SNCI11 entrega 25,84% em 12 meses e fica acima do IFIX Papel

SNCI11 entrega 25,84% em 12 meses e fica acima do IFIX Papel
SNCI11 apresenta relatório gerencial - Foto: PIxabay

O fundo imobiliário (FII) SNCI11 iniciou 2026 apresentando desempenho competitivo frente aos pares do segmento de crédito. Em janeiro, o fundo registrou rentabilidade ajustada de 5,96%, superando o IFIX no período (2,27%) e também os principais fundos comparáveis (3,40%).

No acumulado de 12 meses, a performance atinge 25,84%, levemente abaixo do IFIX (27,82%), mas acima do IFIX Papel (24,32%) e da média dos pares (25,33%).

A recuperação recente das cotas ocorre após meses marcados por eventos de crédito que impactaram a precificação do fundo ao longo de 2025. Segundo a gestão, a melhora dos últimos três meses — período em que o SNCI11 acumulou 14,24% de valorização.

No campo patrimonial, o fundo apresentou rentabilidade ajustada de 0,57% no mês, em linha com os pares (0,64%). O valor patrimonial por cota, após a distribuição, avançou para R$ 98,73, enquanto o P/VP encerrou janeiro em 0,90, ainda abaixo da paridade, mas em trajetória de recuperação.

Em termos operacionais, o resultado do fundo em janeiro foi de R$ 3,94 milhões, permitindo a manutenção da distribuição de R$ 1,00 por cota, dentro do guidance estabelecido entre R$ 1,00 e R$ 1,10 para o primeiro trimestre de 2026. O spread de crédito se recuperou para 3,57% no mês, impulsionado por novas alocações e pelo avanço nas ações de recuperação de crédito.

FII SNCI11: eventos de crédito seguem no radar

Janeiro foi marcado por forte movimentação na carteira. A gestão realizou cerca de R$ 52 milhões em compras, R$ 14,3 milhões em vendas e contabilizou R$ 20,3 milhões em quitações. A alavancagem líquida encerrou o mês em 9,59% do patrimônio líquido, com expectativa de redução ao longo do trimestre.

O fundo terminou o período com quatro ativos em tratamento especial: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior, que juntos representam aproximadamente 7,3% do patrimônio líquido. A gestão informou que segue atuando ativamente nas assembleias e nas medidas de recuperação, incluindo deliberações relevantes no CRI Supreme Garden, atualmente em fase final de obras.

Para os próximos meses, o SNCI11 avalia novas alocações em CRIs indexados ao CDI e ao IPCA, além de operações prefixadas com taxas superiores a 20% ao ano, reforçando a estratégia de reciclagem e diversificação do portfólio.

Novas oportunidades futuras do FII

Atento à reciclagem do portfólio, o SNCI11 mapeia novas oportunidades de alocação para fevereiro e março. Entre as projeções, estão até R$ 6 milhões no CRI Bit Barueri Série 4, com taxa de CDI + 5,50%, além de até R$ 2 milhões no CRI LocPay Sênior, com taxa prefixada de 23,87% ao ano.

Para março, o fundo também avalia até R$ 1,5 milhão no CRI MZM V, com remuneração de IPCA + 12,95%, encerrando as integralizações no ativo. Outro destaque é a possível alocação de até R$ 18 milhões em CRI para aquisição de terreno destinado à incorporação, com taxa esperada de IPCA + 12,68%, acrescida de equity kicker, atualmente em fase inicial de estruturação.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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