TEPP11 conclui aquisição do Top Center, na Avenida Paulista, em SP

TEPP11 conclui aquisição do Top Center, na Avenida Paulista, em SP
TEPP11 conclui etapa para aquisição do Top Center na Avenida Paulista

O fundo imobiliário TEPP11 informou ao mercado que superou integralmente as condições precedentes previstas para a aquisição do Edifício Top Center. O ativo localiza-se na Avenida Paulista, em São Paulo, próximo a pontos icônicos da região, como o Museu de Arte de São Paulo (Masp).

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A divulgação se deu por Fato Relevante e dá continuidade a documento divulgado em 3 de novembro, quando o fundo anunciou a assinatura do compromisso de aquisição do imóvel.

TEPP11 efetuou pagamento de R$ 72,7 milhões

Com o cumprimento das condições, o fundo realizou a liquidação da oferta pública de cotas da classe única. Também efetuou o pagamento de R$ 72.715.000,00 ao vendedor, a título de sinal da operação.

As demais parcelas do preço de aquisição, assim como as demais obrigações contratuais assumidas, serão pagas e cumpridas nos prazos, valores e condições previstos no instrumento de compra e venda.

O ativo adquirido, conhecido como Top Center, é um complexo multiuso construído em 1975, composto por uma torre comercial com 17 pavimentos, integrada a um shopping center e a um edifício-garagem.

A torre possui lajes tipo de aproximadamente 792 metros quadrados, permitindo múltiplas configurações de ocupação e atendendo a diferentes perfis de inquilinos corporativos.

A região conta com ampla oferta de transporte público, incluindo proximidade a estações de metrô e corredores de ônibus, além de infraestrutura completa de serviços e comércio no entorno imediato.

Imóvel tem ocupação física superior a 80%

A aquisição pelo TEPP11 envolve 100% da torre comercial e 70% do edifício-garagem, totalizando uma área bruta locável de 13.463 metros quadrados. O valor total da transação é de aproximadamente R$ 167,4 milhões, cerca de R$ 12.431 por metro quadrado, considerando o preço de aquisição do ativo.

No momento da compra, o empreendimento apresenta ocupação física de 81,8%. A negociação tem um cap rate de entrada estimado em 8,68% ao ano, com base em um aluguel médio projetado de R$ 90 por metro quadrado.

Fundo passa a receber 100% da receita do ativo

A estrutura de pagamento é desenhada de forma parcelada. Além do sinal já pago, parte relevante do valor será quitada por meio de compensação em cotas ao longo dos próximos meses, corrigida pelo IPCA. Uma parcela final será paga em dinheiro, também corrigida pela inflação.

Segundo a Tellus, gestora do TEPP11, essa modelagem permite que o fundo passe a receber 100% da receita do ativo desde o pagamento do sinal. Ao mesmo tempo, reduz o impacto financeiro da vacância atual e preserva o caixa do fundo durante o período inicial de consolidação do imóvel no portfólio.

A gestora também informa que a estruturação da operação preserva o nível de distribuição de rendimentos do fundo. Com isso, mantém o guidance previamente divulgado aos cotistas, mesmo durante o período inicial de absorção da vacância e implementação do plano de negócios. A gestão ressalta ainda que a estrutura adotada não antecipa consumo relevante de caixa do TEPP11, quando comparada a um cenário sem a aquisição, preservando a flexibilidade financeira do fundo.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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