Pinheiros e Faria Lima lideram retomada dos escritórios em SP; veja outras regiões
O mercado de escritórios e lajes corporativas de alto padrão (A+) em São Paulo registrou absorção líquida de 74,1 mil metros quadrados no quarto trimestre de 2025, de acordo com levantamento do BTG Pactual com base em dados da Buildings. O resultado representa uma alta relevante em relação ao terceiro trimestre, quando a absorção somou 26,9 mil metros quadrados.

No acumulado de 2025, a absorção líquida totalizou 238 mil metros quadrados, em um contexto de expansão do estoque ao longo dos últimos anos. Desde 2019, o mercado recebeu cerca de 880 mil metros quadrados de novas áreas, segundo o levantamento.
Regiões destacadas na capital paulista
A absorção no quarto trimestre foi observada em todas as regiões monitoradas, mas Marginal Pinheiros (eixo Rebouças) e as avenidas Faria Lima e Chucri Zaidan responderam pela maior parcela do volume líquido absorvido no período.
Pinheiros registrou 26,3 mil metros quadrados de absorção líquida no 4T25, o maior resultado entre as regiões analisadas, acompanhado por Faria Lima (14,1 mil metros quadrados) e Chucri Zaidan (13,5 mil metros quadrados). No trimestre, essas regiões também apresentaram redução de vacância e preços pedidos estáveis ou em alta.
Vacância do padrão A+ recua para 12,1%
A taxa de vacância das lajes corporativas A+ em São Paulo caiu para 12,1% ao fim do quarto trimestre de 2025, ante 13,7% no trimestre anterior. O movimento foi observado em grande parte das regiões analisadas, com destaque para Pinheiros, que apresentou a maior redução trimestral, passando de 17,3% para 11,6%.
Em Faria Lima, a vacância recuou de 9,1% para 7,8%, permanecendo como uma das regiões mais restritas em termos de disponibilidade. Já a Chucri Zaidan registrou queda de 17,7% para 16,2% no período.
Faria Lima tem quase R$ 300 por metro quadrado
Os preços pedidos médios seguiram trajetória de alta no quarto trimestre. Na Faria Lima, o valor médio atingiu R$ 286,9 por metro quadrado, aproximando-se do patamar de R$ 300/metro quadrado em novas negociações.
Outras regiões também registraram aumento nos preços pedidos, como Chucri Zaidan, que avançou para R$ 110,1/metro quadrado, e Paulista, que alcançou R$ 144,0/metro quadrado. Em Pinheiros, os preços permaneceram praticamente estáveis, em R$ 158,4/metro quadrado, após leve alta trimestral.
Ocupação avança em regiões adjacentes
Além dos principais polos corporativos, o levantamento identificou absorção líquida positiva em regiões adjacentes, movimento que o BTG Pactual associa à busca por áreas com padrão construtivo elevado, porém com preços pedidos mais baixos em relação aos eixos mais consolidados.
Esse comportamento foi observado especialmente em regiões como Chácara Santo Antônio e Vila Olímpia, ainda que com volumes mais moderados no trimestre.
Menor volume de entregas previstas para 2026
Para 2026, o BTG Pactual indica ausência de pressão relevante de novas entregas na maior parte das regiões analisadas.
A combinação entre absorção líquida positiva, vacância de escritórios e lajes corporativas em queda e estoque futuro mais controlado indica, segundo o BTG Pactual, um mercado com menor nível de oferta adicional no curto prazo, especialmente nos eixos com maior liquidez.
Por que Pinheiros, Faria Lima e Chucri Zaidan se destacam?
- Concentraram mais de 70% da absorção líquida do 4T25
- Apresentaram queda de vacância simultânea à absorção
- Mantiveram preços pedidos resilientes, com maior liquidez relativa
| Região | Vacância 4T25 (%) | Variação t/t (p.p.) | Preço pedido 4T25 (R$/m²) | Absorção líquida 4T25 (mil m²) |
| Pinheiros | 11,6% | -5,7 | 158,4 | 26,3 |
| Faria Lima | 7,8% | -1,2 | 286,9 | 14,1 |
| Chucri Zaidan | 16,2% | -1,5 | 110,1 | 13,5 |
| Paulista | 6,3% | -0,9 | 144,0 | 5,3 |
| Berrini | 11,2% | -0,8 | 88,9 | 4,7 |
| Vila Olímpia | 13,6% | +0,5 | 135,8 | 6,4 |
| Chácara Santo Antônio | 32,0% | -1,5 | 58,6 | 3,6 |
| São Paulo (A+) | 12,1% | -1,6 | 138,6 | 74,1 |