VGIA11: Fiagro paga dividendos de CDI+2,9% e anuncia investimento de R$ 5,4 milhões
O Fiagro VGIA11 fechou dezembro com um resultado de R$ 9,65 milhões, abaixo dos R$ 12,84 milhões apurados em novembro.

No mês, as receitas do VGIA11 somaram R$ 11,42 milhões, enquanto as despesas recorrentes totalizaram R$ 1,447 milhão e as não recorrentes ficaram em R$ 324,6 mil.
Com base no desempenho do período, foram anunciados rendimentos no valor de R$ 0,14 por cota, com pagamento em 20 de janeiro de 2026.
Segundo a gestão do Fiagro VGIA11, a distribuição equivaleu a CDI + 2,9% ao ano sobre a cota patrimonial do mês anterior, ou a CDI + 2,5% ao ano quando considerada a média de negociação da cota em dezembro.No mercado, o fundo VGIA11 registrou volume médio diário de R$ 2,1 milhões e encerrou dezembro com 170.225 cotistas.
A carteira terminou o mês com 90,7% do patrimônio líquido alocado, distribuído em 33 ativos, totalizando R$ 762 milhões investidos, enquanto o restante permaneceu em instrumentos de caixa.
Detalhes da alocação do Fiagro VGIA11
Na alocação por “ativos-alvo”, a composição da carteira traz CRA (78,5%), caixa (9,3%), CPR-F (6,1%), debênture (4,2%) e FIDC (1,9%).
A gestão afirma que busca manter a maior alocação possível em ativos-alvo e reduzir o caixa para aumentar a eficiência, mas sem abrir mão de CRAs com boa liquidez para aproveitar oportunidades.
Já na alocação por segmento, o fundo VGIA11 aparece mais exposto a distribuidoras (35,1%) e cooperativas (31,0%), além de produtores (24,2%), indústria (7,1%) e sucroalcooleiro (2,5%).
Em dezembro, o VGIA11 também informou a aquisição de R$ 5,4 milhões da CPR-F Sergio Barzotto III, com cupom de CDI + 4,35%.
A gestão destacou que, além da reserva acumulada de rendimentos a distribuir de cerca de R$ 6,6 milhões (R$ 0,07 por cota), o fundo indica um potencial adicional de aproximadamente R$ 16,8 milhões (R$ 0,19 por cota).
Esse valor decorre da diferença entre a marcação dos CRA Languiru na carteira e a curva, ainda em reavaliação após a reestruturação e melhora nas condições de crédito da cooperativa, somada à estrutura de garantias com fluxo de recebíveis de um grande grupo frigorífico brasileiro AAA e ao início das amortizações do ativo, em curso desde agosto de 2025.
A gestão do VGIA11 reforça que o portfólio segue adimplente, que não vê risco adicional nos setores investidos para a próxima safra e que o foco permanece na compra de novos ativos para aumentar a diversificação.