BBIG11 tem lucro de R$ 10,6 mi e reforça estratégia de desalavancagem
O fundo imobiliário BBIG11 registrou em dezembro de 2025 um resultado líquido de R$ 10,6 milhões. A geração de caixa foi impulsionada principalmente pelas receitas imobiliárias provenientes dos shoppings Pátio Paulista, Pátio Higienópolis e Rio Sul, que somaram R$ 10,7 milhões, além de R$ 411 mil em receitas financeiras oriundas de operações compromissadas com títulos públicos.
No campo operacional, o portfólio manteve ocupação média de 97,4% e encerrou 2025 com crescimento de 8,8% nas vendas totais, indicando retomada consistente da atividade nos ativos. As margens NOI permaneceram em patamar elevado, com média de 94,8% ao longo do ano, evidenciando eficiência operacional e controle de custos.
A liquidez das cotas também seguiu em destaque. Em dezembro, o BBIG11 movimentou cerca de R$ 23,4 milhões no mercado secundário, com mais de 143 mil negócios realizados, sinalizando interesse contínuo dos investidores. A base de cotistas atingiu 35.409 investidores, alta de 0,9% em relação ao mês anterior.
BBIG11: resultado financeiro e rendimentos reforçam atratividade
Com base nesse desempenho, o BBIG11 distribuiu R$ 0,085 por cota em dezembro, o que corresponde a um dividend yield mensal de 1,17%, equivalente a 100,43% do CDI líquido de imposto de renda. Considerando o gross up para investimentos tributados à alíquota de 15%, o retorno equivale a 118,16% do CDI.
A distribuição foi favorecida por um repasse extraordinário de R$ 591 mil, relacionado à recuperação de crédito do Shopping Rio Sul ao longo do semestre, o que contribuiu para elevar o rendimento no período. Segundo a gestão, o movimento reforça a capacidade do fundo de capturar ganhos adicionais sem comprometer a sustentabilidade do fluxo de caixa.
FII vende parte do Shopping Pátio Higienópolis
A venda de 9% do Shopping Pátio Higienópolis por R$ 236 milhões marca um passo relevante na estratégia de otimização do balanço do BB Premium Malls.
A operação, anunciada em dezembro de 2025 e com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2026, reforça a liquidez do fundo e amplia sua flexibilidade financeira em um momento ainda sensível do ciclo de juros.
Os recursos serão direcionados prioritariamente à amortização de CRIs, movimento que reduz a alavancagem e diminui a pressão financeira em um cenário de custo de capital elevado. A iniciativa está alinhada à estratégia da gestão de antecipar ajustes estruturais, fortalecendo o resultado operacional e protegendo a geração de caixa no médio prazo.
Além dessa transação, o fundo mantém negociações em andamento que podem resultar em desinvestimentos adicionais de até R$ 600 milhões ao longo do próximo semestre. O objetivo é reciclar capital, reduzir passivos financeiros e aumentar a eficiência do portfólio, preservando ativos de maior qualidade e potencial de retorno.