A Devant Asset, gestora do Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11), informou aos cotistas nesta última segunda-feira (22) os resultados do mês de outubro. A gestora também explicou a redução no valor patrimonial das cotas do FII, além de comentar as razões para uma nova emissão de cotas

Em outubro, o fundo distribuiu de resultados o valor de R$ 1,40 por cota, o que corresponde a um dividend yield de 1,46%. Confira abaixo:

DEVA11

A remuneração foi equivalente a 353,78% do CDI. Como realizado nas emissões anteriores, foram distribuídos rendimentos pagos a recibos adquiridos na 5ª emissão.

A gestão divulgou os recursos captados na 5ª emissão de cotas, que foram alocados em CRIs, sendo: 

  • R$ 200,6 milhões em novas operações 
  • R$ 5,5 milhões destinados para aumento de posição em ativos que estão na carteira do DEVA11. 

No total, foram alocados R$ 206,1 milhões. A gestão disse que a taxa média ponderada dos ativos totalizou 10,9% a.a (+ inflação), ou seja 0,5% superior à média da carteira total antes da emissão. 

A carteira do DEVA11 possui 87% de alocações em CRIs, 9% em cotas de FIIs e permanecendo 4% em caixa. Confira abaixo o perfil do portfólio do fundo:

DEVA11

Três operações pertencentes ao portfólio foram pré-pagas pelo devedor para estruturação de novas dívidas. Porém, as mesmas não foram reinvestidas pelo DEVA11. A gestão entende que as novas taxas ficaram muito aquém para os riscos envolvidos nas operações. 

Parte dos valores advindos das multas de pré-pagamento foram distribuídos como rendimentos e cerca de R$ 732 mil foram reservados para distribuições posteriores.

Alterações no valor da cota patrimonial 

A gestora explicou a redução da cota patrimonial do fundo, que tem a ver com o cenário macroeconômico. Conforme a taxa selic vai aumentando, maior o prêmio de risco exigido pelos investidores. 

Isso faz com que as taxas da curva de juros futuros se mantenham em constante e forte alta, disse a gestora. Essa dinâmica acaba sendo refletida nas marcações à mercado dos ativos dentro do DEVA11 e como consequência, há também uma alteração no valor patrimonial no curto prazo. 

Porém, até o vencimento do ativo, o fundo receberá exatamente a remuneração pactuada no momento da aquisição do CRI.

Nova emissão de cotas 

No dia 17 de novembro foi divulgada a 6ª emissão de cotas do fundo, com o objetivo de aumentar a diversificação dos ativos e manter a qualidade da carteira. 

A gestão explicou que no atual momento econômico (taxas de juros crescente, inflação e etc), o mercado de CRI ficou mais difícil.

Por isso, com maior volume de recursos por meio de uma emissão de cotas, o fundo ganha maior poder para negociar, modelar e definir as garantias e taxas dos ativos. 

Como complemento, a gestão lembrou que se por um lado a alta da taxa básica de juros por um lado reduz o apetite do investidor da renda variável, por outro, aumenta o apetite do investidor do CRI, ativo de renda fixa

Nesse momento, a competição pelas operações diminui e por isso é também um momento oportuno para os fundos que possuem caixa e que podem adquirir essa nova leva de ativos, informou a gestora.

Diante disso, já foi programado um pipeline para a 6ª emissão de cotas que está em torno de R$ 250 milhões divididos em 10 operações. A taxa média ponderada desse novo pipeline é de Inflação + 10,80% ao ano, 0,45% acima da taxa média ponderada atual (inflação + 10,35% ao ano).

Conheça o DEVA11

O Devant Recebíveis Imobiliários é um fundo imobiliário do tipo papel. Seus investimentos são direcionados para Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

O fundo em questão possui patrimônio líquido de R$1,248 bilhão e tem aproximadamente 10.947.069 de cotas emitidas.

Para quem deseja investir no DEVA11, o valor patrimonial de sua cota é de R$101,48 , sendo sua taxa de administração de 1,20%a.a. sobre patrimônio líquido (mínimo R$ 15.000,00 mensais corrigido pelo IPCA).