FI-Infras ganham tração em 2025, com DIVS11 como principal destaque da Sparta

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Imóveis. Foto: Pixabay

A Sparta apresentou nesta semana em live os resultados seus fundos de infraestrutura (FI-Infras), em um ano marcado por juros elevados, compressão de spreads e maior seletividade dos investidores O DIVS11 foi apontado pela gestão como o FI-Infra com maior assimetria da casa.

Em 2025, o veículo entregou retorno nominal de 16%, com dividend yield de 15,2% ao ano e desempenho de IPCA + 11,1%, superando o benchmark IDkA IPCA 5 anos + 2%. A cota patrimonial encerrou o ano próxima de R$ 100, reforçando o equilíbrio entre geração de renda e preservação de capital. O IDkA IPCA 5 anos reflete o comportamento da inflação de médio prazo no mercado.

No caso do CDII11, o fundo fechou dezembro com distribuição de R$ 1,52 por cota, equivalente a cerca de 120% do CDI, acumulando um dividend yield anualizado de 17,4%. Ao longo de 2025, o fundo registrou retorno de 16,8%, o que representa aproximadamente 137% do CDI no período, beneficiado pelo patamar elevado da taxa básica de juros e pela rotação ativa da carteira no mercado secundário.

Já o JURO11 manteve a proposta de estabilidade ao longo do ano. Em dezembro, o fundo distribuiu R$ 1,00 por cota, encerrando 2025 com dividend yield anualizado de 12,1%. O retorno da cota patrimonial no ano foi de 13,7%, próximo à meta de IMA-B 5 + 2% ao ano, com spread médio em torno de 0,8%.

Segundo a Sparta, a diferença entre os fundos não está na qualidade do crédito — que tende a ser semelhante —, mas no indexador e no perfil de risco assumido. “Você não compra esses fundos por diversificação de crédito, você compra pelo indexador”, explicou Ulisses Nehmi, CEO da gestora, ao comparar os produtos atrelados ao CDI, inflação curta e inflação longa.

FI-Infra: indexador e gestão ativa são diferenciais, aponta gestão

Nehmi chamou atenção para a duration mais longa do DIVS11, em torno de cinco anos, o que cria uma opcionalidade relevante em um cenário de fechamento da curva de juros. “Se a taxa cair 1 ponto percentual, isso pode gerar algo próximo de 5% de valorização adicional, além do carrego”, disse, ressaltando que o risco maior vem acompanhado de um potencial de retorno superior no longo prazo.

No caso do JURO11 e do CDII11, a estratégia segue ancorada na regra da cota-base, que ajuda a suavizar a volatilidade dos dividendos. “O dividend yield conversa muito com o resultado da cota patrimonial”, explicou Caio Palma, analista da gestora, ao comentar que a política de distribuição evita surpresas e preserva consistência para o investidor de renda.

Palma também destacou que spreads mais baixos não significam, necessariamente, menor retorno. “Quanto mais spread, mais risco. O que importa para o investidor de longo prazo é consistência”, afirmou. Segundo ele, mesmo com spreads médios entre 0,8% e 2%, os fundos conseguiram entregar retornos reais expressivos ao longo dos anos.

Outro ponto central da estratégia da Sparta é a gestão ativa, com giro mensal entre 5% e 10% da carteira. “Sempre que algo fica caro, a gente vende. Quando fica barato, a gente compra”, explicou Palma. Esse movimento, aliado ao aumento da liquidez do mercado secundário — hoje em torno de R$ 40 bilhões negociados por mês —, amplia as oportunidades de captura de valor.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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