MXRF11 vende Edifício Oceanic, ativo originado do CRI Harte

MXRF11 vende Edifício Oceanic, ativo originado do CRI Harte
MXRF11 vende Edifício Oceanic, ativo originado do CRI Harte Foto: Pixabay

O MXRF11 informou, em relatório gerencial de novembro de 2025, a venda do Edifício Oceanic, ativo imobiliário que passou a integrar o portfólio do fundo após a execução do CRI Harte. A operação foi realizada em conjunto com os demais investidores envolvidos.

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Segundo a gestão, a venda gerou lucro para o fundo, com grande parte dos recursos já recebida em dezembro. O Edifício Oceanic era classificado como um ativo antigo da carteira do fundo.

A administração informou ainda que os detalhes financeiros da operação, incluindo eventuais impactos sobre o resultado e o caixa, serão divulgados no próximo relatório gerencial.

Movimentações no portfólio

A venda do ativo imobiliário foi comunicada no mesmo relatório em que o fundo detalhou movimentações em sua carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). De acordo com o documento, o MXRF11 adquiriu mais de R$ 300 milhões em CRIs no mercado secundário ao longo do mês de novembro.

Entre as principais operações, a gestão destacou a realocação do CRI Birmann 32, em uma transação de aproximadamente R$ 160 milhões. No mesmo período, o fundo também realizou a alienação de cerca de R$ 200 milhões em outros CRIs, como parte do processo de reciclagem do portfólio, conforme descrito pela gestão.

O relatório informa que a estratégia do fundo prevê a alocação de aproximadamente 80% do patrimônio líquido em CRIs, priorizando, segundo a gestão, operações com nomes de crédito de alta qualidade, remuneração dos títulos considerada atrativa e potencial de ganho de capital por meio de operações no mercado secundário.

Relatório mensal

No mês de novembro, último período com dados divulgados, o resultado apurado em regime de caixa foi de R$ 0,1005 por cota, totalizando R$ 46,25 milhões. O book de CRIs respondeu por R$ 38,92 milhões do resultado no período, enquanto o book de FIIs contribuiu com R$ 6,65 milhões. As operações de permutas financeiras somaram R$ 3,0 milhões no mês.

O fundo encerrou novembro com uma reserva acumulada de correção monetária de R$ 13,08 milhões, equivalente a R$ 0,0284 por cota. Segundo a gestão, o resultado do book de CRIs segue sendo impactado pelos índices oficiais de inflação, especialmente o IPCA, em função da indexação relevante dos ativos da carteira.

Com base no desempenho do período, o MXRF11 distribuiu R$ 0,10 por cota. O valor corresponde a um yield mensal de 1,02% e a um yield anualizado de 12,94%, considerando o preço de fechamento da cota no mês. De acordo com o relatório gerencial, a distribuição representou 113,9% do CDI no período, considerando o gross-up de impostos.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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