GARE11: lojas do Pão de Açúcar atraem incorporadoras e podem gerar ganho extra para cotistas

GARE11: lojas do Pão de Açúcar atraem incorporadoras e podem gerar ganho extra para cotistas
GARE11: lojas do Pão de Açúcar atraem incorporadoras e podem gerar ganho extra para cotistas

As lojas do Pão de Açúcar que compõem o portfólio do GARE11 estão recebendo propostas de incorporadoras interessadas em desenvolver projetos residenciais e comerciais nos terrenos.

A informação foi revelada por Gustavo Asdourian, gestor do Guardian Real Estate, nesta quinta-feira no FIIs Experience, evento da Suno em São Paulo.

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Segundo o gestor, imóveis em endereços como Avenida Angélica e Abílio Soares, na capital paulista, já são alvo de conversas com incorporadoras. Dependendo da evolução dessas negociações, o fundo pode capturar um ganho expressivo além da renda dos aluguéis, o que ele classifica como uma boa surpresa para os cotistas do GARE11 nos próximos anos.

O anúncio ocorre em meio à recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar, mas Asdourian minimiza os riscos. A crise da varejista não deve prejudicar o fundo e pode até abrir oportunidades. “Os aluguéis estão sendo recebidos normalmente. O aluguel caiu, tudo certo”, afirmou, em referência aos ajustes contratuais já realizados com a rede.

A estratégia, segundo o gestor, foi montada com cautela desde o início. Quando o fundo decidiu comprar lojas do Pão de Açúcar, a companhia já não vivia seu melhor momento, e isso era um fator conhecido. “Escolhemos os melhores pontos justamente para que, caso houvesse algum problema, estivéssemos em posição segura”, explicou.

Asdourian também destacou uma mudança estrutural importante no portfólio do GARE11. Antigamente, fundos imobiliários eram predominantemente compostos por galpões logísticos – ativos maiores, com tickets de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões, mais difíceis de negociar.

Com a migração para lojas urbanas, cujos valores individuais giram entre R$ 10 e R$ 20 milhões, o fundo imobiliário GARE11 ganhou liquidez e flexibilidade para reciclar o portfólio com mais agilidade. “A venda recorrente é algo que fazemos todo ano e hoje está muito mais fácil agregar valor ao investidor”, disse.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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