Mesmo com novas locações, fundo perde quase 30% do patrimônio

Mesmo com novas locações, fundo perde quase 30% do patrimônio
The Corporate Macaé - Foto: divulgação/Prêmio Construtora

O fundo imobiliário XPCM11 divulgou dois fatos relevantes nesta quinta-feira. No primeiro, informou ao mercado a celebração de dois novos contratos de locação no edifício The Corporate Macaé, em Macaé (RJ).

No segundo, comunicou uma redução de 28,29% no valor de seu patrimônio líquido, decorrente da avaliação patrimonial anual dos ativos, realizada com data-base em 31 de dezembro de 2025.

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Os comunicados foram divulgados pela Oslo Capital Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, administradora do fundo, em conjunto com a Urca Gestão de Recursos, gestora do veículo.

De acordo com o primeiro comunicado, o patrimônio líquido passou de R$ 70,6 milhões, conforme o balancete de novembro de 2025, para R$ 50,63 milhões no balancete de dezembro de 2025. A variação corresponde a uma redução de 28,29%.

O fundo destacou que a alteração decorre exclusivamente do processo de reavaliação patrimonial anual, com base em laudo de avaliação dos ativos imobiliários que compõem a carteira, sem relação com eventos operacionais ou financeiros extraordinários.

Novas locações reduzem vacância

Além da reavaliação patrimonial, o XPCM11 informou a celebração de dois contratos de locação distintos no edifício The Corporate Macaé, seu principal ativo, envolvendo áreas e locatárias diferentes.

O primeiro contrato foi firmado com uma empresa do setor de óleo e gás, para a ocupação de 532,07 metros quadrados, correspondentes a parte dos 14º e 15º pavimentos do edifício. O contrato tem prazo de 60 meses, com início em 27 de novembro de 2025. Com essa locação, a vacância física do fundo foi reduzida de 57% para aproximadamente 54%, conforme informado no fato relevante.

Segundo o comunicado, a receita bruta acumulada estimada desse contrato é de R$ 0,48919 por cota, considerando a quantidade atual de cotas em circulação. A administração esclareceu que os valores não consideram correção inflacionária nem eventuais reduções de despesas condominiais, e que a receita mensal varia ao longo do prazo contratual.

Em comunicado adicional, o fundo informou a celebração de um segundo contrato de locação com uma empresado setor de serviços, consultoria e locação de mão-de-obra, para a ocupação de 333,68 m² no 6º pavimento do mesmo edifício. O contrato também tem prazo de 60 meses, com início em 2 de janeiro de 2026.

Com essa nova locação, a vacância física do imóvel foi reduzida novamente, passando de cerca de 54% para aproximadamente 52%, de acordo com os dados divulgados pela administração do fundo XPCM11.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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