XPCM11: robustos rendimentos podem acabar em dezembro de 2020



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O  XP Corporate Macaé (XPCM11), fundo imobiliário que possui cerca de 28 mil cotistas e um patrimônio de R$ 149 milhões, apresentou seu resultado de agosto/20 ao mercado com destaques nos seguintes pontos:

  • A Petrobras, único locatário, deve desocupar o imóvel Corporate Macaé - único ativo do fundo - no final de dezembro/20 e deverá realizar o pagamento integral dos aluguéis e o total da multa prevista de R$ 21,5 milhões ou R$ 8,91/cota.
  • Em relação ao aumento de resultado financeiro do fundo a partir de julho/20, foi destacado a exclusão da amortização do CRI da base de distribuição de resultados.
  • No mercado secundário o fundo passa por grande volatilidade, atrelada ao nível de incerteza sobre os efeitos da crise na economia.
  • O gestor e o consultor imobiliário seguem em contato com uma renomada empresa de corretagem para prospecção de potenciais locatários para alugar o imóvel quando da entrega pela Petrobras.
  • A partir de 29 de setembro/20, a Rio Bravo passará a ser a instituição financeira prestadora dos serviços de escrituração do fundo, em substituição à Itaú Corretora de Valores S.A. (Itaucor).

Locatário formalizou que iria deixar o imóvel em julho de 2019

Há mais de um ano os investidores do XPCM11 já sabem que seu único locatário possui a intenção de desocupar o imóvel Corporate Macaé, no final deste ano.

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A gestora, XP Vista Asset, em busca de novos locatários para seu imóvel localizado na cidade de Macaé (conhecida como a cidade do petróleo), ressaltou no relatório que agora, não somente a crise originada pela pandemia vai afetar as buscas.

"A recente crise nos preços do petróleo também tem gerado um desequilíbrio relevante entre a oferta e demanda do produto mundialmente, trazendo ainda mais incertezas quanto à eventual demanda de novos locatários deste segmento", explicou a XP.

Por este motivo, o fundo e seus parceiros informaram que estão estudando alguns outros segmentos que possam ter interesse no imóvel.

XPCM11 reduz distribuições de rendimentos para adequações no imóvel

O administrador e o gestor optaram por reduzir as distribuições para até 95% do resultado financeiro do semestre.

De acordo com o anunciado no relatório, essa estratégia possui o objetivo de aumentar o caixa disponível do fundo para a realização de eventuais adequações e investimentos no imóvel conforme pedidos de potenciais novos locatários.

A distribuição de rendimentos de agosto, portanto, foi de R$ 0,97/cota (dividend yield mensal, 1,67%, cota base R$ 58,01).

Nos últimos 12 meses, com base no valor da cota base para distribuição dos rendimentos, o menor dividend yield mensal foi de 0,84%.

Evolução do valor da cota do XPCM11 e volume médio diário de negociação

Em agosto, sua liquidez média diária na bolsa foi de R$ 704 mil e a cotação no mercado secundário fechou o mês a R$ 59,64/cota ( -2,7% em relação a jul/20).

Abaixo, veja a representação gráfica da comparação entre a evolução histórica do valor de mercado e patrimonial da cota, e o volume médio diário de negociação das cotas desde o início do XPCM11.

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XPCM11 vs. IFIX

O gráfico abaixo compara a série histórica acumulada do Índice IFIX em relação ao valor da cota e aos rendimentos distribuídos desde o início do fundo.

XPCM11 é um fundo imobiliário do tipo tijolo, que foi constituído em janeiro de 2013. Atualmente, o fundo possui um único ativo (monoativo), sendo o The Corporate, localizado em Macaé - RJ. Nos últimos 12 meses, sua cota valorizou 1,64%.

Texto publicado em 25 de setembro/20.

 

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Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Autor

Engenheiro por formação, com mais de 7 anos de experiência no mercado de investimentos, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado imobiliário brasileiro.




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