KNSC11 usa reservas para absorver perda contábil e manter dividendos do mês

KNSC11 usa reservas para absorver perda contábil e manter dividendos do mês
KNSC11 reconhece perda contábil e compensa com reservas para manter dividendos

O KNSC11 (Kinea Securities) informou no relatório gerencial de janeiro de 2026 que registrou um ajuste contábil associado a perdas esperadas em duas operações de crédito ligadas ao grupo varejista Casa&Video e Le Biscuit.

Segundo o relatório gerencial, o movimento equivale a 1,2% da carteira e foi feito após a companhia obter na Justiça um prazo de 60 dias para negociar seu endividamento.

No documento, a gestão afirma que a medida foi adotada para refletir possíveis desdobramentos desse processo e destaca a qualidade das garantias vinculadas às operações.

No caso do CRI ligado à Le Biscuit, o relatório menciona alienação fiduciária de um centro de distribuição logístico e informa que o valor de laudo do imóvel está cerca de 70% acima do saldo do CRI, conforme descrito pela gestão.

O que o relatório mostra sobre o fundo

Além do episódio envolvendo as duas operações, o relatório traz a fotografia do portfólio na data-base indicada, com informações como patrimônio líquido, cota patrimonial e a alocação do fundo entre ativos-alvo e instrumentos de liquidez — incluindo itens como LCI e caixa — conforme a composição apresentada.

A gestão também reúne indicadores consolidados do mês, incluindo a parcela alocada em CRIs atrelados ao IPCA e a remuneração média reportada nessa fatia, além de outros recortes de composição do portfólio.

Dividendos de janeiro e pagamento em fevereiro

No mesmo relatório, KNSC11 informa dividendos referentes a janeiro de R$ 0,09 por cota, com pagamento em 12/02, e registra a rentabilidade mensal indicada pela gestão com base na cota média de ingresso.

Ao final, o fundo afirma que o efeito do ajuste foi totalmente absorvido por reservas acumuladas, o que, segundo a gestão, permitiu manter a distribuição do mês inalterada.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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