DIVS11 fecha 2025 com retorno de 16% e apresenta guidance
O FI-Infra da Sparta (DIVS11) registrou em 2025 um desempenho acima do seu referencial, um retorno de 16,0% no período, superando o IDkA IPCA 5A, que avançou 13,0%, e ficando acima da meta de IDkA IPCA 5A + 2,0% ao entregar um ganho equivalente a IPCA 5A + 2,6%.
A performance foi sustentada, sobretudo, pela atuação ativa da gestão ao longo do ano, mesmo em um ambiente menos favorável para captura de prêmio de risco. Segundo a gestora, a atribuição de performance mostra contribuição relevante das movimentações táticas da carteira, em um cenário de spreads de crédito mais comprimidos e menor assimetria em novas emissões.
No campo da renda, o fundo manteve distribuição robusta. Ao longo de 2025, foram pagos R$ 14,4 por cota em rendimentos, o que corresponde a um dividend yield médio de 15,4% no ano. Em dezembro, a distribuição anunciada foi de R$ 1,20 por cota, valor definido ainda no fim de 2024 com base na projeção do CDI futuro somado ao spread da carteira, diluído ao longo de 12 meses.
Do ponto de vista de alocação, dezembro marcou ajustes relevantes no portfólio. O fundo iniciou exposição a três novos emissores — Helexia SBH4, Cerradinho e Colombo — e realizou mudanças em linha com a estratégia de gestão ativa. Com isso, o spread de crédito foi mantido em 0,2% ao ano, a duration subiu para 1,7 ano e o nível de caixa recuou para 7,1%. O carrego da carteira encerrou o mês em IPCA + 7,9%.
O ambiente de mercado seguiu desafiador para as debêntures incentivadas. Após dois meses consecutivos de abertura, dezembro foi marcado por uma leve compressão nos spreads, enquanto os fundos abertos hedgeados continuaram apresentando carrego médio abaixo do CDI, acumulando três meses consecutivos de desempenho inferior ao benchmark. Apesar da entrada líquida de R$ 5 bilhões na categoria, a maior parte do volume veio de novos fundos, o que tende a diluir a pressão compradora ao longo do primeiro semestre de 2026.
Guidance e postura para 2026
Diante desse cenário, a Sparta afirma manter uma postura conservadora, priorizando ativos com relação risco-retorno ainda atrativa e evitando alocações em prêmios excessivamente comprimidos. Para 2026, a gestora definiu que a distribuição mensal mínima do fundo será mantida em R$ 1,20 por cota, em linha com a meta de retorno e com as perspectivas para a trajetória das taxas de juros.
A casa também anunciou a realização de uma live em 14 de janeiro de 2026 para detalhar os resultados de 2025 e discutir as perspectivas para os fundos de infraestrutura listados.