SNFZ11 consolida novo patamar de dividendos e mira 2026 mais robusto
O fiagro SNFZ11 encerrou 2025 consolidando um novo patamar de distribuição de dividendos, com pagamentos recorrentes de R$ 0,10 por cota ao longo do ano. Segundo João Vítor Franzin, do time de gestão da Suno Asset, o valor deixou de ser um pico pontual e passou a refletir a nova capacidade estrutural de geração de resultado do fundo.
“Então a (última) distribuição por cota foi de 10 centavos, lucro acumulado aqui próximo de 1 centavo por cota. O dividend yield ficou em 12,5%, lembrando que o dividend yield considera a cota a mercado”, afirmou durante live com investidores.
Ele ressaltou que a oscilação do yield acompanha a variação da cota em bolsa: “Sempre que a cota sobe, a gente acaba tendo um dividend yield menor, se a gente mantiver estável o rendimento, como vem acontecendo”.
No terceiro trimestre, o fundo registrou o maior resultado de sua história, com R$ 0,089 por cota em julho, movimento que, combinado com a reserva acumulada desde o início da estratégia, sustentou a elevação definitiva da distribuição para R$ 0,10. “A gente vinha pagando 6 centavos, 6 centavos e meio… e a partir do momento que faz a compra das outras duas fazendas com seller finance, aumenta o resultado do fundo e começa a distribuir 10 centavos”, explica Franzin.
A nova fase do Fiagro SNFZ11
A nova fase também foi marcada pela realização de um follow-on, concluído no quarto trimestre (4T25). Parte dos recursos foi direcionada à alocação no CRA Jequitibá, estruturado com o mesmo operador das fazendas do fundo. “A gente amarra ainda mais essa relação entre terras e crédito, que na nossa visão é muito interessante, porque o CRA paga um rendimento bem interessante no curto prazo, atrelado à terra que provavelmente terá boa valorização no longo prazo”, disse.
Ao fim de 2025, o SNFZ11 contava com aproximadamente R$ 90 milhões alocados em fazendas e R$ 81 milhões em CRA, com patrimônio líquido próximo de R$ 120 milhões. A estrutura inclui parcelas a pagar referentes às aquisições das fazendas Chavante e Triângulo, cujo plano principal é a captação futura, caso necessário.
E 2026?
Segundo o gestor, o fundo inicia 2026 em posição mais robusta. “A gente começa o ano de 2026 com um panorama muito melhor do que começou em 2025, com uma estrutura muito mais robusta, muito mais rentável para o investidor e perspectivas muito positivas de modo geral”, afirmou.
No mercado secundário, as cotas voltaram a negociar com prêmio sobre o valor patrimonial no quarto trimestre, refletindo a percepção de qualidade dos ativos e a entrega consistente de um yield anualizado entre 12% e 13% em um portfólio de baixa volatilidade.