Existem diversos critérios a se levar em consideração ao analisar um Fundo Imobiliário.

Já comentamos sobre esses fundamentos inúmeras vezes por aqui.

Você pode conferir nossa argumentação sobre esse assunto lendo nossas newsletters anteriores.

No entanto, existe um critério bastante (se não o mais) importante para se considerar ao estudar um Fii.

Esse fundo possui a capacidade de gerar renda recorrentemente na perpetuidade?

Ou você está interessado nele apenas pelas suas perspectivas positivas para os próximos anos?

Não existe problema nenhum em tentar surfar uma onda positiva no médio prazo.

Porém, é preciso que o investidor tenha plena consciência dessa situação.

E é justamente isso que muitos não têm.

Ao olhar apenas os indicadores, as nuances por detrás dos números ficam "invisíveis" e, com isso, o investidor pode acabar entrando em uma situação temporária de bons retornos, mas sem saber.

Fazendo isso, é quase certo que esse investidor enfrentará uma realidade bem desagradável assim que realidade bater à sua porta.

Imprevistos dessa natureza devem ser evitados ao máximo.

Vale lembrar, diante disso, que o nosso atual sistema previdenciário estatal se encontra completamente desestruturado.

Não é à toa que existe o projeto de reforma da presidência já transitando em Brasília.

Dito isso, esperar depender desse sistema para se aposentar não parece ser uma decisão muito sensata a se tomar atualmente aqui no Brasil.

Portanto, se preocupar em construir a própria previdência é praticamente uma obrigatoriedade de toda pessoa.

Assim sendo, adquirir ativos com capacidade de gerar renda recorrentemente é essencial numa conjuntura de longo prazo para que o investidor construa a sua própria aposentadoria.

Serão esses ativos que irão proporcionar uma aposentadoria digna para esse investidor e sua família no futuro.

Em vista disso, bons Fundos Imobiliários podem certamente contribuir para que uma pessoa atinja a sua independência financeira e proporcione essa condição a seus entes queridos.

Para que isso aconteça, não existe segredo. O passo a passo deve ser o seguinte:

1 – Gaste menos do que ganha todos os meses; 2 – Invista mensalmente em bons Fundos Imobiliários; 3 – Reinvista os dividendos junto a seus aportes mensais; 4 – Repita o processo indefinidamente;

Talvez o ponto de menor simplicidade, nos quatro passos acima, seja o número 2, justamente pela necessidade de se escolher bons Fundos Imobiliários.

No entanto, com nada mais do que uma hora de dedicação e estudos por semana, o investidor consegue criar a habilidade de entender se um Fundo Imobiliário é, de fato, bom ou não.

Existem ferramentas completas e gratuitas para isso.

O fiis.com.br e o Funds Explorer são duas delas.

Estudando através desses portais, sem dúvida alguma qualquer pessoa conseguirá tirar conclusões bastante coerentes sobre qualquer Fundo Imobiliário.

Voltando ao assunto inicial, portanto, é preciso bastante atenção ao se analisar os números e os indicadores de um Fundo Imobiliário, justamente para procurar entender os motivos deles estarem naquela situação.

É uma tarefa que exige dedicação, sem dúvidas, mas é ao mesmo tempo prazerosa e – literalmente – enriquecedora.

Conte conosco nos seus estudos e na construção da sua independência financeira!

Rafael Campagnaro
Rafael Campagnaro Head de Conteúdo

Engenheiro por formação, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado financeiro no FIIs.com.br desde que iniciou no universo das finanças.

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