BIDB11 entrega dividendos com yield de 1,24% em março; veja valor
O BIDB11, FI-Infra da Inter Asset, anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota em dividendos referente ao resultado de fevereiro de 2026.
Terão direito ao provento os investidores posicionados até a data-base de 27 de fevereiro de 2026. O pagamento está previsto para 13 de março de 2026.
Considerando o preço de fechamento de janeiro, de R$ 80,96, o valor distribuído representa um dividend yield mensal de aproximadamente 1,24%.
Cabe ressaltar que os proventos BIDB11 são isentos de Imposto de Renda para pessoa física.
FI-Infra BIDB11 registra lucro de R$ 3,1 mi
O FI-Infra BIDB11 encerrou janeiro com um lucro líquido de R$ 3,15 milhões, segundo relatório mais recente. Apesar da recente deterioração da curva de juros reais, que impactou a cota patrimonial, o fundo segue com um patamar de carrego atrativo em IPCA+ 9,39%.
Segundo a gestora, mesmo com taxas mais elevadas no mercado secundário, os fundamentos do setor de infraestrutura permanecem robustos. “O risco de crédito das companhias tende a melhorar com a maturação dos projetos, tornando o perfil de risco-retorno ainda mais atrativo”, diz a Inter Asset.
Um exemplo dessa dinâmica é a Concessionária Auto Raposo Tavares (CART), cuja debênture, emitida em 2021, registrou melhora significativa nos indicadores financeiros. Desde então, a alavancagem da empresa caiu de 4,0x para 2,5x, enquanto a margem operacional ultrapassou 65%.
Além disso, grande parte da carteira do BIDB11 é composta por project finance, onde as taxas foram travadas no momento da contratação, reduzindo a exposição à volatilidade das taxas nominais.
Desconto da cota do BIDB11 é oportunidade, diz gestora
Para a gestora, o desconto da cota de mercado do BIDB11 em relação à cota patrimonial segue como uma oportunidade para investidores.
Em janeiro, a cota foi negociada a R$ 73,70, após fechar dezembro em R$ 76,12 e novembro em R$ 81,00. Historicamente, o fundo apresenta uma tendência de convergência entre a cota patrimonial e a de mercado, o que pode se traduzir em ganho de capital para os cotistas.
Além disso, a carteira segue bem posicionada, com 35,97% dos ativos avaliados com rating AAA e 19,02% em AA+, reforçando o perfil de qualidade do portfólio.