SNID11 ajusta portfólio e sustenta dividend yield acima de 14%

SNID11 ajusta portfólio e sustenta dividend yield acima de 14%
FIIs. Foto: Pexels.

O FI-Infra SNID11 iniciou 2026 mantendo a consistência de sua política de rendimentos. Em janeiro, o fundo anunciou a distribuição de R$ 0,13 por cota, pelo terceiro mês consecutivo, em linha com o guidance divulgado pela gestão.

A distribuição resulta em um dividend yield anualizado de aproximadamente 14,9%, considerando a cota a mercado. Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou distribuição de 12,9% na cota de mercado e 14,0% na cota patrimonial, reforçando sua atratividade relativa frente a outros instrumentos de renda isentos de imposto.

Por trás do resultado, a gestão promoveu ajustes relevantes na carteira, com foco em otimização de spread e reciclagem de ativos. O destaque foi a aquisição de R$ 3 milhões na debênture da Suno Energias Limpas (SUN011), a uma taxa de NTN-B + 1,80%, em um momento em que boa parte das debêntures incentivadas negocia com prêmios comprimidos.

Para viabilizar a nova alocação, o fundo realizou vendas pontuais de ativos que já apresentavam spreads próximos de zero ou negativos, como ENGIC0, TCII11 e HARG11. Na média, essas posições foram desinvestidas a NTN-B – 0,01%, o que, combinado à nova compra, resultou em uma melhora de 181 pontos-base no spread da carteira.

Segundo a gestão, parte dos ativos vendidos vinha sendo carregada desde 2023, beneficiada por uma marcação a mercado favorável após o fechamento de spreads no mercado secundário. O movimento abriu espaço para a realocação em teses consideradas mais eficientes sob a ótica de risco-retorno.

SNID11: retorno histórico acima dos índices

Desde o início, o SNID11 apresenta retorno total de 63,7% na cota a mercado e 50,3% na cota patrimonial, já considerando o reinvestimento dos rendimentos. O desempenho supera indicadores líquidos de imposto como o CDI, o IMA-B, o IDA-DI e o IDA-IPCA Infraestrutura, reforçando a consistência da estratégia ao longo do tempo.

No desempenho mensal, o carrego da carteira gerou R$ 0,124 por cota, levemente abaixo da distribuição anunciada. A abertura das taxas no mercado secundário pressionou a marcação a mercado dos papéis, com impacto negativo de R$ 0,096 por cota, parcialmente compensado pelo efeito positivo dos derivativos utilizados no swap dos indexadores, que adicionaram R$ 0,071 por cota.

Em termos de liquidez, o fundo movimentou R$ 3,6 milhões em dezembro, com média diária de negociação de R$ 163 mil, patamar considerado estável para o perfil do produto.

Novo guidance

Por fim, a gestão atualizou o guidance de rendimentos para o primeiro semestre de 2026, ampliando a banda para o intervalo entre R$ 0,12 e R$ 0,15 por cota. A estratégia prevê o uso de ganhos de capital já realizados — e ainda não distribuídos — para manter a distribuição dentro desse intervalo, mesmo em um eventual cenário de cortes na Selic.

Segundo a equipe, o nível projetado segue compatível com o atual patamar de juros e com a geração de caixa do fundo.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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