KNCA11 paga dividendos de 1,08% e anuncia aporte de R$ 30 milhões
O Fiagro KNCA11 encerrou janeiro de 2026 com lucro de R$ 24,5 milhões, levemente inferior aos R$ 25,4 milhões observados no mês anterior.
A maior contribuição para o resultado do KNCA11 veio dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que responderam por R$ 20,1 milhões de desempenho mensal.
Já a exposição a Fiagro FIDC acrescentou R$ 4,4 milhões ao resultado. De forma complementar, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCI) geraram R$ 1,8 milhão, enquanto as aplicações em instrumentos de caixa contribuíram com R$ 600 mil no período.
Os dividendos do KNCA11 referentes ao mês de janeiro serão pagos em 12 de fevereiro de 2026, no valor de R$ 1,10 por cota.
Considerando a cota média de ingresso de R$ 101,77, o pagamento corresponde a uma rentabilidade de 1,08%, isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Em termos comparativos, o retorno equivale a 93% da taxa DI do período, ou 109% do CDI quando considerado o gross-up com alíquota de 15%.
A gestão do fundo KNCA11 ressalta que parte relevante da carteira está indexada à inflação, e que os títulos atrelados ao IPCA refletem, aproximadamente, as variações observadas dois meses antes da apuração dos resultados.
Assim, o desempenho distribuído em fevereiro incorpora, de forma aproximada, os índices de novembro (0,18%) e dezembro (0,33%), que apresentaram níveis historicamente baixos e acabam pressionando os rendimentos do KNCA11 no período.
Ativos do KNCA11 e novo investimento de R$ 30 milhões
No fechamento de janeiro, o KNCA11 mantinha 97,3% do patrimônio líquido aplicado em ativos-alvo.
A alocação em LCI representava 7,0%, enquanto a posição em caixa estava zerada. Dentro dos ativos principais, a divisão entre indexadores conta com 48,8% do patrimônio líquido atrelado ao IPCA e 48,5% ao CDI.
Durante o mês, a equipe realizou aproximadamente R$ 30 milhões em novos investimentos, tanto em operações primárias quanto no mercado secundário.
O fundo KNCA11 também mantém operações compromissadas reversas lastreadas em CRA, instrumento que confere maior flexibilidade na gestão do portfólio. Atualmente, essa modalidade representa cerca de 4,3% do patrimônio líquido, nível considerado adequado pela gestora.