FI-Infra da Inter Asset tem resultado de R$ 2 milhões e supera benchmark

FI-Infra da Inter Asset tem resultado de R$ 2 milhões e supera benchmark
Fundos imobiliários - Foto: Unsplash

O fundo de infraestrutura (FI-Infra) BIDB11, gerido pela Inter Asset, registrou resultado líquido de R$ 2,02 milhões em fevereiro de 2026, em um mês marcado por mudanças relevantes no mercado de debêntures incentivadas.

Após um período de forte compressão de spreads observado em janeiro, fevereiro trouxe uma dinâmica diferente. O mês foi marcado por intensa atividade no mercado primário, com a concretização de diversas emissões que vinham sendo estruturadas desde o início do ano.

Entre os destaques estiveram operações relevantes de companhias como Eneva, Sabesp, Axia (antiga Eletrobras) e Rumo, que ampliaram significativamente a oferta de papéis incentivados no mercado.

Esse aumento de emissões contribuiu para reverter o cenário de escassez de ativos observado anteriormente, o que havia impulsionado a valorização dos títulos no mês anterior.

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Ao mesmo tempo, o período de Carnaval reduziu o número de dias úteis, o que acabou impactando a liquidez do mercado secundário e contribuindo para uma abertura generalizada dos prêmios de crédito.

FI-Infra BIDB11: aumento da oferta impacta spreads no mercado

Com o aumento da oferta de debêntures incentivadas, o mercado registrou ajuste aproximado de 10 pontos-base nas taxas, revertendo parte do fechamento de cerca de 45 pontos-base observado em janeiro.

Os fundos de infraestrutura, por sua vez, continuaram registrando fluxos positivos de captação, ainda que em níveis mais moderados em comparação ao histórico recente.

Segundo a gestão da Inter Asset, os portfólios incentivados vêm sendo calibrados de forma recorrente, com ajustes na duration das carteiras de acordo com a expectativa de abertura ou fechamento das taxas de juros.

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Essa estratégia busca capturar ganhos adicionais além do carrego das debêntures, sem comprometer a qualidade de crédito dos ativos presentes na carteira.

Entre os fundamentos que sustentam a atratividade da classe estão a isenção de imposto de renda para investidores pessoa física, o potencial de ganho adicional decorrente do benefício fiscal (gross-up), além da proteção contra a inflação em títulos indexados ao IPCA.

Últimos dividendos e rentabilidade

Em relação aos proventos, o BIDB11 anunciou distribuição de R$ 1,00 por cota, referente ao resultado de fevereiro, com pagamento realizado em 13 de março de 2026.

Considerando a cotação de mercado de R$ 82,79 no fechamento do período, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,21%.

De acordo com a gestora, desde a sua criação há cerca de 54 meses, o fundo vem apresentando rentabilidade superior ao benchmark NTN-B 2032, quando considerada a cota patrimonial ajustada, que incorpora a valorização dos ativos e os rendimentos distribuídos no período.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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