Os fundos de investimento imobiliário, ou simplesmente FII, são famosos por entregar aos cotistas, que são os sócios do fundo, uma porção mensal de rendimento do FII.

Para se tornar um cotista de um fundo de investimento imobiliário, basta adquirir cotas desse fundo. Essas cotas são negociadas na bolsa de valores. Ao comprar cotas, o investidor já detém o direito de participar do rateio do rendimento do FII, e com isso já começa a obter lucro no primeiro mês.

Atualmente existem cerca de 160 fundos imobiliários disponíveis para aplicação. Entretanto, por volta de 80 apenas possuem liquidez suficiente para se mostrar um interessante investimento. O rendimento do FII vem através de diversas formas, mas a principal é o aluguel pago pelos inquilinos dos imóveis pertencentes ao fundo. Continue lendo este artigo e saiba quais são as 5 principais fontes de renda dos fundos imobiliários.

O que é e como funcionam os FIIs?

Rendimento FII

Os fundos imobiliários funcionam de uma forma similar aos outros fundos de investimento.

Basicamente são condomínios de investidores que reúnem recursos financeiros para investir em uma determinada classe de ativos.

No caso dos FIIs, esses ativos pertencem ao mercado imobiliário.

Ao invés de comprar o ativo diretamente, como um imóvel por exemplo, o investidor adquire cotas de um fundo imobiliário e investe em conjunto com outros investidores.

O ponto positivo desse modelo de investimento é que o poder de compra atrelado ao negócio é maior, podendo ser investido em imóveis de alto padrão em localidades altamente valorizadas, como um prédio comercial na Faria Lima em São Paulo, ou em um shopping center por exemplo.

Tipos de FIIs

Atualmente existem cerca de 4 tipos de fundos imobiliários, são eles:

  • Fundos de Tijolo: Esse tipo de FII têm por objetivo investir em imóveis físicos, seja para construção ou compra deles.
  • Fundos de Papel: Nesse tipo de fundo o gestor investe majoritariamente em títulos de recebíveis imobiliários emitidos por instituições financeiras.
  • Fundos de Fundos: Também chamados de FOFs, os fundos que detém cotas de outros fundos imobiliários.
  • Fundos Híbridos: Além de cotas de outros fundos, esse tipo também investe em outros ativos financeiros. Esse é o tipo de fundo que mais diversifica sua carteira, podendo investir desde imóveis, recebíveis imobiliários até cotas de outros fundos. Um exemplo é o fundo MXRF11 Maxi Renda FII.

5 motivos que geram rendimento para os FIIs

Rendimento FII

Veja abaixo os 5 principais elementos de geração de renda para os fundos imobiliários:

  1. Aluguel de imóveis: Os FIIs que possuem imóveis utilizam-os para gerar renda através de aluguel. Com isso, o fundo capta recursos mensalmente através de contratos de alugueis e essa renda é convertida em rendimento e distribuída entre os cotistas do fundo.
  2. Arrendamento de imóveis: Similarmente ao aluguel, o arrendamento de imóvel rural é o contrato agrário pelo qual o contratado se obriga a ceder, por tempo determinado ou não, com o objetivo de nele ser exercida atividade de exploração agrícola, pecuária ou agroindustrial.
  3. Construção de imóveis: Nesse caso o fundo utiliza seus recursos para incorporação e construção de imóveis para futura venda, e com isso lucrar com o negócio.
  4. Aquisição de títulos de renda fixa: Essa é uma das práticas mais comuns dos fundos de investimento imobiliário, principalmente os fundos de papel. Nesse caso são adquiridos papéis e títulos atrelados ao mercado imobiliário, como LCIs e CRIs, que geram um retorno mensal na forma de juros.
  5. Aquisição de cotas de outros fundos imobiliários: Essa prática é adotada de forma comum pelos fundos de fundos (FOFs). Nesse caso, esse tipo de fundo adquire cotas de outros fundos, proporcionando o acréscimo na rentabilidade do FII.
Marcos Baroni
Marcos Baroni Especialista em FIIs (Suno Research)

Marcos Baroni é especialista em Fundos Imobiliários. Professor há 20 anos em cursos de Graduação e MBA nas áreas de Gestão de Projetos e Processos.

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