FIIs em 2026: XP aponta quais segmentos devem se destacar e o que esperar dos dividendos

FIIs em 2026: XP aponta quais segmentos devem se destacar e o que esperar dos dividendos
FIIs em 2026: XP aponta quais segmentos devem se destacar e o que esperar dos dividendos - Foto: Pixabay

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) deve atravessar 2026 em um ambiente mais construtivo, com oportunidades distribuídas entre diferentes segmentos. A avaliação consta no relatório Outlook Fundos Listados 2026, da XP, divulgado em 12 de março.

Segundo o estudo, a combinação de inflação em desaceleração e expectativa de cortes graduais da taxa básica de juros — projetada em 12,5% ao fim do ano — tende a favorecer ativos geradores de renda recorrente, como os FIIs.

A XP avalia que o mercado se encontra em uma fase mais benigna, especialmente para os fundos de tijolo, que apresentam maior sensibilidade às variações dos juros. O relatório também aponta que esses fundos seguem com níveis de negociação considerados atraentes, ao mesmo tempo em que apresentam fundamentos setoriais sólidos. Ainda assim, a casa destaca que as incertezas no ambiente global e doméstico persistem, o que exige cautela e manutenção de posições mais defensivas.

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Entre os segmentos, a XP observa dinâmicas distintas para 2026. No caso das lajes corporativas, o movimento de retorno ao trabalho presencial tem contribuído para a recuperação do mercado, com melhora nos níveis de ocupação e na performance operacional dos fundos. Apesar disso, os ativos ainda são negociados com desconto, especialmente em regiões primárias de São Paulo.

Já os fundos logísticos seguem sustentados por uma demanda considerada sólida, impulsionada principalmente pelo avanço do e-commerce. De acordo com o relatório, a taxa de vacância permanece em níveis historicamente baixos, enquanto os aluguéis apresentam trajetória de alta, o que sustenta os resultados operacionais.

No segmento de shopping centers, o relatório indica níveis elevados de ocupação e inadimplência controlada, o que sugere estabilidade operacional. Ainda assim, a expectativa é de crescimento mais moderado ao longo do ano.

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Por fim, os fundos de recebíveis imobiliários são apontados como instrumentos de perfil mais defensivo dentro do universo de FIIs. Mesmo diante da perspectiva de redução nos níveis de distribuição, esses fundos seguem sendo utilizados como alternativa em cenários de maior incerteza.

A XP projeta um cenário de rendimentos ainda relevantes para os FIIs em 2026, considerando a trajetória esperada de queda dos juros. No entanto, o relatório indica que pode haver redução na distribuição em alguns segmentos, especialmente nos fundos de recebíveis.

De forma geral, o relatório indica que o ambiente para os fundos imobiliários em 2026 combina fundamentos operacionais consistentes, níveis de negociação atrativos e um cenário macroeconômico mais favorável, ainda que com a necessidade de cautela diante das incertezas ao longo do período.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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