Soja deve movimentar US$ 60 bi em 2026 e fortalece aposta do SNAG11 em infraestrutura rural

Soja deve movimentar US$ 60 bi em 2026 e fortalece aposta do SNAG11 em infraestrutura rural
Colheita de soja. Foto: Pixabay

O processamento de soja no Brasil deve atingir um novo recorde em 2026, impulsionado pela ampla oferta do grão e pela demanda aquecida por derivados no mercado doméstico e externo. As perspectivas favoráveis para o complexo soja reforçam a importância dos investimentos em infraestrutura agrícola, segmento que vem ganhando espaço nas estratégias de alguns Fiagros, como o SNAG11.

As projeções mais recentes da indústria apontam para um esmagamento de aproximadamente 63 milhões de toneladas de soja no próximo ano, o maior patamar já registrado no país. O avanço ocorre em meio a uma safra robusta, estimada em mais de 180 milhões de toneladas, e à continuidade da demanda por farelo e óleo de soja.

A expectativa também é de crescimento na produção dos derivados. O volume de farelo deve se aproximar de 49 milhões de toneladas, enquanto a produção de óleo de soja pode superar 12 milhões de toneladas.

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No mercado externo, o Brasil deverá manter posição de destaque nas exportações do complexo soja, com embarques elevados tanto do grão quanto dos produtos processados.

Demanda crescente aumenta necessidade de investimentos

O avanço do processamento e da produção agrícola amplia a necessidade de investimentos em infraestrutura no campo. Sistemas de armazenagem, logística, energia e irrigação ganham relevância à medida que os produtores buscam elevar produtividade e reduzir riscos operacionais.

Nesse contexto, o Fiagro SNAG11 vem ampliando sua exposição a projetos ligados à infraestrutura agrícola. Após concluir sua quinta emissão de cotas, o fundo acelerou a alocação de recursos em ativos voltados ao financiamento do agronegócio.

A estratégia reflete a avaliação da gestora de que determinados segmentos ainda apresentam carência de crédito de longo prazo, abrindo espaço para a atuação dos Fiagros.

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SNAG11 amplia exposição à irrigação

Parte relevante dos recursos captados pelo fundo foi direcionada ao Fiagro FIDC Irriga Brasil, veículo especializado no financiamento de sistemas de irrigação.

A alocação reforça a aposta do SNAG11 em ativos capazes de contribuir para a estabilidade da produção agrícola em um ambiente cada vez mais influenciado pelos eventos climáticos.

Segundo a Suno Asset, a irrigação tem se tornado um dos principais instrumentos de mitigação de riscos no campo, permitindo maior previsibilidade de produtividade mesmo em períodos de estiagem ou irregularidade das chuvas.

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Além de reduzir a exposição climática dos produtores, os investimentos em irrigação podem contribuir para ganhos de produtividade e aumento da eficiência operacional das propriedades rurais.

Crescimento da soja favorece infraestrutura no campo

O aumento do processamento da soja e a expansão das exportações tendem a exigir investimentos adicionais ao longo da cadeia produtiva.

Em um ambiente de crescimento do agronegócio brasileiro, ativos ligados à infraestrutura rural ganham relevância dentro dos portfólios dos Fiagros. Nesse cenário, o SNAG11 busca se posicionar em segmentos considerados estratégicos para o desenvolvimento do setor, combinando exposição ao crédito do agronegócio com investimentos voltados à resiliência e à eficiência da produção.

A expansão da soja brasileira, portanto, não beneficia apenas produtores e exportadores, mas também pode ampliar as oportunidades para veículos de investimento que financiam a modernização da infraestrutura do campo.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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