Porto de Santos movimenta 25 mi de toneladas de soja — SNAG11 acompanha crescimento
A movimentação de soja e farelo no Porto de Santos voltou a crescer em 2026 e reforçou a importância do agronegócio brasileiro para o comércio exterior. Dados da Autoridade Portuária de Santos (APS) mostram que o complexo soja movimentou 25,72 milhões de toneladas entre janeiro e maio, avanço de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
No acumulado do ano, a movimentação total do maior porto da América Latina alcançou 75,65 milhões de toneladas, crescimento de 4,7% na comparação anual. Os embarques de açúcar também registraram expansão, somando quase 7 milhões de toneladas, alta de 10,2%.
Os números reforçam a força das cadeias ligadas ao agronegócio brasileiro, especialmente soja, farelo e açúcar, produtos que continuam sustentando boa parte da pauta exportadora do país.
Apesar de uma acomodação observada em maio, quando a movimentação total do porto recuou 1,7%, o desempenho acumulado segue positivo e evidencia a resiliência das exportações agrícolas brasileiras.
No caso da soja, o volume embarcado em maio apresentou leve queda de 0,6%, mas o desempenho do acumulado do ano continua apontando para uma demanda internacional robusta pelo grão brasileiro.
Exportações do agro mostram bons fundamentos do SNAG11
O avanço das exportações também possui reflexos indiretos para os Fiagros de crédito, especialmente aqueles expostos às cadeias do agronegócio.
O crescimento da movimentação de grãos, farelo e açúcar tende a fortalecer a geração de caixa de produtores, cooperativas, tradings e empresas ligadas ao setor.
Nesse contexto, o SNAG11 aparece entre os veículos que podem se beneficiar do fortalecimento estrutural do agronegócio brasileiro. O fundo possui exposição a operações de crédito ligadas a diferentes segmentos do setor, cuja capacidade de pagamento está diretamente relacionada à saúde financeira das cadeias produtivas.
A expansão das exportações contribui para melhorar a renda do produtor rural, ampliar a atividade das empresas do setor e aumentar a demanda por financiamento, cenário que pode favorecer operações de crédito do agronegócio ao longo do tempo.
O movimento ocorre em paralelo ao crescimento da própria indústria de Fiagros. Dados da B3 mostram que o número de investidores do segmento se aproximou de 600 mil cotistas, enquanto o patrimônio total da indústria continua avançando.
O SNAG11 também vem se destacando pela liquidez no mercado secundário. O fundo registrou volume médio diário próximo de R$ 3,7 milhões e respondeu por uma parcela relevante das negociações entre os Fiagros listados.
Fiagros seguem aumentando relevância
A indústria de Fiagros segue ampliando sua relevância no mercado de capitais brasileiro. Dados da B3 mostram que o segmento encerrou maio de 2026 com aproximadamente 600 mil investidores, novo recorde histórico para a categoria e avanço de mais de 50 mil cotistas em relação ao mesmo período do ano anterior.
O crescimento da base de investidores foi acompanhado pelo aumento da atividade no mercado secundário. Em maio, os Fiagros movimentaram cerca de R$ 478,7 milhões em negociações, com média diária de volume financeiro (ADTV) próxima de R$ 23,9 milhões, um dos maiores patamares já registrados pela indústria.
O número de negócios também permaneceu elevado. Foram aproximadamente 31,8 milhões de operações realizadas ao longo do mês, evidenciando o aumento da participação dos investidores e o amadurecimento do segmento dentro da Bolsa brasileira.