Lucro do RBRX11 salta quase 20%; veja quanto o FII pagou em dividendos
O fundo imobiliário RBRX11 encerrou abril com resultado distribuível de R$ 11,414 milhões, crescimento de 19,7% em relação ao mês anterior.
No período, as receitas do fundo imobiliário RBRX11 somaram R$ 9,844 milhões, enquanto as despesas totais chegaram a R$ 1,07 milhão.
A principal contribuição veio da carteira de FIIs, responsável por R$ 5,8 milhões, cerca de R$ 0,04 por cota. Os CRIs também tiveram peso relevante no desempenho, adicionando R$ 5,6 milhões, valor igualmente próximo de R$ 0,04 por cota.
Com base nesse resultado, o fundo imobiliário RBRX11 anunciou distribuição de R$ 0,09 por cota em dividendos, valor em linha com a média paga nos últimos 12 meses.
Para complementar os rendimentos do RBRX11, ele utilizou R$ 0,01 por cota de sua reserva, encerrando abril com saldo acumulado de R$ 0,07 por cota.
O dividend yield anualizado da distribuição ficou em 12,3% sobre a cotação de fechamento. Considerando o valor patrimonial, o retorno anualizado foi de 11,0%.
Além do resultado recorrente, o fundo recebeu R$ 2,2 milhões em dividendos relacionados à Curva J do investimento em RDLI. Segundo a gestão, a operação reforça a estratégia de buscar ativos com fundamentos imobiliários sólidos e potencial de geração de TIR superior a 20% ao longo do ciclo.
RBRX11 aumenta exposição a CRIs e reduz caixa
Em abril, o FII RBRX11 realizou novas compras de CRIs, totalizando R$ 29,5 milhões em aquisições.
Os aportes foram distribuídos entre os CRIs Pernambuco III, com R$ 3,6 milhões, Cone Refrigerado, com R$ 22,9 milhões, e Pernambuco Aurora, com R$ 3,0 milhões.
As operações foram feitas com taxas médias equivalentes a IPCA + 11,5% ao ano e CDI + 5,09% ao ano.
Com essas movimentações, o caixa do fundo caiu para 4,3% do patrimônio líquido, em uma estratégia voltada ao reforço da alocação em ativos com maior capacidade de geração de renda recorrente.
Ao fim do mês, o patrimônio líquido do fundo RBRX11 somava R$ 1,439 bilhão, equivalente a R$ 9,84 por cota. Já o valor de mercado era de R$ 1,286 bilhão, ou R$ 8,79 por cota. Com isso, o fundo era negociado a um múltiplo P/VP de 0,89x.
A carteira do RBRX11 segue concentrada principalmente em FIIs, que representavam 55,7% do patrimônio líquido ao fim de abril.
Os CRIs apareciam em seguida, com participação de 37,7%. O portfólio do RBRX11 ainda tinha 1,3% em participações em SPEs e 1,1% em imóveis diretos.