de gestão manteve a estratégia para lidar da melhor forma com os efeitos da crise causada pelo COVID-19;
  • Foram realizadas algumas negociações com relação aos aluguéis, de maneira extraordinária, no período;
  • No mês de abril, o fundo teve 10% da receita contratada diferida para pagamento no segundo semestre de 2020;
  • Foi reportado, em fato relevante publicado em 30 de abril, a inadimplência da locatária C&A MODAS S.A. no período. A locatária representa 7,7% da receita imobiliária do fundo.

 

RBRY11 (Papel/CRI) reafirmou não vislumbrar nenhum default em sua carteira de crédito imobiliário seja no curto/médio/longo prazo - Resultados de abril/20

  • Até a data da divulgação do relatório (28 de maio/20), todos os 17 CRIs estavam integralmente em dia com suas obrigações;
  • Gestor, RBR Asset Management, reafirmou que não vislumbra nenhum default em sua carteira de crédito imobiliário seja no curto/médio/longo prazo;
  • Até o momento, o RBRY11 não teve a necessidade de alterar a curva de pagamentos das operações;
  • Em abril, foram investidos R$ 15 milhões em uma operação lastreada em unidades residenciais localizadas na cidade de São Paulo;
  • Distribuição de R$ 0,65 por cota em abril (Dividendo 0,66%, cota base R$ 98,00). Reservas a distribuir equivalente a R$ 0,30 por cota;
  • Dividend yield acumulado 12 meses de 8,30% ao ano na cota da 1ª emissão IPO (R$ 100,00);
  • Rentabilidade, desde o início (junho/18) = 211% do CDI no período líquido de impostos.

 

VRTA11 (Papel/CRI) finalizou o mês de abril com R$ 52 milhões em caixa

  • Verità finalizou o mês de abril com R$ 52 milhões em caixa. De acordo com o gestor (Fator Administração) os recursos estão disponíveis para serem utilizados para aproveitar eventuais oportunidades de investimentos que possam surgir;
  • Fundo continua monitorando CRI da carteira, estando próximos das securitizadoras e devedores para avaliar se será necessário alguma atuação;
  • Das renegociações que estavam em andamento, foi aprovado uma redução temporária do aluguel pelo período de abril a julho/20.

 

RCRB11 (Tijolo/Escritórios) não recebeu aluguel de locatário que já estava pagamento a metade do valor de locação

O fundo não recebeu o pagamento do aluguel referente abril/20, com vencimento no mês de maio, da locatária Wework Serviços de Escritório LTDA, que ocupa o empreendimento Girassol 555, que corresponde a 1.926 m² de ocupação, a totalidade da participação detida pelo fundo no imóvel.

O Contrato de locação entre o fundo e a locatária assinado em 2019 já previa um desconto de 50% durante o ano de 2020, ou seja, a WeWork paga, atualmente, metade do valor de locação nominal previsto, e os outros 50% são pagos através de um mecanismo de renda garantida, negociado com o antigo proprietário do Imóvel, com recursos que já estão no caixa do fundo.

Tendo isso em vista, a locatária representa, na presente data, 3,15% da receita do fundo. De toda forma, não houve impacto no resultado, já que o valor equivalente ao aluguel devido pela WeWork foi adiantado pela Idea Empreendimentos SPE 11 Ltda., que é detentora do imóvel que o fundo possui participação, com os recursos disponíveis no caixa da empresa.

A locatária foi formalmente notificada e o RCRB11 vai exercer suas garantias e direitos, de forma a zelar pelos interesses dos investidores do fundo.

 

TRXF11 (Tijolo/Híbrido) e TRXB11 Concluem aquisição e locação de 5 imóveis ao Pão de Açúcar e ao Assaí Atacadista na Modalidade Sale and Leaseback

BRL Trust, administrador, informou que os FIIs concluíram a aquisição de 5 imóveis de propriedade da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) e da Sendas Distribuidora S.A. (“Sendas” e em conjunto com CBD apenas “Grupo Pão de Açúcar” ou “GPA”), sendo que, dentre os 43 imóveis do Compromisso de compra e venda (CCV) celebrado, 1 foi excluído, com valor não relevante para o volume total, permanecendo assim 37 imóveis a serem adquiridos.

Os contratos de locação foram celebrados na modalidade “sale and leaseback”, com penalidade por rescisão antecipada equivalente ao saldo devedor integral de cada um dos contratos rescindidos antecipadamente e sem possibilidade de ação revisional de aluguel durante o prazo de vigência inicial de cada um.

O valor de aquisição dos Imóveis foi de R$ 190.480.650,83. Uma parte destes recursos foi captada pelo TRXF11, por meio da securitização, e a outra parte dos recursos foi captada pelo TRXB11 junto ao mercado em geral, no âmbito da 1ª emissão.

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Autor

Engenheiro por formação, com mais de 7 anos de experiência no mercado de investimentos, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado imobiliário brasileiro.

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