SNID11 tem maior distribuição da história e reforça compromisso com retorno acima do CDI

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Imóveis. Foto: Pixabay

O FI-Infra SNID11 alcançou em maio a maior distribuição de rendimentos desde seu IPO, ao anunciar o pagamento de R$ 0,12 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 15,4%. A distribuição representa 117,8% do CDI do período, ou 152% do CDI bruto.

O resultado é fruto de uma combinação de juros altos, gestão ativa e ganhos com marcação a mercado. Em abril, a rentabilidade do fundo foi sustentada por um carrego de CDI+2,26%, com contribuição direta de R$ 0,096 por cota pelo CDI, R$ 0,020 por cotas pelo spread da carteira de crédito, e R$ 0,006 provenientes do caixa, que representa 4,2% do patrimônio líquido.

A marcação a mercado dos ativos também gerou impacto positivo de R$ 0,133 por cota, devido ao fechamento das taxas indicativas no mercado secundário.

Por outro lado, os derivativos utilizados para swap de indexador contribuíram negativamente em R$ 0,092 por cota, reflexo da variação nas taxas das NTN-Bs. Os custos e despesas, em linha com a média histórica, reduziram o resultado em R$ 0,009 por cota. No total, o fundo distribuiu R$ 1,04 milhão no mês de abril.

SNID11: FI-Infra tem consistência acima do benchmark

Nos últimos 12 meses, o SNID11 entregou uma rentabilidade de 12,5% com base na cota de mercado e 12,3% sobre a cota patrimonial, reforçando o compromisso com retornos consistentes e isentos de imposto de renda.

Desde o início, o fundo acumula um retorno total de 33,9% na cota de mercado e 34,5% na cota patrimonial, superando os principais índices de referência líquidos de IR: CDI líquido (24,4%), IDA-DI (29,1%), IMA-B IPCA+ Yield (23,6%) e IDA-IPCA Infraestrutura (29,8%).

Além disso, um estudo comparativo feito pela gestão evidencia que, com exceção de abril de 2025, o SNID11 entregou, em todos os meses, um rendimento acima do CDI líquido médio, reforçando a vantagem tributária do FI-Infra frente a fundos tradicionais de crédito privado.

Movimentações e mercado

Em abril, o fundo realizou a compra de R$ 500 mil em debêntures da Brasil TecPar (TEPA13) e uma operação compromissada com retorno abaixo do carrego médio, com o objetivo de potencializar ganhos futuros. O volume de negociações caiu em relação a março, com R$ 1,6 milhão movimentados e média diária de R$ 78 mil.

A gestão do SNID11 manteve o guidance de distribuição para o 1º semestre de 2025 entre R$ 0,10 e R$ 0,13 por cota, acompanhando o atual patamar da Selic, que fechou abril em 14,25% ao ano. A elevação da distribuição neste mês está alinhada com esse compromisso, reforçando a resiliência do fundo mesmo em um cenário de compressão dos spreads das debêntures incentivadas.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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