RZAK11: FII anuncia lucro 66,2% maior e paga dividendos de 1,22% ao mês; veja valores
O fundo imobiliário RZAK11 apresentou um resultado de R$ 9,984 milhões em fevereiro. O montante representa uma alta relevante frente aos cerca de R$ 6,005 milhões registrados em janeiro, com um anvaço de 66,2% no período.
A geração de receita do RZAK11 no mês alcançou R$ 11,537 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 1,553 milhão.
A partir desse desempenho, o fundo distribuiu dividendos no valor de R$ 1,05 por cota, valor alinhado ao intervalo projetado pela gestão. Considerando esse pagamento, o dividend yield mensal ficou em 1,22%.
O portfólio se manteve consistente, com fluxo de pagamentos e contribuições dentro do esperado para a maior parte dos ativos, com exceção dos CRIs ligados à Starbucks. Ainda assim, o desempenho geral da carteira seguiu aderente às projeções de carrego.
A estrutura de hedge do FII RZAK11 gerou efeito positivo em função da abertura da curva de juros, embora esse movimento tenha sido compensado, do ponto de vista patrimonial, pela reprecificação negativa dos ativos indexados ao IPCA e prefixados.
Em relação aos indicadores macroeconômicos, o IPCA registrou variação de 0,70% em fevereiro, mantendo o carrego desses ativos em níveis mais baixos.
O fundo imobiliário RZAK11 ainda preservou sua estratégia de hedge voltada à troca de indexadores.
Mesmo com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, o mercado passou a sinalizar o início de um possível ciclo de queda de juros, o que tende a impactar diretamente os ativos atrelados ao CDI.
Diante desse cenário, a gestão do fundo RZAK11 optou por manter o guidance de distribuição para os próximos três meses, projetando pagamentos mensais entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota.
Ajustes na carteira do fundo imobiliário RZAK11
A carteira passou por ajustes pontuais. A principal movimentação foi a entrada de uma nova operação, que foi o CRI Allegra Pacaembu II, estruturado a CDI + 4% ao ano.
A operação foi incorporada após a liquidação de um empréstimo-ponte anterior, sendo substituída por um crédito de longo prazo com vencimento previsto para 2035.
Essa nova posição conta com garantias como alienação fiduciária das quotas da concessão e cessão fiduciária de recebíveis, além de estar estruturada em tranche sênior, com 30% de subordinação.
Apesar disso, a exposição do fundo RZAK11 nessa operação é mais reduzida, totalizando R$ 17,5 milhões, cerca de um terço do volume da operação anterior.