FIIs: BTHF11 dispara 11,5% em janeiro; veja as maiores altas e baixas
O IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, encerrou janeiro de 2026 em alta de 2,27%, aos 3.860,99 pontos, diante de um início de ano positivo para os FIIs, assim com sucessivas renovações de máximas históricas ao longo do mês.

Durante o mês, o índice apresentou uma mínima de 3.775,31 pontos e uma máxima de 3.864,38 pontos.
Esse movimento do IFIX se deu em meio a um cenário de maior apetite ao risco por parte dos investidores, frente a uma leitura melhorada sobre o quadro macroeconômico.
Além disso, cresceu ao longo de janeiro a expectativa de que o ciclo de cortes da Selic tenha início a partir de março, o que estimula a reprecificação dos ativos mais sensíveis aos juros, favorecendo a performance do IFIX no período.
Os Fundos de Fundos (FOFs) e os fundos multiestratégia foram os principais destaques positivos do mês. Em sentido oposto, o segmento híbrido registrou desempenho negativo, impactado por revisões nas projeções de distribuição de rendimentos em fundos específicos.
BTHF11 sobe 11,5% no mês
Entre os movimentos mais relevantes do IFIX em janeiro, o BTHF11 registrou a maior alta do índice. O avanço ocorreu em meio ao anúncio de aumento no valor dos dividendos, que passaram para R$ 0,10599 por cota, representando uma alta de 15,2% em relação ao patamar praticado nos meses anteriores.
A carteira do BTHF11 combina FIIs de tijolo, fundos de papel, CRIs, ativos reais e posição relevante em caixa.
Na ponta negativa, o TGAR11 liderou as maiores perdas do IFIX em janeiro, pressionado pela revisão da projeção de distribuição de rendimentos para uma faixa entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota.
Até então, o fundo imobiliário TGAR11 mantinha uma sequência de pagamentos estáveis em R$ 1,00 por cota ao mês, e revisão nas expectativas gerou reação negativa do mercado.
Segundo a gestora, o ajuste não decorre de deterioração dos ativos, mas de uma postura mais conservadora diante do cenário macroeconômico e de crédito, marcado por juros elevados.
A gestão afirma que, como o TGAR11 atua no desenvolvimento de projetos, a defasagem entre vendas contratadas e entrada efetiva de caixa tem impactado o ritmo de distribuição de rendimentos no curto prazo.
Ainda assim, a gestão reforça que o portfólio segue saudável e que a estratégia adotada busca preservar valor e ter maior solidez financeira ao longo do tempo, o que não impediu que o TGAR11 liderasse as maiores quedas dos fundos imobiliários do IFIX em janeiro.
Maiores altas do IFIX em janeiro
BTHF11: +11,50%
KIVO11: +9,28%
KNRI11: +8,21%
BROF11: +7,81%
MFII11: +7,73%
Maiores quedas do IFIX em janeiro
TGAR11: -14,21%
RBVA11: -2,73%
GARE11: -2,55%
TRXF11: -1,68%
HSAF11: -1,51%