18 de setembro/20: fechamento e principais destaques do dia



O IFIX apresentou nesta sexta-feira (18), uma desvalorização de 0,08%, fechando o dia aos 2.797,82 pontos. No acumulado do mês de setembro e ano de 2020, a variação do índice é de +0,56% e -12,30%, respectivamente.

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Mercado de FIIs: principais destaques e notícias do dia

MXRF11 (Híbrido/CRI) anuncia que vai adicionar R$ 591 milhões em seu patrimônio

  • O Maxi Renda - MXRF11 - fundo imobiliário de segmento híbrido e focado em ativos de crédito imobiliário (CRI), divulgou na manhã desta sexta-feira, 18 de setembro/20, o encerramento da oferta pública de sua 6ª emissão de cotas.
  • Segundo o documento divulgado ao mercado, a oferta distribuiu cerca de 59,5 milhões de novas cotas ao preço de R$ 9,93 acumulando um montante de aproximadamente R$ 591 milhões.
  • A quantia teve base no valor patrimonial do MXRF11 em 30 de jun/20, com aplicação de desconto de 3,07%, desconsiderando as despesas e comissões da oferta.
  • A taxa de distribuição primária, destinada a arcar com os custos unitários da oferta, foi equivalente a um percentual fixo de 3,52% ou R$ 0,35/cota. Sendo assim, o valor total das novas cotas foi de R$ 10,28.
  • O coordenador líder da oferta foi a XP investimentos, instituição financeira integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, em conjunto com 24 instituições intermediárias.
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TGAR11 (Híbrido/Desenvolvimento): o maior em patrimônio, número de cotistas e liquidez no mercado – Destaques de agosto

  • De acordo com a lupa de FIIs, dos fundos focados no setor de desenvolvimento, o TGAR11 é o maior em patrimônio líquido, número de cotistas e liquidez no mercado.
  • Considerado o maior FII de desenvolvimento da bolsa, o TGAR11, fundo administrado e gerido pelo Vórtx e TG Core Asset, respectivamente, apresentou seus resultados de agosto/20 e foram noticiados os seguintes destaques:
  • A 8ª emissão de cotas captou o montante de aproximadamente R$ 296 milhões. De acordo com o prospecto definitivo, a previsão de alocação é de até 12 meses.
  • Os recursos da nova emissão estão previstos para investir em ativos entre Equity (condomínio fechado, loteamento aberto e incorporações) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).
  • Nos rendimentos, foram distribuídos R$ 1,09 por cota, representando 502% do CDI e um dividendo de 0,81% no mês (cota base R$ 134,90). Além disso, o dividend yield de agosto, anualizado, corresponde a 9,50% ao ano.
  • No mercado secundário, suas cotas apresentaram uma variação positiva de 5,10%, ou 4,25% se desconsiderar os efeitos de distribuição de dividendos. Abaixo, o gráfico compara a rentabilidade dos últimos 12 meses dos principais índices de referência em relação ao TGAR11.
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MFII11 (Híbrido/Desenvolvimento): cotas valorizam 2,55% e rendimentos entregam R$ 0,98/cota - Destaques de agosto

  • O fundo distribuiu R$ 0,98 por cota (dividendo 0,77%, cota base R$ 126,25).
  • Seu patrimônio é composto por 22 ativos, sendo 11 concluídos, 4 em obras, 6 em pré-lançamento e 1 empresa loteadora. Desse total, 70,5% está vendido e 83% das obras estão concluídas.
  • No mercado secundário, suas cotas valorizaram 2,55%.
  • O MFII tem o objetivo principal de adquirir participações em empreendimentos imobiliários desenvolvidos em parceria com incorporadoras.

 

VRTA11 (Papel/CRI): cota recua 6,25% em agosto e 7ª emissão acumula R$ 510 milhões - Destaques do mês

  • Encerramento da 7ª emissão de cotas, com captação total de R$ 510 milhões.
  • 6 CRIs da carteira passaram por renegociações devido aos impactos da pandemia. No entanto, não prejudicou a distribuição de dividendos aos cotistas.
  • Rendimentos de R$ 0,51/cota (dividendo 0,48%, cota base R$ 105,00).
  • As cotas fecharam o mês a R$ 105,00 (-6,25% com base no fechamento do mês anterior) e movimentação cerca de R$ 100 milhões.

 

VISC11 (Tijolo/Shoppings) apresentou uma reavaliação de seus ativos em função dos impactos da pandemia

  • De acordo com o documento divulgado ao mercado, os imóveis do VISC, com exceção do RibeirãoShopping, adquirido recentemente, foram reavaliados a mercado (valor justo) pela empresa CBRE, resultando em um valor 5,5% inferior ao valor contábil dos referidos imóveis em 17 de setembro/20.
  • Esse reajuste representa uma variação negativa de, aproximadamente, 4,6% de sua cota patrimonial.
  • A Vinci Real Estate esclareceu que a reavaliação dos imóveis objetivou capturar os efeitos da pandemia em seu portfólio, uma vez que a última avaliação havia sido realizada em dezembro/19 e não refletia o atual cenário do segmento de shopping centers pós-pandemia.
  • Adicionalmente, a gestora disse que enquanto o cenário do segmento de shopping centers no país se normalize, ala poderá realizar novas avaliações extraordinárias dos imóveis se julgar que o valor contábil pode eventualmente não refletir a realidade de mercado.

 

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Autor

Engenheiro por formação, com mais de 7 anos de experiência no mercado de investimentos, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado imobiliário brasileiro.




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