GARE11 encerra 2025 com maior emissão da história e consolidação de nova estrutura
A Guardian Gestora, responsável pelo GARE11, publicou relatório gerencial sobre os resultados mais recentes do fundo. Segundo a gestão, o FII encerrou 2025 consolidando sua melhor configuração histórica, após concluir a 7ª emissão de cotas e implementar uma reorganização estrutural relevante em sua alocação de capital.
Ao longo do ano, o fundo materializou as principais frentes estratégicas anunciadas no segundo semestre — com destaque para a venda de 10 imóveis de renda urbana, a redução expressiva da alavancagem e o fortalecimento do colchão de disponibilidades.
A 7ª emissão de cotas foi finalizada em dezembro, tornando-se a maior captação da história do GARE11, com um volume total de aproximadamente R$ 1,28 bilhão (R$ 1.276.971.217,15). A gestão detalhou no último relatorio como os recursos captados foram alocados.
A maior parcela foi direcionada à aquisição de imóveis, incluindo ativos já anunciados e novos imóveis que estão por vir e que compõem o pipeline do fundo. Além disso, uma parcela foi alocada em crédito imobiliário, incluindo instrumentos estruturados e exposição ao GAME11, outro fundo da gestora.
Como resultado desse movimento coordenado, o GARE11 praticamente dobrou de tamanho em 2025, saindo de R$ 1,3 bilhão para aproximadamente R$ 2,7 bilhões em patrimônio líquido.
A alavancagem, que estava em 27% no início do ciclo, foi reduzida para -13% (alavancagem líquida negativa), reforçando a robustez financeira do fundo. Hoje, o FII está estruturado entre três grandes verticais — Logística, Renda Urbana e Escritórios — com maior clareza na segregação entre ativos imobiliários e instrumentos financeiros.
GARE11: assembleia reforça governança e elimina risco de taxa duplicada
Após a conclusão da 7ª emissão de cotas, o GARE11 convocou Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para tratar de ajustes estruturais relevantes. Entre os pontos aprovados, destacam-se a retificação de mandato para operações classificadas como “potencial conflito de interesse”, o aumento do capital autorizado do fundo e a inclusão da prerrogativa de recompra de cotas pelo próprio GARE11.
A gestão aproveitou o momento para reforçar, de forma explícita, que não há cobrança de taxa de gestão em duplicidade nas estruturas indiretas investidas pelo fundo — esclarecimento considerado importante diante de questionamentos recorrentes no mercado.
Além disso, a gestora do GARE11 lembra que a ampliação do capital autorizado gerou discussões entre investidores, especialmente em relação à possibilidade de emissões de grande magnitude. Nesse contexto, a Guardian foi categórica ao afirmar que não há qualquer intenção de realizar captações de R$ 10 bilhões, R$ 20 bilhões, R$ 50 bilhões ou R$ 100 bilhões.
Além disso, a Guardian se comprometeu formalmente a limitar a utilização do capital autorizado ao patamar de R$ 20 bilhões, sendo necessária nova aprovação dos cotistas para qualquer emissão que leve o patrimônio do fundo acima desse limite.
A AGE foi concluída em 26 de janeiro, com participação de 40,87% do capital votante e média de aprovação das pautas de 37%, conforme Documento de Apuração divulgado.
Guidance de dividendos mantido para os próximos 12 meses
Para os próximos 12 meses de 2026 a gestão irá manter o guidance de rendimentos será, preservando o patamar já estabelecido, com projeções entre R$ 0,083 e R$ 0,090 por cota.
A decisão de manter esse patamar ocorre após um ciclo relevante de reciclagem de portfólio, redução de alavancagem e reorganização da estrutura de capital, e reflete a leitura da gestão sobre a condução do fundo ao longo deste exercício.