Retrofit na construção civil: Saiba o que é esse processo

Inaugurado na Europa, o conceito da palavra retrofit vem do latim, que significa “colocar o antigo em forma”, ou seja, reestabelecer algo que esteja obsoleto para uma estrutura nova, mais moderna.

Esse termo é cada vez mais ouvido na construção civil, aplicado ao processo de revitalização de construções, como por exemplo, o retrofit de edifícios que chegaram no fim de sua vida útil estabelecida em projeto.

Retrofit é mais do que uma simples reforma, é uma série de ações de modernização, envolvendo reestilização e/ou readequação de instalações. O objetivo é manter o que há de bom nas edificações e melhorar aquilo que precisa ser removido, readequando as edificações às exigências da legislação atual, e por consequência estendendo seu prazo de vida útil.

Portanto, a necessidade do retrofit surge, geralmente, quando acaba a vida útil da edificação, fazendo com que os custos de manutenção se elevem consideravelmente.

Benefícios da execução do retrofit nas construções

Retrofit

Segue abaixo alguns dos benefícios proporcionados pela execução desse procedimento:

  1. Melhora da qualidade do sistema de ar (climatização)
  2. Redução de custos operacionais
  3. Economia de energia
  4. Valorização do imóvel

Lembrando que quanto mais antiga a edificação, mais caro e demorado são os reparos e a execução do procedimento.

Além dos benefícios mencionados acima, temos também:

  • A melhoria da eficiência energética, que pode chegar a 40%
  • O conforto térmico
  • E o atendimento às normas regulamentadoras da construção civil (NRs).

Outras mudanças comuns em projetos de retrofit são modernização do sistema de automação e a criação de espaços acessíveis a portadores de necessidades especiais.

Há também a melhoria da parte estrutural onde são feitos reforços da estrutura da edificação, com adição de chapas de aço ou fibras de carbono quando há alteração de uso e, consequentemente, aumento da capacidade de carga.

Quando é necessário realizar o retrofit?

Retrofit

A necessidade de realização do retrofit deve ser definida por uma equipe composta por arquitetos e engenheiros, sendo indispensável a presença de ambos profissionais.

Yuri Borges Suzarte, engenheiro civil e consultor de desenvolvimento técnico de mercado da Votorantim Cimentos no Nordeste, adverte que muitas vezes se torna economicamente viável demolir um edifício e construir um novo. “Um dos principais fatores para se optar pelo retrofit é a preservação do valor histórico da construção e ampliar a vida útil da edificação”, reforça o engenheiro.

“Para agregar valor à obra, opta-se por atualizá-la considerando o conforto acústico e térmico, questões que não eram levadas em conta no passado, antes da entrada da norma técnica da construção civil NBR 15.575 em vigor”, diz o consultor técnico da Votorantim.

Retrofit e fundos imobiliários

Os fundos de investimento imobiliário, ou simplesmente FIIs, são investimentos financeiros caracterizados por condomínios fechados de investidores, chamados de cotistas, que juntam seu dinheiro para investir no mercado imobiliário.

Esse investimento é feito através da aquisição de ativos imobiliários no intuito de gerar renda mensal através do aluguel ou rendimento dos ativos financeiros atrelados ao mercado imobiliário, como LCIs (Letra de Crédito Imobiliário) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários).

Nos fundos imobiliários, o retrofit é uma prática realizada por Fundos que adotam a estratégia de renda, caracterizada pela realização de ampla reforma e modernização do imóvel, no intuito de auferir um aluguel maior devido à valorização do imóvel.

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Desenvolvedor de conteúdos

Formado em Engenharia de Produção pela FAACZ, com experiência de mais de 5 anos no mercado financeiro do Brasil. Investidor e desenvolvedor de conteúdos sobre o mercado imobiliário, economia e investimentos.

Comentários