08 de maio/20: Fechamento e principais destaques do dia



O IFIX apresentou nesta sexta-feira (08), uma valorização de +0,11%, fechando o dia aos 2.582,78 pontos. No acumulado deste mês de maio e ano de 2020, a variação acumulada do índice é de -0,70% e -19,58%, respectivamente.

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Mercado de FIIs: Principais destaques e notícias do dia

BRCO11: O fundo apresentou seu relatório ao mercado e dentre os destaques, disse que seu portfólio encontra-se com 100% de sua área logística locada e com uma receita anual estabilizada de mais de R$100 milhões, sendo 40% provenientes de propriedades localizadas na cidade de São Paulo. Os contratos de locação possuem prazo médio remanescente de 4,7 anos e 79% são considerados atípicos. Mais de 80% dos inquilinos são classificados como grau de investimento (escala global), AAA (br) ou AA (br) pelas agências de rating. O fundo possui 10 propriedades e gestão ativa com foco exclusivamente no segmento logístico.

PORD11 informou que sua cota patrimonial sofreu uma queda em março/20 por conta das despesas relacionadas à 2ª emissão de cotas do fundo e pelo fato de a emissão ter ocorrido abaixo do valor patrimonial. Entretanto, cumpre ressaltar que a carteira de investimentos do PORD11 foi lucrativa naquele mês. Já em abril foi efetivada a conversão dos recibos de subscrição em cotas da 2ª emissão e também foram liquidados algumas operações de CRIs. Em relação à distribuição de abril (paga em maio), o valor ficou abaixo da média mensal histórica e abaixo do que seu gestor esperava no longo prazo.

GGRC11: Fundo informa que após muitas tratativas realizadas entre o fundo e a FARMÁCIA E DROGARIA NISSEI S/A para regularização da inadimplência da locatária, foi pago no dia 07 de maio/20, o valor de R$ 297.248,37 referente ao aluguel devido em 29/04/2020 devidamente acrescido dos encargos moratórios contratualmente previstos.

FAED11: Sobre o impacto financeiro do “Acordo de Condições Comerciais” celebrado entre o fundo e a locatária Anhanguera Educacional Participações S.A., o FAED11 esclarece que o impacto negativo de aproximadamente 17,43% em relação às receitas de março/20 representa uma diminuição nas receitas do equivalente a R$ 0,27 por cota. A carta destacou também que o acordo tem efeitos retroativos à março/20, de modo que o impacto negativo nas receitas do mês de abril de 2020 será equivalente a R$ 0,56 centavos por cota.

HUSC11 celebrou no dia 07 de maio/20 o segundo aditamento do contrato de locação relativo ao empreendimento Hospital Unimed Sul Capixaba, localizado no Município de Cachoeiro do Itapemirim – ES, na modalidade de locação Built-to-Suit. A partir dessa assinatura, as partes ratificaram o início das operações do Hospital e a data de início do prazo locatício como sendo a data de 30 de março/20, bem como formalizaram o valor do aluguel mensal no valor de R$ 650.131,89. Dessa forma, o primeiro anúncio de distribuição dos resultados auferidos mensalmente pelo fundo será realizado no próximo dia 29 de maio/20.

UBSR11: Em 15 de maio/20 o fundo distribuirá o montante de R$ 4,8 milhões referente ao resultado do mês de abril. Os cotistas anteriores à 7ª oferta e os que exerceram o direito de preferência receberão um rendimento equivalente a R$ 0,70 por cota (rendimento para o mês cheio) e os cotistas que exerceram o direito de subscrição de sobras receberão o rendimento equivalente a R$ 0,05 por cota. Segundo seu relatório, o resultado do mês reflete em especial a manutenção de um elevado percentual de recursos alocados em CRIs. O UBSR11 encerrou o mês com 95,7% de seus recursos alocados em CRIs, distribuídos em 51 operações.

RECT11: O fundo apresentou seu relatório ao mercado e dentre os destaques, informou a aprovação da realização da 4ª emissão de cotas com o valor total da oferta de até R$ 100.000.032, correspondente a 1.136.364 cotas; a aquisição de um CRI no valor de R$ 37,4 milhões com remuneração de 8% ao ano; e o pagamento do valor remanescente da aquisição referente ao Edifício Parque Ana Costa no valor aproximado de R$31 milhões. O RECT11 encerrou abril com distribuição de R$ 0,81 por cota.

RCRB11 assinou, em 06 de maio/20 um Compromisso de Compra e Venda de Imóvel (CCV) para uma possível alienação de sua participação em um dos imóveis que compõem seu portfólio. De acordo com o documento divulgado ao mercado, a operação deverá gerar um resultado extraordinário de aproximadamente R$ 1,60 por cota, que seria utilizado em parte para linearização da distribuição de rendimentos no semestre. A conclusão do negócio se dará assim que concluídas algumas condições precedentes, data em que a Rio Bravo irá fornecer mais informações sobre o negócio, como valores da operação e estratégia da gestão para a alienação.

MAXR11 comunicou que não realizará antecipação dos rendimentos semestrais que seria paga aos cotistas em Maio/20. A Administradora (BTG Pactual) optou por não realizar a antecipação mensal aos cotistas do resultado auferido referente competência do mês de março/20, até que se tenha maior visibilidade quanto aos impactos do COVID19 em seu fluxo de caixa. Desta forma, a depender do resultado do dos ativos que compõe nos próximos meses, o fundo poderá fazer uma distribuição única de rendimentos quando da apuração do resultado semestral, ou seja, quando do encerramento do semestre vigente, conforme regulamentação em vigor.

JRDM11: Devido aos impactos relacionados à propagação do COVID-19 e de seus efeitos sobre o fechamento temporário de todos shoppings do estado de São Paulo, seu administrador optou por manter a decisão tomada de não distribuir rendimentos mensalmente aos cotistas até que se tenha maior visibilidade quanto aos impactos no fluxo de caixa do Shopping Jardim Sul. Esta medida está sendo reavaliada recorrentemente, visando proteger o patrimônio do fundo e dos cotistas. Portanto, o fundo poderá fazer uma distribuição única de rendimentos quando da apuração do resultado semestral. Ademais, foi informado que a data de pagamento da taxa de administração relativa à competência de março/20 foi postergada para maio/20. O fato se deve à postergação da reabertura do Shopping.

PLCR11 apresentou seu relatório gerencial de abril/20 e disse que atingiu o percentual mínimo de 67% do patrimônio alocado em CRIs em um período menor do que consta no regulamento e dentro do seu plano inicial. Apesar disto, seu administrador afirmou que não tem a intenção de parar neste nível e acredita que o fundo se encontra bem posicionado em relação ao mercado, pois ainda tem caixa para alocar em oportunidades que têm surgido com taxas mais atrativas que anteriormente.

BPFF11: Em relação aos ativos da carteira, o fundo informou em seu relatório de resultados de abril/20 que reduziu sua posição em HGLG11, ALZR11, XPCM11, FIIP11, e tomaram novas posições em VILG11, JSRE11 e BTLG11. Além disto, mencionou sua nova posição em RBVA11 após a incorporação do SAAG11. Sendo assim, os 91,75% do portfólio alocado ficou dividido em 38 FIIs e o restante da carteira finalizou composta por 6,04% de títulos públicos e 2,21% de CRIs. No mês, considerando a distribuição de rendimento, a cota patrimonial cresceu 2,05% (R$ 89,66) e a cota de mercado retraiu 3,56%. A cota a mercado fechou o mês a R$ 90,85. O volume médio diário de negociação ficou em R$ 292,49 mil no mês. O fundo distribuirá R$ 0,65 por cota no dia 08 de maio/20, correspondente a 0,72% ao mês em relação ao preço de fechamento de 30/04/2020.

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Autor

Engenheiro por formação, com mais de 7 anos de experiência no mercado de investimentos, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado imobiliário brasileiro.




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