Fundo de renda fixa – Informações essenciais para o investidor

Em cenários de altas taxas, um investimento bastante procurado é o fundo de renda fixa.

Também, em tempos de crise e instabilidade, é muito comum que os investidores priorizem aplicações em fundo de renda fixa.

Contudo, o fundo de renda fixa é simplesmente um fundo de investimento que busca retorno por meio de aplicações em ativos de renda fixa. Diferente de outros fundos, estes têm um percentual mínimo de 80% pré-determinado para investimentos em aplicações como títulos do tesouro, CDB pré-fixado, letras de crédito entre outros.

Para simplificar, pense em um fundo como um grupo de investidores que se reuniu para investir em ativos de renda fixa.

Nesse intuito, contrataram uma administradora para lidar com os processos legais dessa união e uma gestora para gerir o dinheiro desse grupo.

Classificação dos fundos de renda fixa

fundo de renda

Os títulos de renda fixa tem algumas diferenças que são importantes analisar antes de investir.

Por isso, a maneira de calcular o rendimento varia entre os diferentes tipos disponíveis que são:

  • Pós-fixados
  • Pré-fixados
  • Atrelados à inflação

Portanto, de acordo com a estratégia traçada e os ativos escolhidos, o fundo também terá categorias diferentes. Veja:

  • Simples ou Referenciados

São fundos de renda fixa que investem pelo menos 95% do patrimônio líquido em títulos da dívida pública federal (Tesouro Nacional) ou títulos de mesmo risco de crédito.

Além disso, divulgam suas informações e documentos preferencialmente por meios eletrônicos. Têm a denominação “Simples” em seu nome.

  • Indexados

Fundos de renda fixa que buscam acompanhar indicadores de referência do mercado de renda fixa, sejam de juros (como o CDI) ou de índices de inflação (IPCA; IGP-M).

São classificados de acordo com o índice escolhido.

Como funciona o fundo de renda fixa?

fundo de renda

O fundo de renda fixa funciona da seguinte forma: cada vez que o gestor do fundo compra um título de renda fixa, está basicamente emprestando ao emissor do título, que pode ser o banco, uma empresa ou o governo.

Os juros cobrados são a remuneração que o fundo irá receber por emprestar o dinheiro.

Após isso, o administrador do fundo retira os valores referentes a custos e despesas e distribui o rendimento para todos os cotistas.

Entretanto, um fato importante a destacar é que, caso o investidor tenha algum conhecimento sobre investimentos, é interessante que busque de forma direta esses títulos.

Assim, os ganhos serão maiores, pois não terá que pagar taxas ao fundo. Porém, o investidor será o responsável pelas suas aplicações, o que não é difícil para esse modelo de investimento.

Dessa maneira, se o investidor não está familiarizado com o mercado e tem pouco dinheiro para investir, os fundos são as melhores opções, pois permite diversificar de forma mais eficiente as aplicações.

E a diversificação é importante porque o investidor reduz o risco de suas aplicações e com isso as perdas de uma aplicação pode ser compensada pelos ganhos com outra.

Conclusão

Uma opção para diversificar os investimentos são os fundos de investimento imobiliário, que também compõem uma cesta de ativos, tem vantagens excelentes e pode atingir grandes resultados para a carteira do investidor.

Por fim, fundo de renda fixa ou qualquer ou tipo de fundo, pode ser uma alternativa, principalmente para investidores que preferem a tranquilidade de investir seus recursos sob direção de uma gestão qualificada.

Marcos Baroni
Marcos Baroni Especialista em FIIs (Suno Research)

Marcos Baroni é especialista em Fundos Imobiliários. Professor há 20 anos em cursos de Graduação e MBA nas áreas de Gestão de Projetos e Processos.

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