SP concentra 31% das locações e lidera retomada de escritórios na América Latina

SP concentra 31% das locações e lidera retomada de escritórios na América Latina
SP tem 31% das locações e lidera retomada de escritórios na AL - Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

A cidade de São Paulo respondeu por 31% de toda a área de escritórios ocupada na América Latina nos últimos quatro trimestres, com mais de 364 mil metros quadrados negociados, segundo levantamento da JLL. O volume coloca a capital paulista como principal mercado da região no período analisado.

O desempenho ocorre em um contexto de retomada mais ampla. De acordo com a JLL, a América Latina registrou alta de 43% no saldo de ocupação entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025, enquanto o estoque total cresceu 3,7%, indicando absorção superior à expansão da oferta.

Embora os volumes variem conforme o recorte de cada consultoria, os principais estudos divulgados nas últimas semanas convergem quanto à direção dos indicadores em São Paulo.

A Newmark, que monitora edifícios Classe A, AA e AAA na capital paulista, estimou absorção líquida de 368 mil metros quadrados em 2025 e absorção bruta de 641 mil metros quadrados no ano. No quarto trimestre, os volumes foram de 107 mil metros quadrados (líquida) e 160 mil metros quadrados (bruta). A taxa de vacância recuou para 15,9%, o menor nível desde 2012 na série da consultoria.

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Já a JLL, com metodologia distinta e série histórica iniciada em 1998, reportou absorção líquida de 347 mil metros quadrados e absorção bruta de 688 mil metros quadrados em 2025, também acompanhadas de redução na taxa de espaços vagos.

A Binswanger Brazil apontou absorção líquida de 316 mil metros quadrados no ano nos padrões A e A+, com vacância em 13,9%. No quarto trimestre, a absorção líquida somou 105 mil metros quadrados.

O BTG Pactual, com base em dados da Buildings, indicou absorção líquida de 238 mil metros quadrados no acumulado de 2025, sendo 74,1 mil metros quadrados apenas no quarto trimestre. Nesse recorte, a vacância do padrão A+ caiu para 12,1% ao fim do ano.

As diferenças entre as consultorias decorrem do universo monitorado — que pode incluir apenas edifícios A+, A/AA/AAA ou bases proprietárias distintas — mas todos os levantamentos apontam nas mesmas direções: absorção líquida positiva e redução da vacância ao longo do ano.

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Preços mostram recomposição gradual

A melhora operacional também aparece nos valores pedidos de locação. Segundo relatório do BTG Pactual, os preços avançaram 6% em 2025, com contratos superando R$ 300 por metro quadrado em eixos mais disputados da capital. Em regiões como Faria Lima, os valores médios se aproximaram desse patamar.

A Binswanger Brazil registrou preço médio de R$ 121,74 por metro quadrado na cidade em 2025, alta de 5,3% na comparação anual.

A Newmark, por sua vez, informou preço médio pedido de R$ 115,2 por metro quadrado no quarto trimestre de 2025, cerca de 4% acima do mesmo período do ano anterior.

O movimento ocorre em um ambiente de menor volume de entregas recentes, o que contribui para reduzir a pressão de oferta no curto prazo.

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Onde está a maior absorção

No recorte regional, Marginal Pinheiros, Faria Lima e Chucri Zaidan concentraram a maior parte da absorção líquida no quarto trimestre, segundo levantamento do BTG Pactual. Nessas áreas, houve simultaneamente queda da vacância e estabilidade ou alta nos preços pedidos.

A dinâmica indica concentração da demanda em eixos considerados mais líquidos e consolidados, enquanto regiões adjacentes também registraram absorção positiva, ainda que em menor magnitude.

Equilíbrio entre oferta e demanda

Dados recentes de diferentes consultorias e instituições financeiras convergem ao indicar absorção líquida relevante, redução da vacância e recomposição gradual dos preços no mercado paulistano de escritórios em 2025, ainda que com diferenças de metodologia e universo monitorado.

Na prática, os levantamentos reforçam uma tendência já apontada nas últimas semanas: melhora consistente dos indicadores operacionais no segmento de lajes corporativas na cidade de São Paulo, após um período de maior pressão de oferta no pós-pandemia.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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