Fundo de papel gerido pela XP emite seu segundo relatório mensal

O XP Crédito Imobiliário FII – XPCI11 – emitiu hoje (05) o seu segundo relatório gerencial desde que iniciou as suas operações, no último mês de setembro.

Segundo a sua gestão, a sua equipe permaneceu, durante todo o mês de outubro, totalmente focada na alocação dos recursos captados na sua primeira 1ª emissão de cotas.

No final do período, o Patrimônio Líquido do fundo, que hoje gira na casa dos R$ 97 milhões, foi integralmente alocado em 15 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), os quais a XP considera serem “de boa relação risco-retorno, segundo a visão da gestão e com uma boa diversificação de risco de crédito. ”

Além disso, a gestão comunicou também que buscará manter um portfólio diversificado e balanceado entre diversos devedores e setores da economia, aliando à uma criteriosa análise creditícia ao forte conhecimento de mercado imobiliário, equipes de engenharia, jurídica e controladoria, que segundo ela, dão forte reforço e qualidade às análises e acompanhamento da área de gestão.

Adicionalmente, a equipe gestora do fundo ressaltou que, embora a alocação do caixa do XPCI11 tenha sido, consideravelmente, mais célere do que a prevista no estudo de viabilidade da oferta, seguirá com a isenção da taxa de gestão nos três primeiros meses do fundo, o que pode melhorar a rentabilidade para o investidor.

Foi destacado, ainda, que poderão ser feitas operações no mercado secundário que visem ganho de capital aos cotistas por meio da captura de movimentos das curvas de juros e spreads de crédito.

Por fim, no mês de outubro, o fundo adquiriu 5 ativos de crédito imobiliário, totalizando R$ 26,9 milhões.

Deste montante foram investidos:

  • R$ 435 mil no CRI 14C0072810 de risco Malls;
  • R$ 10,02 milhões no CRI 19E0967405 de riscos Helbor | WeWork | Ânima | Unimed;
  • R$ 10,06 milhões no CRI 19E0350573 de risco HM Engenharia;
  • R$ 1,55 milhões no CRI 17G0788003 de risco Tecnisa; e
  • R$ 4,78 milhões no CRI 17I0181659 de risco Pirelli;

Resultados e rendimentos do XPCI11

Em outubro, o fundo recebeu um total de R$ 519,9 mil de rendimentos em CRIs, e R$ 19,5 mil de juros oriundos da aplicação financeira do caixa.

As despesas somaram R$ 35,7 mil, de forma que o resultado líquido do fundo, no regime de caixa, foi de R$ 503,8 mil, ou ainda, R$ 0,5037/cota.

O resultado, segundo a XP, foi parcialmente prejudicado com a deflação de IGPM nos ativos indexados a este índice.

Com isso, a distribuição de R$ 0,63 por cota será realizada em 14 de novembro, para os cotistas que detinham cotas do XPCI11 até o último dia 31 de outubro. No mês, foi distribuído o montante total dos lucros apurados segundo o regime de caixa.

Dessa maneira, a distribuição no mês representa aproximadamente 130,9% do CDI no período, já livre de impostos, o que equivale a um rendimento de 154,0% do CDI se for considerado um gross up de 15% de impostos.

Saiba mais sobre o XPCI11

O XP Crédito Imobiliário, que teve o seu início no último mês de setembro, tem como objetivo principal auferir ganhos pela aplicação de seus recursos em ativos financeiros com lastro imobiliário, tais como:

  • CRIs;
  • Debêntures;
  • LCIs;
  • LHs; e
  • Cotas de outros FIIs;

Atualmente, o seu portfólio é composto por CRIs de Crédito Corporativo, Residencial e Comercial, e uma pequena parcela disponível em caixa, distribuídos da seguinte forma:

  • Comercial: R$ 55,07 milhões;
  • Crédito Corporativo: R$ 30,82 milhões;
  • Residencial: R$ 10,05 milhões;
  • Caixa: R$ 0,93 milhões;

O book de CRI acima destacado está alocado em ativos com diversos indexadores.

A carteira conta com CRIs indexados em IPCA+, CDI+, IGP-M+ e %CDI, distribuição essa que se mostra importante para reduzir os possíveis impactos de mudanças na conjuntura econômica brasileira.

Além disso, a sua carteira é composta atualmente por CRIs de diversos setores da economia, dado que a sua gestão se mostra bem diligente no que tange o interessa na diversificação do seu portfólio, a fim de mitigar os principais fatores de risco.

O XPCI11, que possui 1 milhão de cotas, é gerido pela XP Vista Asset Management Ltda e administrado pela VórtxDTVM LTDA. Sua taxa de administração é de 1,00% ao ano sobre o seu patrimônio líquido, com um mínimo de R$ 40 mil mensais.

Rafael Campagnaro
Rafael Campagnaro Head de Conteúdo

Engenheiro por formação, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado financeiro no FIIs.com.br desde que iniciou no universo das finanças.

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