12 de maio/20: Fechamento e principais destaques do dia



O IFIX apresentou nesta terça-feira (12), uma desvalorização de -0,27%, fechando o dia aos 2.581,18 pontos. No acumulado deste mês de maio e ano de 2020, a variação acumulada do índice é de -0,76% e -19,64%, respectivamente.

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Mercado de FIIs: Principais destaques e notícias do dia

GRLV11 diz que não houve nenhuma inadimplência em seus ativos

Resultados e rendimentos: No mês de abril, o fundo recebeu 100% dos alugueis cobrados, sendo que não houve nenhuma inadimplência ou diferimento no mês de abril. Com isso, manteve a distribuição em R$ 0,64 por cota dado que, apesar da pandemia, não houve nenhum impacto no resultado. No mês, o GRLV11 apresentou um resultado total de R$ 705 mil (R$ 0,66 por cota) e ao final havia distribuído 97,5 % do resultado apurado no semestre e detinha R$ 1,7 milhões (R$ 1,57 por cota) de resultado acumulados em períodos anteriores e ainda não distribuídos.

Carteira e Mercado: O Credit Suisse, administrador, disse que o setor logístico não deve ser o primeiro a ser afetado, no entanto, conforme a pandemia perdurar, o efeito cascata deve chegar ao setor e, em alguma medida, diminuir a circulação de mercadorias e estoques. Já o setor industrial está sofrendo mais fortemente aos efeitos da crise e do lockdown, e poderá sofrer ainda maiores impactos a depender da magnitude da crise e da curva de retomada da economia.

 

CBOP11 recebeu 75,5% dos 100% de alugueis cobrados

Resultados e rendimentos: Em relação ao fluxo de aluguéis, o fundo recebeu 75,5% dos alugueis cobrados, sendo 24,5% referente à diferimentos. Até o momento nós tivemos apenas um diferimento acordado, com a Azul Linhas Aéreas. A distribuição se manteve em R$ 0,40 por cota dado que ainda o fundo não teve novos diferimentos acordados que fizessem por necessário o ajuste deste valor. O fundo será impactado pelos diferimentos até a competência do mês de maio e começará a recebê-los a partir da competência de junho.

Carteira e mercado: A Torre Jatobá é ocupada por 3 grandes empresas há alguns anos – Enel, Azul Linhas Aéreas e Odontoprev – que confere, por um lado, uma segurança maior na capacidade financeira de honrar os compromissos, além de qualidade na ocupação e crescimento potencial, porém traz consigo uma gestão de custos e conhecimento de mercado profissionais, mantendo-os sempre atentos aos valores do mercado e potenciais renegociações. Todos os locatários da torre procuraram o time de gestão para buscar alguma concessão sobre o valor de aluguel. Sobre isso, a gestão disse que estão bastante atentos e informados dos reais impactos nas operações de cada um, sendo certo que tal fator será levado em consideração em eventuais acordos de diferimento. Ao final do mês de abril o fundo teve 25,2% de sua receita contratada diferida para pagamento posterior.

 

HGLG11 obtém lucro extraordinário e 17% de seus alugueis não foram pagos no mês de abril. Lojas Americanas foi um dos inadimplentes

Resultados e rendimentos: Em relação ao fluxo de aluguéis, 83% dos alugueis cobrados foram recebidos pelo Fundo, isto é, 17% foram inadimplências que ainda não foram pagos dentro até o mês de abril. Dessas inadimplências a principal locatária é a Lojas Americanas, a qual o time de gestão está em contato e já notificou formalmente a falta do pagamento do aluguel de competência março.

Apesar desse impacto gerado pelas Lojas Americanas, o HGLG11 manteve a distribuição em R$ 0,78 por cota, dado que ainda o tenham um cenário de poucas negociações concluídas. Além disso, do lado da receita, o fundo obteve novamente mais um lucro extraordinário neste mês, advindo da conclusão da venda do ativo Air Liquide Campinas. Por fim, pontuou que o fundo ainda possui uma reserva de lucro acumulado para o semestre, sendo R$ 14,4 milhões (R$ 1,21/cota) de resultados acumulados em períodos anteriores ainda não distribuídos.

Carteira e mercado: Durante o mês de abril, o fundo estava em negociação com aproximadamente 70% de todo seu portfólio sobre solicitações de diferimento de aluguéis a fim de auxiliar a saúde financeira do inquilino no curto prazo. Hoje, os diferimentos (atrasos) representam somente 4% da receita contratada total.

Ainda durante abril, houve duas receitas importantes para compor este resultado mais forte:

  • Pagamento do aluguel trimestral da Volks, relativo às competências do primeiro trimestre do ano; e
  • A conclusão da venda do ativo Air liquide Campinas, que gerou aproximadamente R$ 1,8 milhões de lucro no regime caixa no mês.

 

HGFF11 mantém a distribuição de R$ 0,55 por cota e rendimento de abril fica em 0,6% (cota base R$ 91,00)

Resultados e rendimentos: No mês de abril, a cota do fundo negociada na B3 apresentou variação de 0,1% e a cota patrimonial de 2,5%, sendo que o fundo gerou o resultado de R$ 0,45 por cota. Caso compararmos com o mês de março, este valor reflete uma queda de 13,4% no resultado do fundo, o qual pode ser explicado pelos seguintes fatores:

  • Redução dos rendimentos distribuídos de março para abril, em 11 dos 24 fundos detidos, em virtude do impacto econômico e incertezas gerados pela crise do novo Coronavírus;
  • Redução na parcela de ganho de capital em comparação com mês anterior; e
  • Redução de exposição em determinados fundos imobiliários, incrementando o montante de caixa disponível.

No entanto, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,55 por cota, refletindo os rendimentos recebidos pelo fundo no mês, além da alocação do caixa em renda fixa e ganho de capital obtido na alienação de cotas em mercado secundário.

Carteira e mercado: O HGFF11 encerrou o mês de abril com 94,2% do patrimônio líquido alocado em 24 fundos imobiliários e 1 CRI, tendo negociado, aproximadamente, R$ 6,7 milhões em cotas de FIIs nos mercados primário e secundário no mês.

 

HGRU11 detém R$ 2 milhões de resultados acumulados para distribuição

Resultados e rendimentos: O fundo recebeu 100% dos alugueis cobrados, sendo que não houve nenhuma inadimplência ou diferimento de recebimentos. Este foi o primeiro mês após a 2ª emissão de cotas do fundo finalizada em dezembro do ano passado que o fundo obteve praticamente 100% da receita contratada pós processo de alocação dos recursos. Com isso, neste mês atingiu novamente o resultado em linha com o dividendo mensal.

Assim, foi mantido a distribuição de R$ 0,68 por cota, devido a 3 fatores:

  • Não houve nenhum impacto na apuração de resultados a regime de caixa;
  • Já concluímos as negociações de diferimento que estavam em aberto no mês anterior;
  • Apesar do impacto no curto prazo, seu gestor disse que a projeção continua sendo de manutenção sustentável do rendimento.

No mês, o HGRU11 apresentou um resultado de R$ 6,6 milhões (R$ 0,68 por cota) e ao final do mês havia distribuído 96,5% do resultado apurado no semestre e detinha R$ 2 milhões (R$ 0,21 por cota) de resultado acumulado em períodos anteriores e ainda não distribuído.

Carteira e mercado: Devido ao isolamento social, o setor educacional continua atuando sem aulas presenciais e utilizando, como alternativa, principalmente os recursos de ensino à distância para manter as aulas e demais atividades. Por outro lado, o setor varejista ainda mostra-se resiliente diante da pandemia, dado que o fornecimento de alimentos e outros insumos para a população é considerado atividade essencial nesse momento de crise.

Em seu portfólio, os inquilinos dos imóveis educacionais (que, em conjunto, representam 39% da receita contratada) solicitaram a revisão de seus vencimentos de aluguel de curto prazo, a fim de fazerem frente aos efeitos adversos decorrentes da pandemia em suas atividades, que envolvem não só as restrições de uso dos imóveis locados, como o aumento do custo para implantação de novos sistemas para o ensino à distância, bem como eventuais inadimplências de alunos e queda da demanda para novas matrículas.

Por fim, HGRU11 divulgou a aprovação da sua 3ª emissão de cotas com, no mínimo, 186.200 e, no máximo, 2.327.746 cotas, perfazendo a oferta o valor total de até R$ 249.999.920,40. Considerando o custo unitário de distribuição (2,35% = R$ 2,52 por cota), o montante da 3ª emissão será de até R$ 255.865.840,32.

HGRE11 encerra o mês de abril com 21,62% de vacância

Resultados e rendimentos: A carteira de imóveis do fundo encerrou o mês de abril com 20,96% de vacância financeira e 21,62% de vacância física, sendo que o aumento se deu pela redução da ocupação de um locatário no Ed. Guaíba.

Segundo destacou seu relatório, essa redução foi fruto de uma negociação já considerando o cenário de pandemia, uma vez que esta laje havia sido recém alugada e não havia sido iniciada a obra do espaço interno.

Em vista disso e buscando fortalecer a relação de longo prazo com o locatário - grande empresa do segmento de moda e vestuário com lojas físicas e que vem sofrendo acima da média com a crise – o HGRE11 optou por aceitar o cancelamento da expansão sem o pagamento da multa rescisória, porém o fundo reteve o pagamento do IPTU do imóvel, que havia sido feito em parcela única como forma de compensação.

Em relação ao fluxo de aluguéis, o fundo recebeu 82% dos alugueis cobrados, sendo que 8,6% foram inadimplência e 9,4% foram diferimentos.

Carteira e mercado: Com a permanência e eventual endurecimento das políticas de restrição de circulação, a dinâmica comercial permaneceu baixa durante o mês de abril, porém ainda assim tivemos visitas e propostas para a Torre Martiniano e Ed. Verbo Divino, que estão sendo discutidas com os potenciais locatários. Nossa visão é que as demandas atuais são oriundas de dois tipos de empresas, as que estão com um impacto baixo ou nenhum da crise e estão seguindo com seus planos de mudança e as que já estão se antecipando na busca por readequação da ocupação e consequente redução de custos operacionais.

O HGRE11 Tem recebido alguns questionamentos de cotistas sobre sua visão de mudança estrutural na ocupação das empresas em um cenário pós pandemia, uma vez que muitas foram obrigadas a se adaptar ao trabalho remoto (home office), fato que pode gerar uma redução na ocupação de escritórios pelas empresas.

“Nosso entendimento é que é muito cedo para previsões assertivas, sendo que o que mais nos preocupa no momento são os potenciais efeitos de uma desaceleração violenta na economia, que pode motivar reduções de espaços ocupados pelas empresas, causando um aumento da vacância geral” destacou o Credit.

 

HGPO11: Geração de caixa deverá ser igual ou superior à distribuição atual

Resultados e rendimentos: o fundo recebeu 93% dos alugueis cobrados, sendo que 5% foram inadimplência e 2% foram diferimentos. Com esse resultado, no mês de abril, o fundo manteve a distribuição em R$ 0,89 por cota dado que ainda assim a geração de caixa do fundo foi de R$0,87 por cota e com o término da carência concedida para a locação de um andar do Ed. Platinum e se o fundo não tiver novos eventos de inadimplemento ou diferimento, a geração de caixa deverá ser igual ou superior à distribuição atual.

 

MXRF11 não identificou default que provoque interrupção adicional ao fluxo de pagamentos em nenhum papel de seus ativos

O XP Vista, gestor do fundo, apresentou um relatório do primeiro trimestre de 2020.No documento, o gestor falou que seguiu com a tese de buscar alocação em ativos com bons nomes de crédito.

Desta forma, manteve-se muito diligente na originação de novas operações que se encontram em níveis adequados, sejam nos mercados primário ou secundário, e foram realizadas alocações que permitiram o fundo manter ótima rentabilidade, investindo em nomes como Iguatemi, Mateus e Rede D’Or, aumentando dessa forma a qualidade da carteira.

O fundo achou importante destacar que até o presente momento, não identificaram e não vislumbraram nenhum inadimplemento e nenhum default que provoquem interrupção adicional ao fluxo de pagamentos em nenhum papel.

Nesse sentido, a gestora aproveitou ainda a volatilidade apresentada durante o mês de março para realizar alocações táticas em FIIs cujos descontos nos preços extrapolavam seus fundamentos, na visão do time de gestão. Ainda que o fundo apresente um portfólio mais concentrado em nomes de menores risco de crédito, o fundo distribuiu em média aos seus cotistas R$ 0,25 por cota.

 

HGCR11 apresenta uma desvalorização na cota de 23,6% até abril

Resultados e rendimentos: No dia 15 de maio, será pago aos cotistas em 30 de abril o valor de R$ 0,60 por cota referente aos rendimentos de abril. Esse valor representa um dividendo de 0,61% (cota base R$ 98,01).

Durante o mês, a cota ajustada em bolsa apresentou variação de +1,7%, no ano, de -23,6%, e nos últimos 12 meses, de -9,6%.

No mês de abril, o HGCR11 voltou a apresentar crescimento no número de investidores, tendo encerrado o mês com 57.436 cotistas (vs 55.890 em mar/20). O volume de negociação diário médio foi de R$ 2,3 milhões, tendo atingido volume total de R$ 46,4 milhões negociados durante o mês. Este volume equivale aproximadamente a 50% do volume diário médio de negociação do primeiro trimestre deste ano, e está em linha com a redução de liquidez causada pela crise atual no mercado de fundos imobiliários como um todo.

O fundo apresentou resultado total de R$ 5,4 milhões (R$ 0,44/cota) e ao final do mês havia distribuído 86,8% do resultado apurado no semestre e detinha R$ 7,3 milhões (R$ 0,59/cota) de resultados acumulados em períodos anteriores e ainda não distribuídos.

 

FLMA11 está com todos os seus imóveis locados

Em relação aos impactos provocados pelos impactos da pandemia do covid19, 4 inquilinos solicitaram desconto no aluguel de março, com impacto no resultado distribuído em maio.

Em resposta aos locatários, foi aplicado uma redução no aluguel com um impacto de aproximadamente 30% na receita de locação dos escritórios no mês. Essa redução, portanto, será paga no aluguel do mês de janeiro/21.

Por último, tratando-se do hotel, esse terá um impacto mais representativo, visto que desde o dia 27 de março/20 a operação foi interrompida.

 

RBRD11: Locatária do fundo falha no pagamento por 2 meses seguidos

Fundo apresenta informações a respeito da notificação de rescisão antecipada dos contratos de locação dos imóveis localizados nos municípios de Natal e Rio de Janeiro, enviada à locatária União de Lojas Leader S.A.

Os aluguéis acordados entre o RBRD11 e a locatária referentes ao mês de março haviam sido inadimplidos. Novamente agora, os aluguéis referentes ao mês de abril também foram inadimplidos.

Portando, devido ao fato de que se passaram mais de 30 dias do inadimplemento dos aluguéis referentes ao mês de março, conforme previsto nos contratos de locação, a administradora e a Gestora do fundo notificaram formalmente a locatária acerca da rescisão antecipada dos contratos de locação.

Tal medida foi realizada visando a preservação dos direitos e interesses do RBRD11 e de seus cotistas.

Para referência, os contratos de locação cujos aluguéis foram inadimplidos, representam um percentual de aproximadamente 60% (sessenta por cento) das receitas imobiliárias totais do fundo na janela de 12 meses (maio de/2019 a abril/2020) e representa aproximadamente 86% da receita imobiliária total na Janela de 1 mês (base – abril/2020).

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Autor

Engenheiro por formação, com mais de 7 anos de experiência no mercado de investimentos, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado imobiliário brasileiro.




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