O que é Mercado Financeiro? Saiba como funciona e como investir nele

O que é Mercado Financeiro? Saiba como funciona e como investir nele

Mercado financeiro é o nome dado a um mercado fundamental para o crescimento econômico de um país – tanto é que as maiores economias do mundo possuem mercados desse tipo bastante desenvolvidos.

Portanto, entender mais sobre o mercado financeiro é uma das formas que o investidor possui de alocar o seu dinheiro de forma planejada através, por exemplo, da rentabilidade de fundos imobiliários no longo prazo.

O que é o mercado financeiro?

Mercado financeiro é todo mercado em que acontece a negociação de ativos financeiros, sejam ações, cotas de fundos, derivativos, moedas, commodities e outros.

De forma geral, cada país possui um ambiente próprio para a negociação desses ativos. Além disso, estes mercados financeiros associam-se apenas com os ativos financeiros do próprio país.

Por exemplo: nos Estados Unidos, existem duas grandes bolsas de ações, que são a Nasdaq e a bolsa de valores de Nova York.

Por outro lado, no mercado financeiro brasileiro, as negociações concentram-se na B3, a bolsa de valores brasileira. Lá, é possível comprar ações, fundos imobiliários e até ativos de renda fixa.

O mesmo vale para outras regiões: há a bolsa de Tokyo, a bolsa de Londres, de Shanghai, Berlim, Seul e muitas outras regiões do mundo. Países de todos os continentes usam o mercado financeiro para crescerem suas economias.

Através desse mercado, investidores conseguem adquirir ativos financeiros buscando rentabilizar o seu dinheiro ao longo do tempo através de uma carteira de investimentos.

Além disso, empreendedores conseguem se financiar através da venda desses ativos, como ações, debêntures e recebíveis. Tal ambiente é fundamental para o crescimento econômico de um país.

Vale notar que o investidor não precisa ficar restrito ao mercado nacional: é possível investir em ativos no exterior através de corretoras estrangeiras. Hoje em dia, esse tipo de operação é muito mais fácil e menos burocrática.

Para que serve o mercado financeiro?

O mercado financeiro permite que compradores e vendedores de ativos entrem em contato e negociem para que haja benefício mútuo entre os dois.

Sendo assim, investidores e instituições financeiras conseguem fazer trocas voluntárias e se beneficiar. O mercado financeiro hoje é fundamental para uma economia de livre mercado.

Em primeiro lugar, existem os captadores ou mutuários, que buscam captar recursos para que seus empreendimentos cresçam. Em troca, eles oferecem juros sobre o dinheiro emprestado ou uma porcentagem do negócio.

Por outro lado, existem os credores, que são os investidores que fornecem capital para esses negócios – seja comprando ações das empresas ou adquirindo suas dívidas.

Ou seja: para esses investidores, acompanhar notícias mercado financeiro e estudar os fundamentos dos ativos é muito importante.

Vale citar, além disso, que o governo também consegue captar recursos através desse ambiente.

No caso do Brasil, por exemplo, empresas e indivíduos conseguem investir no tesouro nacional, que nada mais é do que uma dívida que o governo se compromete a pagar.

Dessa forma, todos se beneficiam através do investimento em aplicações financeiras: investidores e empresários, setor público e setor privado, ricos e pobres.

Por fim, é possível também que as pessoas busquem especular com os ativos, buscando lucros rápidos. No entanto, essa é uma estratégia de investimentos mais arriscada e que exige muito cuidado!

Como funciona o mercado financeiro?

A função do mercado financeiro é fazer a economia girar, conectando investidores que querem alocar seu capital em boas oportunidades e tomadores de recursos que querem crescer os seus negócios.

Dessa forma, eles podem fazer negócios facilmente. Mas para isso, eles não precisam entrar em contato: é possível comprar e vender ativos sem conhecer a outra parte.

Por exemplo: na hora de comprar uma ação, deve-se fazer o cadastro em uma corretora, e compra-se esse ativo através da bolsa de valores.

Ou seja: há muitos intermediários no mercado de capitais que garantem o seu funcionamento da forma apropriada.

Para entender como funciona, basta citar um exemplo prático: um dono de negócio deseja manter seu dinheiro em caixa e, para isso, investe em um CDB.

Esse dinheiro não fica parado: o banco o pega e empresta a uma pessoa a juros maiores, ficando com o spread deste juros (ou seja, a diferença entre as taxas).

Da mesma forma, no caso da renda variável, o investidor pode comprar a ação de uma empresa no IPO. Esse dinheiro vai para o caixa da empresa, que irá investir em novos projetos para crescer.

Além disso, há instituições que podem cuidar dos investimentos, caso o investidor aloque capital em fundos. Há, ainda, profissionais que fazem indicações de investimentos, que fazem consultorias para os investidores, entre outros.

Dessa forma, fica claro que há muitos entes além dos que compram e dos que vendem ativos financeiros.

Quais os mercados do sistema financeiro?

O sistema financeiro possui diversos tipos de mercado, preocupados em negociar determinados ativos. Todos envolvem as mais variadas instituições financeiras para se manterem funcionando.

Em primeiro lugar, é possível citar o mercado de ações. Nele, é possível comprar a participação em empresas para ganhar lucro com a valorização de sua cotação e a distribuição de dividendos.

As negociações ocorrem em um ambiente chamado home broker. Também é possível negociar renda fixa através de ativos como LCI e LCA.

Em segundo lugar, há o mercado de obrigações. Nele, é possível comprar títulos de dívidas, sejam públicas (do governo federal, por exemplo) ou privadas (de empresas dos variados setores).

Além disso, ocorrem diferentes negociações para que as empresas consigam capital de giro ou se financiem.

Por exemplo: financiamento, empréstimos, arrendamentos e outros. Dessa forma, paga-se juros ao credor. Essa modalidade é diferente da renda variável, pois entrega uma rentabilidade combinada previamente.

Em terceiro lugar, os derivativos são títulos cujo preço varia em função de um outro ativo. Existem derivativos de ações, do preço de commodities, de índices do mercado financeiro e até moedas estrangeiras.

Por fim, há o mercado de balcão, em que é possível fazer negócios com empresas que não possuem capital aberto na bolsa de valores.  É um conceito aberto, envolvendo instituições de vários tipos.

Quais são os principais investimentos?

Os principais investimentos são classificados em dois tipos com características em comum: a renda fixa e a renda variável.

Na renda fixa, há uma rentabilidade combinada no início do investimento, que não possui volatilidade. Sendo assim, o investidor que alocar o seu dinheiro em um título de renda fixa, vai ganhar seu dinheiro no fim do prazo.

Por exemplo: poupança, tesouro direto, CDBs, LCIs, LCAs, CRIs, CRAs, debêntures e outros. No entanto, a liquidez e rentabilidade desses ativos pode variar consideravelmente.

Por outro lado, a renda variável, apesar de não ter rentabilidade prometida, tem mais possibilidade de ganhos exponenciais por causa do crescimento das empresas e fundos nos quais se investe (fruto da volatilidade, que pode ser para cima ou para baixo).

Por exemplo: ações, fundos imobiliários, fundos de ações, ETFs, BDRs e outros. Esses tipos de ativos podem ser mais ou menos lucrativos e mais ou menos voláteis, dependendo de sua natureza.

Há, ainda, o mercado futuro, no qual operam-se negociações de compra e venda que ocorrerão no futuro. Isso pode trazer ganhos rápidos, mas são muito mais arriscados (sendo possível até mesmo perder mais do que o valor que se investiu).

Por fim, existe também o mercado de câmbio, em que se ganha rentabilidade com o par de moedas estrangeiras (por exemplo: real e dólar, real e euro, entre outras).

Sendo assim, vale a pena avaliar os principais ativos de cada mercado e entender como eles tendem a se comportar – e qual pode ser a melhor opção para cada investidor.

Mercado de renda fixa

A renda fixa é por onde muitos investidores começam, uma vez que não há volatilidade nos ativos e que muitos se sentem mais seguros dessa forma. No entanto, é importante sempre buscar a diversificação.

Em primeiro lugar, talvez o ativo desse tipo mais famoso seja a poupança. É onde os bancos costumam deixar o dinheiro de seus correntistas rentabilizando. No entanto, não costuma ser uma boa opção de investimento, pois rende um valor muito baixo.

Por outro lado, já é possível ter rendimentos maiores do que a inflação através de um título do tesouro direto. Nele, o investidor empresta o seu dinheiro para o governo federal e recebe uma rentabilidade combinada.

Existem vários tipos de títulos: o tesouro selic, que é bem líquido; títulos pós-fixados que entregam uma rentabilidade acima da inflação (existem títulos de maior e menor prazo); e títulos prefixados com uma rentabilidade estática (o que pode gerar ganhos expressivos, mas já é uma operação mais arriscada).

Há, ainda, o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Esse ativo é atrelado a títulos de dívida entre instituições bancárias. Podem ser de maior ou menor prazo, com títulos mais rentáveis sendo do segundo grupo.

LCIs e LCAs são, respectivamente, Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito de Agronegócios. São títulos de renda fixa isentos de imposto de renda e com rentabilidades interessantes para os investidores.

Nesses ativos, investe-se em letras de crédito de dois dos setores mais fortes do país. Recebe-se uma rentabilidade acima do CDI. No entanto, geralmente são ativos menos líquidos.

CRIs e CRAs (Certificado de Recebíveis Imobiliários e Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são ativos similares aos anteriores, mas a emissão é feita por companhias securitizadoras.

Assim como os LCIs e LCAs, possuem menos liquidez, mas entregam rentabilidades mais interessantes. Podem ser prefixados ou pós-fixados.

Já as debêntures são títulos que empresas privadas emitem para investidores. Elas emitem essas dívidas para conseguirem se financiar em troca do pagamento de juros. A rentabilidade desses ativos costuma ser bem atrativa, considerando que é um título de renda fixa.

Por fim, a letra de câmbio está associada a empresas de menor porte, possuindo rendimentos interessantes justamente por conta do risco mais elevado.

Mercado de renda variável

Em primeiro lugar, vale a pena notar que a renda variável pode ser mais arriscada por conta de sua volatilidade (ou seja, os ativos variam de preço ao longo do tempo).

No entanto, a rentabilidade pode ser maior do que na renda fixa: há inúmeros casos de ações multiplicando o valor por várias vezes e enriquecendo seus acionistas.

Isso, é claro, não é garantia. Por isso, é fundamental ter um portfólio diversificado e buscar oportunidades em ativos de diferentes naturezas.

As ações são os veículos mais conhecidos dentro da renda variável, representando uma porcentagem de uma empresa. Ou seja: se um investidor possui 1% das ações de uma empresa, ele é dono de 1% da companhia.

Dessa forma, ele tem direito aos dividendos da empresa, que nada mais são do que a distribuição dos lucros da atividade da companhia.

Existem ações com foco em pagar dividendos e outras que não distribuem tanto os seus proventos, mas que possuem foco no crescimento. Cabe ao investidor escolher as melhores para o seu perfil.

Em segundo lugar, há os fundos imobiliários, que são fundos que investem em imóveis ou ativos de renda fixa associados a esse mercado. No primeiro caso, são os fundos de tijolos; no segundo, são os fundos de papel.

Nos fundos de tijolos, o gestor adquire imóveis como galpões logísticos, shoppings, lajes corporativas e outros espaços para ganhar dinheiro com aluguéis.

Nos fundos de papel, o gestor busca ativos imobiliários para compor o seu portfólio. Entre eles, pode-se citar os LCIs, CRIs, LHs e outros.

Por ser um setor muito conhecido dos brasileiros, muitos investidores iniciantes buscam dar o primeiro passo no mercado de capitais através desses fundos.

Há, ainda, os derivativos, que são ativos que possuem seu preço atrelados a outros ativos. É o caso de opções, swap cambial e outros. Nesse caso, é possível se alavancar, o que pode ser perigoso para o iniciante.

Por fim, vale citar os fundos de índice (ETFs), que são fundos de gestão passiva que estão atrelados a algum índice. Por exemplo: há fundos que acompanham o Ibovespa (índice de ações brasileiro) ou o S&P 500 (índice de ações dos EUA).

Você ainda tem dúvidas sobre o funcionamento do mercado financeiro? Comente abaixo para que possamos te ajudar!

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