Produtores perdem R$ 88 bilhões com falta de silos; SNAG11 mira investir em armazenagem

Produtores perdem R$ 88 bilhões com falta de silos; SNAG11 mira investir em armazenagem
SNAG11 vê oportunidade em armazenagem. (Foto: Pexels/Freestocks)

A falta de estrutura para armazenar a produção agrícola brasileira provocou perdas estimadas em R$ 88,3 bilhões aos produtores entre 2023 e 2025, segundo levantamento da Cogo Inteligência em Agronegócio divulgado pela Kepler Weber.

O estudo aponta que a escassez de silos e armazéns obriga parte dos agricultores a comercializar a produção durante o pico da colheita, período em que a elevada oferta costuma pressionar os preços.

De acordo com a análise, a deficiência logística reduz o poder de negociação dos produtores, que muitas vezes precisam vender os grãos imediatamente após a colheita para liberar espaço, quitar custos operacionais e cumprir compromissos financeiros.

Atualmente, o déficit de armazenagem no Brasil é estimado em aproximadamente 135 milhões de toneladas. Para eliminar essa lacuna, seriam necessários investimentos próximos de R$ 148 bilhões em infraestrutura, segundo estimativas da própria Kepler Weber.

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Irrigação e armazenagem ganham espaço entre os investimentos do SNAG11

A necessidade de ampliar a infraestrutura do agronegócio brasileiro também vem abrindo espaço para novas oportunidades de investimento no mercado de Fiagros.

Nesse contexto, o SNAG11 tem ampliado sua exposição a segmentos considerados estratégicos para a produtividade agrícola, como irrigação e infraestrutura rural.

Após captar aproximadamente R$ 301 milhões em sua quinta emissão de cotas, o fundo direcionou cerca de R$ 200 milhões ao Fiagro FIDC Irriga Brasil, veículo especializado no financiamento de projetos de irrigação.

Segundo a gestora, a irrigação funciona como uma ferramenta de mitigação de riscos climáticos, reduzindo a dependência das chuvas e aumentando a previsibilidade da produção agrícola.

Além da irrigação, a armazenagem de grãos também aparece como um dos gargalos estruturais do agronegócio nacional.

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A ampliação da capacidade de estocagem permite ao produtor postergar a comercialização, capturando melhores preços e reduzindo a pressão da venda durante a colheita.

Infraestrutura do campo reforça tese de longo prazo

A combinação entre déficit logístico, necessidade de investimentos e crescimento da produção agrícola reforça a importância da infraestrutura dentro do agronegócio brasileiro.

Projetos de irrigação, armazenagem e logística vêm ganhando relevância diante da necessidade de elevar a produtividade sem ampliar a área cultivada.

Para fundos expostos ao crédito do agronegócio, o financiamento dessas estruturas pode representar uma oportunidade de crescimento em segmentos ainda pouco atendidos pelo mercado tradicional.

Na avaliação da gestora do SNAG11, a escassez de linhas de financiamento de longo prazo para infraestrutura rural continua abrindo espaço para novas operações.

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Em um cenário de expansão da produção e aumento das necessidades de investimento no campo, ativos ligados à irrigação, armazenagem e eficiência operacional tendem a ganhar protagonismo dentro da cadeia agropecuária brasileira.

Crescimento da soja favorece infraestrutura no campo

O aumento do processamento da soja e a expansão das exportações tendem a exigir investimentos adicionais ao longo da cadeia produtiva.

Em um ambiente de crescimento do agronegócio brasileiro, ativos ligados à infraestrutura rural ganham relevância dentro dos portfólios dos Fiagros.

Nesse cenário, o SNAG11 busca se posicionar em segmentos considerados estratégicos para o desenvolvimento do setor, combinando exposição ao crédito do agronegócio com investimentos voltados à resiliência e à eficiência da produção.

A expansão da soja brasileira, portanto, não beneficia apenas produtores e exportadores, mas também pode ampliar as oportunidades para veículos de investimento que financiam a modernização da infraestrutura do campo.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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