Fiagro SNFZ11 informa resultado da safra de soja em fazenda; veja impacto na receita
Safra na Fazenda Coliseu ficou acima do projetado no contrato inicial de arrendamento, o que vai exigir pagamento retroativo ao fundo.


O SNFZ11, Fiagro da Suno Asset com foco em valorização patrimonial, informou que a produção apurada de soja para a safra verão 2024/25 na Fazenda Coliseu foi de 29.351,06 sacas líquidas.

Esse valor corresponde a 68,51 sacas por hectare, o que deve modificar o cálculo do arrendamento pago mensalmente pela Jequitibá Agro, responsável pela produção, para 17,13 sacas por hectare, ou 25% da produção.
Hoje, o arrendamento é calculado em 15 sacas por hectare, e o novo indicador já será usado no cálculo do valor a ser pago em abril pela arrendatária. Além disso, o fundo deve receber de forma retroativa a diferença em relação ao valor pago nos meses anteriores, de 2,13 sacas por mês.
No último relatório gerencial divulgado pelo SNFZ11, referente ao mês de fevereiro, o Fiagro reportou uma receita de R$ 55,4 mil obtida do arrendamento. Esses valores oscilam mensalmente porque o preço da soja depende de uma série de fatores, inclusive da variação do dólar.
A Fazenda Coliseu, situada em Gaúcha do Norte (MT), é o principal ativo do SNFZ11. Desde sua aquisição, no ano passado, o imóvel vem passando por melhorias com foco em seu aprimoramento, a fim de melhorar a produção e, consequentemente, valorizar o preço. Ao mesmo tempo, o Fiagro da Suno Asset embolsa uma receita recorrente que pode distribuir aos cotistas sob a forma de dividendos.
Fiagro SNFZ11: de onde vem a receita?
A maior parte da receita do SNFZ11 vem de CRAs emitidos pela Jequitibá Agro para realizar melhorias estruturais na fazenda, a principal delas um sistema de irrigação que já está concluído. O saldo devedor dos títulos é de cerca de R$ 27,8 milhões, cerca de 46% do patrimônio líquido do SNFZ11, que na última atualização era de R$ 61,1 milhões, ou R$ 9,87 por cota.
A Suno Asset adquiriu esses CRAs durante a estruturação do fundo, justamente para garantir um pagamento recorrente de dividendos até a realização do objetivo principal do Fiagro, que é a potencial revenda com lucro da fazenda.
A decisão foi tomada para manter a atratividade do fundo no mercado de Fiagros, no qual a estabilidade na distribuição de proventos é fundamental para a escolha de um investidor. Hoje, o SNFZ11 tem mais de 3.500 cotistas.
A vantagem é que os CRAs contribuem não só para a receita recorrente que garante a atual distribuição de dividendos do SNFZ11, como também terão impacto positivo no foco principal do fundo, a valorização patrimonial do imóvel. Desta forma, pode-se dizer que os CRAs beneficiam o Fiagro de três diferentes formas:
- Renda dos juros e correção dos CRAs, que têm remuneração média de CDI + 4,00% ao ano. Essa receita tende a subir nos próximos meses devido à alta da Selic, que puxa consigo o CDI.
- Aumento da produtividade, que tende a estimular também só a valorização da fazenda, além de impactar positivamente no valor do arrendamento mensal, como verificado com a safra maior que a prevista inicialmente.
- Valorização do imóvel, a partir da melhoria das condições estruturais; a Coliseu deve ser alvo de reavaliação de valor justo até o fim do primeiro semestre.
A equipe de gestão do SNFZ11 acompanha também outros fatores de potencial valorização do imóvel, como o incremento da infraestrutura na região, com pavimentação de estradas próximas e projetos de linha férrea. A tendência é que tudo isso, combinado, contribua para o sucesso da tese de investimentos do Fiagro no médio e longo prazo.