Pré-locações ajudam a conter a vacância nos galpões logísticos de São Paulo
O mercado de galpões logísticos de alto padrão em São Paulo encerrou 2025 com absorção líquida elevada, vacância controlada e preços em alta, em um cenário marcado pela maior presença de pré-locações nos novos empreendimentos. A leitura consta da análise setorial referente ao quarto trimestre de 2025, divulgada pelo Banco BTG Pactual.

Segundo o relatório, o mercado absorveu 484 mil metros quadrados no quarto trimestre, encerrando o ano com absorção líquida acumulada de 1,5 milhão de metros quadrados. No mesmo período, os lançamentos somaram 543 mil metros quadrados apenas entre outubro e dezembro, refletindo a concentração de entregas no fim do ano. Ainda assim, o volume expressivo de novas áreas não se traduziu em aumento proporcional da vacância, em razão da comercialização antecipada de parte relevante do estoque.
A taxa de vacância do mercado de galpões logísticos em São Paulo fechou 2025 em 7,8%, abaixo dos 8,7% registrados no primeiro trimestre do ano. O dado indica que a expansão do estoque ocorreu acompanhada por absorção consistente ao longo do período, conforme descrito no relatório.
O comportamento da vacância variou de acordo com a região. No raio de até 30 quilômetros de São Paulo, mais de 330 mil metros quadrados foram entregues no quarto trimestre, com a taxa de vacância encerrando o período em 10,4%. Já no raio de até 60 quilômetros, a vacância recuou de 6,4% no terceiro trimestre para 5,5% no quarto trimestre, em um contexto de menor disponibilidade imediata de áreas, segundo a análise do BTG Pactual.
Trimestre teve preços em elevação
Além da dinâmica de ocupação, o relatório aponta avanço nos preços. O valor médio dos aluguéis subiu 6% no quarto trimestre, encerrando 2025 em R$ 32,1 por metro quadrado. De acordo com o banco, parte dos imóveis devolvidos ao mercado retornou com valores mais elevados, contribuindo para a continuidade da trajetória de alta dos preços no período.
Outro ponto destacado na análise é a composição do estoque futuro. Uma parcela relevante dos projetos em desenvolvimento está estruturada no modelo built-to-suit, formato de locação comercial de longo prazo no qual o investidor constrói ou reforma um imóvel totalmente personalizado segundo as necessidades de um cliente específico. Segundo o BTG Pactual, esse formato reduz o risco de vacância no momento da entrega e aumenta a previsibilidade da ocupação dos novos empreendimentos.