Maior exportador do agro: força de Mato Grosso sustenta estratégia do SNFZ11
As exportações de soja de Mato Grosso recuaram em maio, mas o desempenho segue robusto no acumulado do ano e reforça a importância estratégica do estado para o agronegócio brasileiro.
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que o estado embarcou 4,55 milhões de toneladas da oleaginosa no mês, volume 14,95% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
O cenário reforça a relevância de Mato Grosso para teses ligadas ao agronegócio, como a do SNFZ11. O fiagro possui três fazendas localizadas em Gaúcha do Norte, município inserido em uma das regiões mais produtivas do país para soja e milho safrinha.
Embora a notícia esteja relacionada à soja, o movimento também chama atenção para a força estrutural do agronegócio mato-grossense. A própria expansão do esmagamento da oleaginosa para produção de biodiesel evidencia o crescimento da demanda doméstica e o aumento da complexidade da cadeia agroindustrial local.
Fazendas do SNFZ11 vão além da soja
No caso do SNFZ11, a exposição ao estado vai além da soja. As propriedades do fundo estão posicionadas em uma região que se beneficia da integração entre a produção da oleaginosa e do milho de segunda safra, sistema que permite maior aproveitamento das áreas agrícolas e potencializa a geração de receitas.
Recentemente, estimativas da StoneX elevaram a projeção para a produção de milho em Mato Grosso para aproximadamente 51,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, consolidando o estado como o principal produtor do cereal no Brasil.
O avanço da produtividade compensou parte das perdas registradas em outras regiões do país e ajudou a sustentar as perspectivas para a safra nacional.
A combinação entre safra recorde de soja, crescimento do milho safrinha e fortalecimento da agroindústria regional cria um ambiente favorável para áreas agrícolas localizadas no estado.
Para o SNFZ11, esse contexto reforça uma tese baseada não apenas na valorização fundiária, mas também na capacidade produtiva de uma das fronteiras agrícolas mais relevantes do Brasil.
Mato Grosso é base da tese agrícola do SNFZ11
O avanço das áreas produtivas e da eficiência agrícola ocorre em paralelo à expansão do SNFZ11 dentro do estado. Recentemente, a Suno Asset anunciou a terceira emissão de cotas do fundo, em uma operação que poderá movimentar aproximadamente R$ 120 milhões para aquisição de novas propriedades rurais em Mato Grosso.
A oferta prevê emissão de até 12,08 milhões de novas cotas ao preço de R$ 10,20 cada, com foco na ampliação da exposição do fundo à valorização de terras agrícolas e geração recorrente de renda.
Com os novos investimentos, o SNFZ11 deverá adicionar cerca de 2,2 mil hectares agricultáveis ao portfólio.Atualmente, o fundo possui patrimônio líquido próximo de R$ 90 milhões e já mantém exposição relevante ao agronegócio mato-grossense.