BTG: FIIs de papel seguem atrativos no curto prazo, e tijolo ganha espaço no ciclo longo
Os fundos imobiliários de papel devem continuar apresentando maior atratividade no curto prazo, enquanto os fundos de tijolo tendem a ganhar relevância de forma gradual ao longo do ciclo econômico. Essa é a avaliação do BTG Pactual no relatório Outlook Fundos Imobiliários 2026, divulgado pelo banco, que reúne análises sobre o cenário macroeconômico, o desempenho recente do setor e as perspectivas para o próximo ano.
De acordo com o BTG, o ambiente ainda caracterizado por juros elevados favorece os fundos de papel, especialmente aqueles com maior exposição a ativos indexados ao IPCA. Segundo o relatório, essas estruturas seguem oferecendo carrego elevado, em um contexto de juros reais ainda altos e expectativa de fechamento gradual da curva de inflação.
O banco destaca que, embora exista a expectativa de cortes graduais na taxa Selic ao longo de 2026, o patamar de juros deve permanecer elevado durante boa parte do ano. Nesse cenário, os fundos imobiliários de papel tendem a manter um nível de carrego mais elevado no curto prazo, apoiados principalmente pela indexação inflacionária e pela previsibilidade dos fluxos de caixa.
O relatório ressalta que esse ambiente contribui para a manutenção do interesse dos investidores por fundos de crédito imobiliário, especialmente aqueles com estruturas mais conservadoras, diversificação de emissores e garantias mais robustas.
Fundos de tijolo ganham relevância
Para horizontes mais longos, o BTG avalia que os fundos de tijolo tendem a ganhar espaço de forma gradual. Segundo o banco, esses fundos já passaram por um ajuste relevante de preços, em especial os veículos com maior patrimônio e liquidez. Ainda assim, a análise setorial indica que diversos segmentos seguem sendo negociados com desconto em relação ao valor patrimonial.
De acordo com o relatório do BTG, a melhora operacional observada ao longo de 2025 — refletida no aumento de aluguéis e na redução da vacância — contribui para um cenário mais construtivo para os fundos de tijolo ao longo do ciclo econômico, condicionado à consolidação do movimento de queda dos juros.