VGIR11 - Fundo está com 100% do portfólio alocado em CRIs



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O Valora RE III - VGIR11 - é um fundo de papel que começou o mês de novembro com praticamente 100% do seu portfólio alocado em CRIs.

Em seu relatório gerencial, foi divulgado que o fundo encerrou o mês de outubro com 98,5% de seu PL - Patrimônio Liquido - alocado em CRI, distribuídos em 30 diferentes operações, num total investido de R$ 282,7 milhões. Os demais recursos estão investidos em instrumentos de caixa.

Para chegar a esse montante, o fundo fez aquisições de 5 novos CRIs, sendo investido um total de R$ 92 milhões no mercado primário e R$ 1,4 milhões no secundário.

  • R$4 milhões do CRI Rovic 173S, com cupom de CDI + 5,5% ao ano;
  • R$28 milhões no CRI Manhattan, com cupom de CDI + 5,7% ao ano;
  • R$25 milhões no CRI São José 231S, com cupom de CDI + 5,5% ao ano;
  • R$20 milhões no CRI Tegra, com cupom de CDI + 1,1% ao ano;
  • R$15 milhões no CRI Praias 175S, com cupom de CDI + 6,0% ao ano;
  • Posição adicional de 1,4mm do CRI Setin no mercado secundário.

Para completar a carteira, no início do mês de novembro, o fundo adquiriu R$4,5 milhões do CRI BR Properties 26S, com cupom de CDI + 0,7% ao ano. Com isso, passou a ter praticamente 100% de seu PL alocado em CRI, distribuídos em 31 operações distintas.

Com essas aquisições, a gestão informou que encerra a alocação dos recursos da terceira emissão de cotas, menos de dois meses após sua liquidação, que foi em 04 de setembro de 2019.

Na visão da gestão, o documento relatou que os ativos adquiridos contribuem para a manutenção de uma carteira equilibrada e diversificada, com uma relação risco-retorno positiva.

Outro ponto que foi destacado é referente ao aumento continuo do número de cotistas e a liquidez diária das cotas. Ao final do mês de outubro, o fundo possuía um total de 10.704 cotistas, e a liquidez média diária das cotas se manteve acima de R$1 milhão.

Rendimentos do VGIR11 são superiores quando comparado ao CDI

A distribuição de rendimentos do fundo foi de R$0,69 por cota, equivalente a uma rentabilidade líquida de CDI + 2,32% ao ano. Se for analisado o período acumulado desde o início do fundo, o rendimento será de R$11,10 por cota, equivalente a CDI + 2,71 % ao ano.

No entanto, todas essas rentabilidades foram calculadas com base no valor da cota de R$100,00, valor esse, da cota na 1ª e 2ª Emissões. Quanto a sua reserva de caixa, o fundo acumula o equivalente a R$0,09 por cota para eventuais despesas, incluindo taxa de performance.

Em suma, o foco do fundo é trabalhar com a maior alocação possível em CRI. Segundo o gestor,  a minimização da posição de caixa aumenta a eficiência do fundo, com o objetivo de entregar rendimentos superiores aos cotistas. Ao mesmo tempo, fazendo isso, o fundo mantém posições em CRI com boa liquidez, o que pode permitir, com isso, aproveitar eventuais oportunidades de mercado.

O fundo é atualmente administrado pelo BTG Pactual e as atividades de gestão da carteira são exercidas pela Valora Gestão de Investimentos.

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Autor

Engenheiro por formação, com mais de 7 anos de experiência no mercado de investimentos, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado imobiliário brasileiro.




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