O Fundo de Investimento Imobiliário Mogno CRI High Grade (MGCR11), administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM, divulgou nesta sexta-feira (9) o seu relatório gerencial do mês de março, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

O início do Mogno CRI High Grade foi em 6 de outubro de 2020. Ele visa o investimento em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e valores mobiliários, conforme política de investimentos.

O MGCR11 diz que o fundo nasceu em 2015, a partir da união de ex-sócios da Hedging-Griffo e executivos do mercado financeiro. Além disso, ele é voltado para estruturas high grade, com ênfase na composição das garantias reais e nível de colaterais.

Importante dizer que o Mogno CRI High Grade se permite expor a investimentos em FIIs de CRIs, cuja proposta de investimento esteja alinhada com as do MGCR11, conforme o objetivo de buscar oportunidades de mercado e distorções de preços por meio disso.

Além disso, o MGCR11 destaca que o IFIX fechou março em queda de 1,38% contra alta de 6,00% do Ibovespa. Importante dizer que os recebíveis foram praticamente “os únicos ganhadores do mês de março, com os demais segmentos contribuindo negativamente de forma distribuída”, pontuou o fundo.

O gestor do Mogno CRI High Grade diz que enquanto os shoppings devem apresentar piora dos resultados no curto prazo por conta das restrições, a distribuição de lajes corporativas segue estabilizada, através da contínua desvalorização resultando em yields de entrada cada vez mais atrativos em relação aos últimos anos.

Portfólio do MGCR11

O Mogno CRI High Grade (MGCR11) encerrou o mês de março com 99,59% do patrimônio líquido alocado em ativos alvo, dos quais:

  • 85,02% estão em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI);
  • 14,57% em FIIs, desde que a estratégia de investimento desse FII seja a alocação predominante em CRIs; 
  • 0,41% investidos em instrumentos de caixa;

Por segmento, a alocação da carteira do MGCR11 se distribui em 6 repartições:

  1. Residencial - 38,17%;
  2. Logística - 26,22%;
  3. Hospitalar - 17,96%;
  4. Varejo - 8,13%;
  5. Shopping - 5,12%;
  6. Corporativo - 4,4%;

MGCR11 divulga resultados e portfólio do mês de março

Em março, o Mogno CRI High Grade não realizou nenhuma nova aquisição de CRI para a carteira. Na carteira de FIIs, o fundo aumentou a exposição no fundo CVBI11. Além disso, participou da oferta de CPTS11 a qual conseguiu um bom lote de oferta, que hoje representa 5,20% da carteira do fundo.

A carteira de CRIs do Mogno CRI High Grade segue com 15 operações. Ela está mais concentrada nos papéis da Rede D’or com 15,27% e o papel de Vitacon com 9,56%. O fundo considera sua posição diversificada e saudável para a carteira. As 10 maiores posições na composição da carteira são descritas pela imagem a seguir.

MGCR11 divulga resultados e portfólio do mês de março

Resultados e rendimentos

A receita total do MGCR11 em março foi de quase R$ 630 mil, distribuídos em resultado da carteira de CRIs e da carteira de FIIs, além de outros ativos. O primeiro acaba sendo responsável por cerca de 93,84% da receita.

As despesas do Mogno CRI High Grade totalizaram R$68,52 mil no mês de março. Sendo assim, o resultado do mês para o fundo foi de R$ 561 mil. A distribuição total foi de R$684 mil, equivalente a R$0,95 por cota.

Em suma, o patrimônio líquido do MGCR11 no mês de março foi de aproximadamente R$68,74 milhões. O número de cotas emitidas até então foram quase 720 mil. Ao final do mês, o valor patrimonial da cota foi de R$95,47 e o número de cotistas chegou a 806.