O Fundo de Investimento Imobiliário Integral BREI Fundo de Fundos (IBFF11), administrado pelo BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM, divulgou nesta quinta-feira (25) o seu relatório gerencial do mês de fevereiro, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

O gestor do Integral BREI Fundo de Fundos destaca que fevereiro foi um mês desafiador para os brasileiros, marcado pela grande volatilidade no mercado nacional e internacional, com forte estresse político no Brasil, causado principalmente pela má repercussão sobre a troca de comando da Petrobras.

O gestor do IBFF11 aponta que essa repercussão sobre a Petrobras gerou incertezas no mercado quanto à interferência do Governo nas estatais, além dos expressivos avanços na vacinação nos EUA e piora da pandemia no Brasil.

O Integral BREI Fundo de Fundos lembra que a inflação continua acelerando, com o IPCA fechando o mês de fevereiro com 0,86%, enquanto o índice inflacionário IGP-M fechou em 2,53% de aumento, acumulando alta de 5,17% em 2021.

Em relação ao mercado imobiliário, o gestor do IBFF11 aponta que considerando o desempenho do IFIX, é possível dizer que ele continua provando sua resiliência, por meio da descorrelação ao Ibovespa e baixa volatilidade, fechando o mês de fevereiro com leve alta de 0,25%, contra uma queda de 4,37% do Ibovespa.

O gestor do Integral BREI Fundo de Fundos acrescentou que os setores mais impactados negativamente pelo agravamento da pandemia e as medidas de restrição foram os de Shoppings, Lajes Corporativas, Hotelaria e Renda Urbana. Já os FIIs de Papéis, em linha com o mercado de Crédito Privado, tiveram leve alta.

Portfólio do IBFF11

Os CRIs Attenta e Ecovillagio, que representam 12% da carteira do IBFF11 e rendem IPCA + 10% e IPCA + 11,65%, respectivamente, seguem acumulando juros, por conta da finalização do processo de repasse. O fundo espera que nos próximos meses ambos sejam quitados.

A composição da carteira do IBFF11 é distribuída em:

  • Fundos imobiliários - 83,4%;

  • CRI - 12,4%;

  • Caixa - 4,2%;

A estratégia do Integral BREI Fundo de Fundos é composta por 52,4% em renda e 47,6% em ganho de capital. Já na alocação da carteira por segmento, ela se distribui:

  • Corporativo - 47,6%;

  • Logístico - 24,5%;

  • Papéis - 19,9%;

  • FOF - 8,0%;

  • Shopping - 0,1%;

As 5 maiores posições em ativos do IBFF11 e o respectivo percentual se dá da seguinte forma:

  • CRI T.P. - 9,6%;

  • BRCR11 - 9,5%;

  • RCRB11 - 9,0%;

  • BLCP11 - 8,5%;

  • TEPP11 - 7,8%;

Resultados e rendimentos do IBFF11

No mês de fevereiro o fundo IBFF11 continuou aumentando sua posição em fundos de papéis com a compra de FEXC11 e CVBI11. Adicionalmente, obteve lucro de R$127 mil em ganho de capital com a venda parcial de AFCR11.

Desse modo, o Integral BREI Fundo de Fundos fecha o mês com resultado de R$284 mil ou R$0,4262 por cota, o que representa um dividend yield anualizado de 6,71%. Nos últimos 12 meses foram distribuídos R$4,72 por cota, ou 6,09% de dividend yield.

Desde o início, já foram distribuídos pelo IBFF11 R$8,12, equivalente a uma média mensal de R$0,45 por cota em dividendos, ou seja, um dividend yield anualizado de 6,88%. O deságio da cota de mercado comparado a cota patrimonial estava em 11,46% ao fim de fevereiro de 2021. No mês de fevereiro, foram R$0,42 por cota em dividendos.

O valor de mercado do Integral BREI Fundo de Fundos foi avaliado em R$51,607 milhões, sendo este valor por cota de R$87,43. O volume negociado no mercado secundário foi de R$4,35 milhões, com uma média diária de R$241,8 mil. A liquidez do fundo representa 8,4%, enquanto o número de cotistas chegou a marca dos 5.743.

Ao final de fevereiro, a cota do IBFF11 totalizou R$77,41, resultando em uma variação de 1,39%. O retorno total patrimonial do fundo alcançou 1,02% e a variação da cota patrimonial foi de 1,49%.