Em tempos de crise, gestor do MGHT11 abre mão da taxa de gestão



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O FII Mogno Hotéis (MGHT11) divulgou seu primeiro relatório ao mercado em meio a uma severa crise no setor hoteleiro mundial causado pela pandemia do COVID-19.

Em novembro de 2019 - início do MGHT11 - o Mogno Capital Investimentos (gestor) realizou a compra dos CRIs emitidos pela Selina, que geram ao fundo, além dos juros, a divisão de 20% do lucro dos hotéis.

Selina é uma rede de hotéis que apresenta uma proposta inovadora ao mercado hoteleiro mundial. É uma mistura de hotel com espaço de coworking, lojas, restaurantes e espaços culturais.

Diante do cenário que vem impactando fortemente a indústria de hotéis e turismo, a Mogno está em contato constante e direto com o grupo Selina e sua diretoria para entender a solvência da companhia, o que tem deixando o MGHT11 bastante confiante na capacidade da Selina de honrar com seus pagamentos. De acordo com a companhia:

  • A Selina acabou de fazer alterações em sua estrutura de capital que dão um alívio de liquidez considerável;
  • A companhia possui investidores chave, com significativo capital para atravessar esses momentos de dificuldade;
  • O CEO da companhia tomou e tem tomado medidas bastante severas para conter despesas desnecessárias. Entre tais medidas, é possível citar o fechamento temporário (durante o período de crise) de hotéis com ocupação abaixo de 30%, buscou reduzir o pagamento de aluguéis durante o período em que a quarentena inviabilize o funcionamento do hotel e fez uma redução temporária da jornada de trabalho e de salários dos funcionários;
  • Houve recentemente mudança no business plan de Selina, visando a redução do ritmo de crescimento e buscando o EBITDA positivo ainda para esse ano (o que deve ser adiado dada a recente crise) visto a mudança no cenário para os ventures capital com os problemas enfrentados pela We Work. Mas que casou em boa hora para sermos parceiros de uma empresa com balanço mais forte nesse momento de crise.

Além disso, é importante notar que o MGHT11 não participa do prejuízo dos hotéis e não os carrega para os anos subsequentes. Ou seja, independentemente do prejuízo que os hotéis apresentarem esse ano, no ano seguinte o fundo participará dos eventuais lucros.

MGHT11 - Alocações e investimentos

Quanto a compra dos hotéis que estavam no pipeline do MGHT11, a Mogno disse que o período de diligência se tornou mais longo do que o esperado e, com os recentes acontecimentos, optou por parar os processos de sua principal compra.

Além disso, devido a demora para a compra dos hotéis graças à extensa diligência sendo realizada e ao período de carência dos CRIs, a Mogno optou por abrir mão da taxa de gestão até que a alocação do fundo complete 75%.

O MGHT11 está com 47% de seus recursos alocados.

mght11

O futuro do MGHT11

Quanto ao futuro do fundo, a Mogno frisou que parte da tese da Selina e do MGHT11 é realizar a compra de ativos mal operados, que estejam apresentando prejuízo, mas que sejam bem localizados e aptos a operarem com a bandeira Selina.

Assim, como buscamos uma alocação muito eficiente do caixa, é possível que em momentos de estresse, oportunidades interessantes possam aparecer e buscaremos aproveitá-las da melhor forma possível.

Continuamos muito otimistas com a tese da Selina no médio e longo prazo e acreditamos na sua expansão pelo Brasil, apesar apesar dos recentes desdobramentos que o coronavírus tem causado ao redor do mundo.

Reiteramos nossa preocupação com a saúde e o bem estar de nossos sócios, colaboradores, clientes, parceiros e suas famílias e gostaríamos de reforçar que entendemos a responsabilidade que é gerir recursos de terceiros (juntamente com o nosso). Por isso, estamos fazendo nosso melhor para cuidar de nossas pessoas com o mínimo de impacto em nosso trabalho.

Equipe imobiliária Mogno Capital.

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Autor

Engenheiro por formação, com mais de 7 anos de experiência no mercado de investimentos, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado imobiliário brasileiro.




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