Soja deve movimentar US$ 60 bi em 2026 e fortalece aposta do SNAG11 em infraestrutura rural
O processamento de soja no Brasil deve atingir um novo recorde em 2026, impulsionado pela ampla oferta do grão e pela demanda aquecida por derivados no mercado doméstico e externo. As perspectivas favoráveis para o complexo soja reforçam a importância dos investimentos em infraestrutura agrícola, segmento que vem ganhando espaço nas estratégias de alguns Fiagros, como o SNAG11.
As projeções mais recentes da indústria apontam para um esmagamento de aproximadamente 63 milhões de toneladas de soja no próximo ano, o maior patamar já registrado no país. O avanço ocorre em meio a uma safra robusta, estimada em mais de 180 milhões de toneladas, e à continuidade da demanda por farelo e óleo de soja.
A expectativa também é de crescimento na produção dos derivados. O volume de farelo deve se aproximar de 49 milhões de toneladas, enquanto a produção de óleo de soja pode superar 12 milhões de toneladas.
No mercado externo, o Brasil deverá manter posição de destaque nas exportações do complexo soja, com embarques elevados tanto do grão quanto dos produtos processados.
Demanda crescente aumenta necessidade de investimentos
O avanço do processamento e da produção agrícola amplia a necessidade de investimentos em infraestrutura no campo. Sistemas de armazenagem, logística, energia e irrigação ganham relevância à medida que os produtores buscam elevar produtividade e reduzir riscos operacionais.
Nesse contexto, o Fiagro SNAG11 vem ampliando sua exposição a projetos ligados à infraestrutura agrícola. Após concluir sua quinta emissão de cotas, o fundo acelerou a alocação de recursos em ativos voltados ao financiamento do agronegócio.
A estratégia reflete a avaliação da gestora de que determinados segmentos ainda apresentam carência de crédito de longo prazo, abrindo espaço para a atuação dos Fiagros.
SNAG11 amplia exposição à irrigação
Parte relevante dos recursos captados pelo fundo foi direcionada ao Fiagro FIDC Irriga Brasil, veículo especializado no financiamento de sistemas de irrigação.
A alocação reforça a aposta do SNAG11 em ativos capazes de contribuir para a estabilidade da produção agrícola em um ambiente cada vez mais influenciado pelos eventos climáticos.
Segundo a Suno Asset, a irrigação tem se tornado um dos principais instrumentos de mitigação de riscos no campo, permitindo maior previsibilidade de produtividade mesmo em períodos de estiagem ou irregularidade das chuvas.
Além de reduzir a exposição climática dos produtores, os investimentos em irrigação podem contribuir para ganhos de produtividade e aumento da eficiência operacional das propriedades rurais.
Crescimento da soja favorece infraestrutura no campo
O aumento do processamento da soja e a expansão das exportações tendem a exigir investimentos adicionais ao longo da cadeia produtiva.
Em um ambiente de crescimento do agronegócio brasileiro, ativos ligados à infraestrutura rural ganham relevância dentro dos portfólios dos Fiagros. Nesse cenário, o SNAG11 busca se posicionar em segmentos considerados estratégicos para o desenvolvimento do setor, combinando exposição ao crédito do agronegócio com investimentos voltados à resiliência e à eficiência da produção.
A expansão da soja brasileira, portanto, não beneficia apenas produtores e exportadores, mas também pode ampliar as oportunidades para veículos de investimento que financiam a modernização da infraestrutura do campo.